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3 de março de 2025

  • Cientistas desenvolvem arroz ecológico que reduz emissões de metano em até 70%

    Variedade pode transformar a produção de arroz e minimizar impactos ambientais; testes em campo comprovaram eficiência da tecnologia

     Pesquisadores identificaram um novo caminho para reduzir as emissões de metano nos arrozais, desenvolvendo uma variedade híbrida de arroz capaz de mitigar em até 70% a liberação desse gás de efeito estufa. A descoberta pode ser um marco na agricultura sustentável, especialmente para países produtores como o Brasil.

    O estudo revelou que os principais responsáveis pela emissão de metano são substâncias secretadas pelas raízes do arroz, especialmente o fumarato e o etanol. Enquanto o fumarato serve de alimento para microrganismos produtores de metano, o etanol atua como inibidor dessa atividade biológica, reduzindo significativamente a liberação do gás.

    Com base nesse conhecimento, os cientistas manipularam geneticamente o metabolismo do arroz para diminuir a secreção de fumarato e aumentar a de etanol, resultando em variedades que emitem menos metano sem comprometer a produtividade.

    O desenvolvimento do novo tipo de arroz está em um artigo publicado, em fevereiro, por cientistas da China e da Suécia na revista científica Molecular Plant.

    Arroz ecológico é alternativa para a agricultura sustentável

    Os testes foram realizados em sete plantações ao longo de três anos e comprovaram que a adoção dessa tecnologia pode contribuir significativamente para a redução do impacto climático do cultivo de arroz. Além da criação de novas variedades, o estudo também sugere manejos específicos que permitem otimizar o uso da tecnologia em lavouras já existentes.

    O Brasil é o 12º maior produtor de arroz do mundo (1,4% da produção global), segundo classificação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) – o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro que mais produz o cereal.

    O arroz ecológico surge como uma solução viável para produtores preocupados com sustentabilidade e pode se tornar uma alternativa estratégica para atender às crescentes demandas por práticas agrícolas mais responsáveis.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Começa a colheita da soja no Rio Grande do Sul

    Os cultivos de soja estão avançando para as fases finais do ciclo fenológico e, em algumas áreas, já foi iniciada a colheita que atinge pouco menos de 1% da área total cultivada. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (27/02), o estágio de enchimento de grãos é predominante (56%), e 12% das lavouras estão em maturação, 25% em floração e 6% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

    A produtividade inicial está menor que a estimada. A área de cultivo inicialmente projetada pela Emater/RS-Ascar está estimada em 6.811.344 hectares e a produtividade média em 3.179 kg/ha. No momento, a Instituição está realizando o levantamento nos municípios produtores e as reestimativas de área e de produtividade das culturas de verão serão divulgadas durante o tradicional Café para a Imprensa na 25ª Expodireto Cotrijal, no dia 11 de março, em Não-Me-Toque.

    Apesar das chuvas generalizadas em 16 e 17/02 e isoladas nos dias subsequentes, a situação das lavouras varia de acordo com os volumes pluviométricos registrados, a capacidade de infiltração e a retenção de água dos solos, além das condições edafoclimáticas predominantes durante o plantio.

    Em grande parte do Estado, as precipitações irregulares e as elevadas temperaturas têm causado, a morte prematura das folhas do terço inferior, a queda de vagens e a formação heterogênea dos grãos (normais e subdesenvolvidos), mesmo na ausência de sinais visíveis de murchamento foliar. A arquitetura das plantas caracteriza-se por uma haste principal com entrenós mais curtos, menor emissão de ramos laterais e concentração foliar no terço superior, de folhas mais estreitas e alongadas.

    Em áreas mais afetadas pela estiagem, como no Centro-Oeste do Estado, observa-se a ausência de fechamento das entrelinhas e predomínio de haste única nas plantas, ou seja, sem ramificações laterais. Onde as chuvas foram mais expressivas – predominantemente a Leste –, as lavouras apresentam potencial produtivo satisfatório, mas demandam umidade para a completa formação dos grãos.

    Milho

    A colheita do milho avançou, atingindo 64% da área cultivada. A produtividade mantém-se satisfatória, apesar da insuficiência de chuvas em etapas intermediárias do ciclo. Para a Safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 748.511 hectares, e a produtividade média de 7.116 kg/ha.

    Os efeitos da restrição hídrica, ocorrida em janeiro e fevereiro, tendem a se manifestar com maior intensidade em cultivos semeados em novembro e meados de dezembro, os quais estão em fase de floração e enchimento de grãos (14% da área total). As lavouras implantadas tardiamente, que estão ainda em fase vegetativa (5% da área), devem se recuperar devido à reposição de umidade no solo, embora sejam necessárias precipitações regulares para sustentar o potencial produtivo.

    Milho Silagem

    A colheita do milho para silagem avançou, atingindo 72%. A produtividade é considerada satisfatória, próxima à previsão inicial. Para a Safra 2024/2025 no Estado, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 357.311 hectares, e a produtividade média é de 39.457 kg/ha.

    Restam as lavouras em maturidade fisiológica e aptas para o corte (7%). Estão 6% em enchimento de grãos; 3% em floração; e 12% em desenvolvimento vegetativo, incluindo os plantios recentes de safrinha. As chuvas no período favoreceram a formação de biomassa foliar nas semeaduras tardias e beneficiaram as lavouras em enchimento de grãos.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • MILHO: Estudo da RTC compara sintomas do complexo de molicutes e viroses transmitidos por cigarrinha e pulgão

    Desde o primeiro surto de Dalbulus Maidis no Rio Grande do Sul em 2020, a cada ano ampliam-se os estudos na tentativa de reduzir as perdas de produtividades provocadas pela praga. Contudo, além da ocorrência de D. maidis , a presença de pulgão nas lavouras de milho, principalmente a espécie Rhopalosiphum maidis , também vem se tornando frequente. Ambas as espécies são responsáveis pela transmissão de seis fitopatógenos no milho, chamados de complexo de molicutes e viroses.

    A Rede Técnica Cooperativa desenvolveu um estudo com o objetivo de gerar informações visuais do impacto das viroses e bactérias transmitidas por cigarrinha e pulgão na cultura do milho. O estudo demonstrou que o pulgão também é um vetor relevante, que associado ou não à cigarrinha traz reduções significativas na produtividade final. Também foi evidenciado que o complexo de bactérias é mais nocivo para as plantas de milho em comparação aos vírus.

    Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

    Fonte: https://rtc.coop.br/