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fev 28 2025 Perdas de até 50%: estiagem atinge lavouras de soja no RS
A adversidade compromete a produção de soja na região de Bagé, impactando os trabalhos em campo
A situação das lavouras de soja na área de Bagé e outros municípios do Rio Grande do Sul têm gerado preocupação devido aos efeitos da estiagem. Na região de Fronteira Oeste, especialmente em municípios como Manoel Viana e Maçambará, a situação é ainda mais crítica. As lavouras de soja têm sofrido perdas severas devido à seca, com alguns produtores registrando perdas de até 50% na produção.
De acordo com Edison Dornelles, assistente técnico da Emater/RS, as lavouras mais precoces foram as mais afetadas pela seca, enquanto as variedades mais tardias sofreram menos danos.
Segundo a Safras & Mercado, região da Campanha, o impacto da estiagem é notável, embora menos grave do que na Fronteira Oeste. Municípios como São Gabriel, que possuem uma grande área dedicada ao cultivo de soja, têm registrado perdas consideráveis. Até o momento, a colheita na região foi insignificante, e a área semeada na localidade soma 1,121 milhão de hectares.
Em Dom Pedrito, outro importante município produtor da região, a situação tem mostrado sinais de recuperação nas últimas semanas, com chuvas regulares que têm ajudado a estabilizar a produção e minimizar os impactos da estiagem. A recuperação nas lavouras é visível, com cerca de 34% da área semeada já na fase de enchimento de grãos, 42% em floração e o restante da soja avançando para a maturação. Esse cenário mais favorável tem trazido um alívio para os produtores, que estavam enfrentando sérias dificuldades devido à seca prolongada.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 28 2025 USDA projeta em 91 mi de hectares área plantada com grãos nos EUA
Os dados com as estimativas da safra nos EUA foram apresentados durante o Fórum Anual de Perspectivas do USDA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou em 225 milhões de acres (91,05 milhões de hectares) a área plantada com grãos na safra 2025/26 nos EUA. O resultado foi divulgado durante o 101° Fórum Anual de Perspectivas do USDA.
O número ficou acima do esperado para a temporada anterior, de 223,7 milhões de acres (90,53 milhões de hectares).
Para a soja, a área destinada ao plantio deve ser de 84 milhões de acres (33,99 milhões de hectares) em 2025/26, 3,1% abaixo do projetado para 2024/25. O milho, por sua vez, deve alcançar uma área de 94 milhões de acres (38,03 milhões de hectares), o que representaria um avanço de 3,75% em comparação com 2024/25.
Já o trigo pode chegar a 47 milhões de acres (19,02 milhões de hectares), área 1,95% maior que 2024/25.
Preços para Safra 2025/26 nos EUA
Estimativas do USDA apontam que a soja deverá ter o valor de US$10,10 o bushel, já o milho deve alcançar os US$ 4 por bushel.
O evento vai até esta sexta-feira (28) e, além de destacar as projeções para as áreas de soja e milho nos EUA, e esboçar um panorama de exportações em meio às incertezas sobre tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, também contará com diversos painéis durante a programação.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 28 2025 Volume de fretes do agro cresce 5,3% puxado por soja e fertilizantes
Número parte de levantamento da plataforma Frete.com e indicam queda nos fretes de milho
O volume de fretes rodoviários do agronegócio registrou aumento de 5,3% ao longo de todo o ano de 2024 em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme dados da plataforma Frete.com.
O crescimento foi puxado pela soja e por fertilizantes. A oleaginosa registrou alta de 25,7%, representando 22% dos fretes do agronegócio transportados por meio do site da empresa.
Já os fretes de fertilizantes tiveram aumento de 5,1% no ano passado e representam 23% dos fretes do setor. O índice foi motivado pelas importações brasileiras de adubo, que atingiram um recorde de 44,3 milhões de toneladas no ano passado, crescimento de 8,3% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
“Houve uma antecipação das compras registradas dentro do setor. A elevação nos preços das commodities e a tensão no Oriente Médio levaram os agricultores a anteciparem as aquisições de fertilizantes, visando evitar possíveis problemas de oferta e aumentos nos preços”, comenta Federico Vega, CEO da Frete.com.
Fretes de milho em queda
Ao contrário da soja e dos fertilizantes, os fretes de milho, que representam 14% do setor na plataforma, contaram com queda de 9,4% ao longo de 2024.
Em âmbito nacional, além da queda na produção do produto, a comercialização antecipada de milho para a safra 2023/24 apresentou uma redução em comparação aos anos anteriores.
Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a venda antecipada de milho segunda safra representou, em média, 12,5% da produção na safra 2023/24, enquanto nas cinco safras anteriores esse percentual variou entre 60% e 87,5%.
Os dados estatísticos têm base no fluxo de dados da Frete.com que conta com mais de 900 mil caminhoneiros cadastrados e 25 mil empresas assinantes, cobrindo, assim, 99% do território nacional.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/