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24 de fevereiro de 2025

  • Programa de capacitação para jovens sucessores do Leite: Conhecimento e inovação para o futuro da atividade

    A sucessão familiar nas propriedades leiteiras é um dos maiores desafios enfrentados pelo setor agropecuário brasileiro. Com o objetivo de preparar os jovens sucessores para uma gestão eficiente, sustentável e inovadora, a Difusão de Tecnologias da CCGL lança o Programa de Capacitação para Jovens Sucessores do Leite. A iniciativa visa oferecer ferramentas de gestão e aprimorar a produtividade e a sustentabilidade nas propriedades leiteiras, com base no conhecimento e na experiência de um time altamente qualificado.

    Desenvolvido pelo Programa de Equipes de Alto Desempenho da CCGL, o programa conta com a liderança e autoria do Zootecnista Especialista Guilherme Afonso Müller Rodrigues, e a colaboração dos Zootecnistas Especialistas Nicolas Petry e Greici Cortez Sawitzki, juntamente com a Médica Veterinária Especialista Jaqueline de Carli. O foco da iniciativa está na gestão estratégica, bem-estar animal e sustentabilidade no setor leiteiro.

    O curso será composto por oito módulos, sendo sete deles oferecidos no formato on-line e um presencial, permitindo que os participantes conciliem a capacitação com as demandas diárias de suas propriedades. O módulo presencial, agendado para ocorrer nas instalações da CCGL, visa proporcionar um ambiente de interação entre os jovens sucessores, promovendo networking e uma imersão prática. Durante este módulo, os participantes também terão a oportunidade de conhecer a estrutura do Tambo Experimental e as instalações da indústria da CCGL, um diferencial importante para a vivência no campo.

    Com periodicidade mensal, os módulos são desenhados para proporcionar tempo adequado para assimilação do conteúdo sem prejudicar as atividades cotidianas dos produtores. Esse formato também permite que jovens sucessores de diferentes regiões do Estado tenham acesso ao conhecimento, sem necessidade de deslocamentos longos e onerosos.

    Cada módulo será ministrado pelo time técnico especializado da Difusão de Tecnologias da CCGL, que ficará responsável pela criação da ementa, do material didático e das apresentações visuais que facilitarão o aprendizado. O conteúdo será estruturado de maneira lógica e progressiva, abordando os principais aspectos da produção leiteira de forma integrada e sustentável.

    Entre os temas que serão abordados, destacam-se:

    Gestão eficiente da propriedade leiteira;

    Nutrição e manejo alimentar do rebanho;

    Melhoramento genético e reprodução;

    Saúde e bem-estar animal;

    Qualidade do leite e segurança alimentar;

    Sustentabilidade e conservação de recursos naturais;

    Uso de tecnologias para otimização da produção;

    Gestão de pessoas.

    O programa não se limita à transmissão de conteúdo técnico, mas também tem como objetivo estimular a inovação nas propriedades leiteiras, preparando os sucessores para os desafios do mercado e assegurando a continuidade dos negócios familiares de forma competitiva e moderna.

    A Difusão de Tecnologias da CCGL reafirma, assim, seu compromisso com a qualificação contínua dos produtores e com o fortalecimento da cadeia produtiva do leite, com foco na sucessão familiar e no desenvolvimento sustentável do setor agropecuário.

    Inscrições abertas até 28/02/2025. O lançamento oficial será realizado no dia 12/03/2025, durante a Expodireto Cotrijal, em Não Me Toque, na Casa da CCGL. A primeira aula do programa ocorrerá em 28/03/2025.

    Este é o momento de investir no futuro da atividade leiteira, promovendo conhecimento, inovação e sustentabilidade para os sucessores que irão conduzir o setor no futuro.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Mercado do leite: queda no preço perde força, e lácteos iniciam ano em alta

    Entretanto, segundo o Cepea, os custos de produção da pecuária leiteira subiram em janeiro pelo quinto mês consecutivo

    Pesquisa do Cepea mostra que o preço do leite captado em dezembro de 2024 fechou a R$ 2,5805/litro (“Média Brasil”), queda de 2,7% em relação ao mês anterior, mas elevação de 21% frente a dezembro de 2023, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de dezembro).

    Desse modo, a média de 2024 foi de R$ 2,6362/litro, 1,9% acima da verificada em 2023, também em termos reais. Levantamentos do Cepea ainda em andamento mostram, porém, que os preços do leite captado em janeiro devem apresentar alta, devido ao recuo da oferta e ao aumento na competitividade entre laticínios pela compra de matéria-prima.

    Preços dos lácteos em recuperação

    Outra pesquisa realizada pelo Cepea em parceria com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) aponta que os preços dos lácteos negociados no atacado paulista iniciaram 2025 em movimento de recuperação.

    Dentre os itens analisados, o queijo muçarela foi o que mais se valorizou de dezembro de 2024 a janeiro de 2025, em 1,82%, cotado à média de R$ 33,09/kg. Para o leite em pó (400g), a variação foi positiva em 0,97%, para média de R$ 31,58/kg. A cotação do leite UHT, por sua vez, ficou praticamente estável (+0,02%), a R$ 4,27/litro.

    Importações têm ligeiro aumento; exportações recuam

    Em janeiro, as importações brasileiras de lácteos cresceram ligeiros 3,93% em relação a dezembro de 2024, porém caíram 2,18% frente ao mesmo período do ano passado (janeiro/24). Já as exportações recuaram 13,91% no comparativo mensal e expressivos 41,19% no anual.

    Insumos em alta para dieta dos animais​

    Os custos de produção da pecuária leiteira subiram em janeiro pelo quinto mês consecutivo. Cálculos do Cepea mostram que o Custo Operacional Efetivo (COE) teve avanço de 0,81% de dezembro/24 para janeiro/25, considerando-se a “média Brasil” (BA, GO, MG, SC, SP, PR e RS). Os desembolsos com a dieta do rebanho continuam sendo o principal fator que influencia o movimento altista.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • Milho apresenta produtividade satisfatória apesar das restrições hídricas

    A colheita do milho prossegue e as produtividades estão muito satisfatórias, apesar das restrições hídricas em parte do ciclo. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (20/02) pela Emater-RS/Ascar, esse desempenho positivo deve-se ao fato de que grande parte das lavouras já havia ultrapassado as fases críticas para a definição dos componentes produtivos. Estima-se que 62% da área tenha sido colhida e 18% das lavouras encontram-se em maturação.

    As lavouras tardias, com 5% da área de cultivo ainda em desenvolvimento vegetativo, outros 5% em floração e 10% enchimento de grãos, foram beneficiadas pelas precipitações da última semana, que ocorreram em volumes superiores, contribuindo para a atenuação momentânea das perdas causadas pela estiagem. Além disso, a queda das temperaturas é um fator benéfico nesta fase, uma vez que o calor excessivo havia acelerado indevidamente o ciclo fenológico, gerando redução no acúmulo de fotoassimilados e no índice de área foliar.

    De modo geral, observa-se grande heterogeneidade no potencial produtivo da soja. Isso em decorrência do volume de precipitações ao longo do ciclo, da época de semeadura, da cultivar utilizada, além das limitações causadas pela topografia e pela compactação do solo, que impactam a infiltração e o armazenamento hídrico.

    O retorno da umidade no solo atenuou o estresse hídrico das plantas, que havia sido intensificado antes das chuvas pelas altas temperaturas, especialmente em áreas mais severamente afetadas pela estiagem. A recomposição da umidade proporcionou melhoria na turgescência foliar, favorecendo a retomada de processos fisiológicos essenciais nas lavouras de soja que estão em desenvolvimento vegetativo (6% da área cultivada) e em floração (32%). Porém, a manutenção de umidade em níveis adequados será determinante para a conclusão do enchimento de grãos (55%), mesmo em cenários de redução do potencial produtivo.

    Foi observada ainda a recuperação da coloração verde das plantas. Contudo, nas regiões mais afetadas, especialmente no Centro-Oeste do Estado, as lavouras semeadas no início do período recomendado estão na fase final de enchimento de grãos e de maturação (7%), com reduzido porte, desfolha acentuada e perdas produtivas irreversíveis.

    As lavouras de soja implantadas em dezembro estão em plena floração e início da formação das vagens. Nessas áreas, a emissão de folhas e ramos será limitada, mas variará conforme o hábito de crescimento das cultivares. A produtividade tende a ser insatisfatória, já que muitas lavouras possuem porte reduzido, de 20cm a 30 cm, e estão em plena fase reprodutiva.

    A ocorrência de chuvas permitiu a retomada de operações de controle fitossanitário, sendo priorizadas as aplicações de fungicidas em áreas de maior aptidão produtiva. A incidência de tripes, ácaros e percevejos nas lavouras, está elevada em determinados locais, mas o controle químico tem sido eficaz.

    Economicamente, persistem as preocupações quanto aos resultados da safra, agravadas pela baixa adesão aos seguros de proteção agrícola. Restrições legais ao Proagro (excedente de limite de sinistros) e custos elevados no seguro privado expõem produtores a riscos, especialmente em regiões onde as perdas são mais significativas.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial