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mar 05 2025 Carinata: nova cultura surge como alternativa rentável para entressafra
A repórter Eliza Maliszewsk entrevistou Phillip Minarelli, gerente do projeto Carinata Brasil Paraguai, que fala sobre as vantagens da cultura
Uma nova oleaginosa está ganhando espaço na agricultura brasileira como alternativa viável para rotação de culturas e rentabilização da entressafra. Trata-se da carinata, uma planta parente próxima da canola, que tem como principal destino a produção de combustível sustentável para aviação (SAF), uma opção ambientalmente mais viável por emitir menos CO2.
A carinata é uma oleaginosa de inverno que tem apresentado bons resultados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Uma de suas principais vantagens é a resiliência a mudanças climáticas, além de boa adaptação a solos menos férteis. O cultivo ocorre entre os meses de abril e maio, com um ciclo médio de 120 dias. Outro benefício é que, ao ser semeada, a cultura contribui para a conservação do solo, evitando a perda de nutrientes e promovendo maior sustentabilidade ao sistema produtivo.
O Brasil é visto como um mercado promissor para a carinata. A projeção é que a área cultivada passe de 7.000 hectares em 2024 para 50.000 hectares neste ano, impulsionando ainda mais sua viabilidade econômica. Além disso, a construção de uma planta de produção de SAF no Porto de Rio Grande deverá fortalecer a cadeia produtiva da oleaginosa, ampliando a demanda e incentivando novos investimentos no setor.
A repórter Eliza Maliszewsk entrevistou Phillip Minarelli, gerente do projeto Carinata Brasil Paraguai, da Nufarmum, que conta na reportagem exibida no Mercado & Companhia desta terça-feira outras vantagens da cultura.
No último ano, a média de pagamento da carinata variou em torno do preço da soja balcão, chegando em alguns casos a pagar até 110% do valor da soja. Esses números reforçam o potencial econômico da cultura, que se apresenta como uma alternativa rentável e sustentável para produtores que buscam diversificação e melhor aproveitamento da entressafra.
Com o crescimento da demanda por combustíveis sustentáveis e as vantagens agronômicas da carinata, a cultura desponta como uma opção estratégica para o agronegócio brasileiro, unindo rentabilidade e benefícios ambientais.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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mar 05 2025 Plano Safra 24/25: como fica o pequeno produtor após medidas do governo
Orçamento atrasado e alta consecutiva da Selic foi a causa de imbróglios relacionados ao crédito rural. PLOA deve ser votado após o Carnaval
Com o foco no produtor rural, o Plano Safra dispõe de diversas linhas de crédito adaptadas às diferentes necessidades de agricultores e pecuaristas. Em linhas gerais, o programa se divide em três modalidades: custeio, comercialização e investimento.
Nas últimas semanas, o Plano Safra 24/25 tem sido destaque devido à decisão do Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional, em suspender novos financiamentos com juros equalizados, a partir de 21 de fevereiro.
A medida também comunicou que apenas as linhas de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) seriam mantidas.
Isso quer dizer que para os produtores da agricultura familiar que necessitam financiar as despesas de produção agrícola, como mudas, adubos, sementes, corretivos de solos, defensivos, entre outros, nada muda.
A justificativa apresentada no ofício mencionou dois fatores principais: a alta taxa Selic e a não aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025.
Segundo a Agência Senado, a previsão é que o Congresso Nacional aprove a lei após o Carnaval.
Por que isso importa?
O projeto de lei do Orçamento de 2025 deveria ter sido aprovado em dezembro, mas será analisado apenas em março, após a formação da Comissão Mista de Orçamento (CMO).
Esse atraso impactou diretamente a execução do Plano Safra, fato que levou o Tesouro Nacional a suspender operações para evitar prejuízos financeiros às instituições que operam o crédito rural.
Isso ocorreu porque a equalização de juros — diferença entre a taxa cobrada pelo banco e a efetivamente paga pelo produtor —, é custeada pelo Tesouro.
Com a Selic em alta, esse custo aumenta consideravelmente. Para se ter uma ideia, a taxa passou de 10,5% ao ano, em setembro de 2024 para 13,25% em janeiro de 2025.
Liberação emergencial de R$ 4,18 bilhões
Diante do impasse, em 24 de fevereiro o Governo Federal publicou Medida Provisória (MP 1.289) no Diário Oficial da União (DOU), que liberava R$ 4,18 bilhões em crédito extraordinário para o Plano Safra 2024/25.
Os recursos foram distribuídos da seguinte forma:
- R$ 3,5 bilhões: destinados ao custeio, comercialização e investimento;
- R$ 645,7 milhões: reservados para o Pronaf.
Em nota oficial, o governo justificou que a medida foi tomada para evitar impactos negativos na produção de alimentos e garantir a segurança alimentar do país.
O cenário macroeconômico, marcado pelo aumento acelerado das taxas de juros, também foi apontado como fator determinante para a liberação do crédito extraordinário.
E o pequeno produtor?
O Pronaf, principal linha de crédito para pequenos produtores, costuma ser o mais visado nesses momentos de instabilidade econômica.
No entanto, a Medida Provisória (MP 1.289) garante a continuidade do acesso ao crédito, assegurando investimentos rurais e agroindustriais.
Ou seja, as instituições financeiras podem permitir financiamento para os produtores da agricultura familiar que identificarem a real necessidade de crédito e estiverem em conformidade com o que é solicitado pelos bancos.
Dessa forma, pequenos produtores ainda podem contar com financiamento para manter suas atividades e ampliar sua produção, apesar das dificuldades impostas pelo cenário econômico atual.
Está com dúvida? O Sebrae pode te orientar!
De acordo com o Sebrae, a consciência da real necessidade de buscar crédito é fundamental para a saúde financeira dos negócios do pequeno produtor.
Com o intuito de impulsionar o desenvolvimento do agronegócio direcionado aos pequenos, a instituição atua como um direcionador para que o empreendedor entenda como alocar recursos visando rentabilidade e a garantia do pagamento do crédito solicitado, por meio de programas e cursos de capacitação.
A instituição explica que com essa atuação, o Sebrae contribui para que os pequenos produtores tenham acesso a recursos e possam enfrentar desafios econômicos com mais segurança.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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mar 05 2025 Nova forrageira de alta produtividade é aposta para integração lavoura-pecuária
Ervilhaca URS BRS Presilha, com capacidade de fixar nitrogênio atmosférico no solo, será lançada na Expodireto Cotrijal 2025
Uma nova cultivar de ervilhaca, a URS BRS Presilha, chega ao mercado com potencial para transformar os sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) no Brasil. Desenvolvida pela Embrapa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Associação Sul-brasileira para o Fomento de Pesquisa em Forrageira (Sulpasto), a leguminosa se destaca pela alta produtividade, resistência e benefícios ao solo.
O lançamento oficial da cultivar ocorrerá durante a Expodireto Cotrijal 2025, entre 10 e 14 de março, em Não-Me-Toque (RS).
A URS BRS Presilha é uma leguminosa anual de clima temperado, o que a torna uma opção estratégica para rotação de culturas em sistemas integrados.
Segundo Daniel Montardo, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, ela foi desenvolvida para superar desafios enfrentados pelos produtores que relutavam em investir em espécies perenes, devido à necessidade de rotação anual das pastagens com culturas agrícolas.
Forrageira de alta produtividade e adaptação
De acordo com a Embrapa, a nova forrageira se destaca por sua capacidade de adaptação a diferentes condições de cultivo. Com sementes maiores que outras leguminosas forrageiras de clima temperado, a ervilhaca facilita a implantação e distribuição das sementes, podendo ser semeada diretamente em áreas de pastagens perenes, como tifton e braquiárias.
Conforme Miguel Dall’Agnol, professor da UFRGS e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da cultivar, a URS BRS Presilha pode ser utilizada tanto em pastagens de inverno quanto em rotação com culturas agrícolas.
“Ela apresenta alto rendimento quando consorciada com aveia e azevém, além de ser uma excelente opção para cobertura verde do solo”, destaca.
Além disso, a leguminosa pode ser incorporada em áreas de fruticultura, protegendo o solo com sua palhada resistente e promovendo a fixação de nitrogênio, essencial para a melhoria da fertilidade.
Benefícios ambientais e nutricionais
A sustentabilidade da URS BRS Presilha é um dos seus principais diferenciais. A planta possui alta capacidade de fixação de nitrogênio atmosférico, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos e promovendo um solo mais saudável. Sua resistência a déficits hídricos também contribui para o cultivo em diferentes condições climáticas.
Outro benefício, de acordo com os pesquisadores, é a redução do risco de timpanismo (excesso de gases no sistema digestivo dos animais), comum em algumas leguminosas forrageiras. Esse fator aumenta a segurança da alimentação do gado e melhora o desempenho na pecuária.
Segundo Claudio Lopes e Cesar Grinke, representantes da Sulpasto, a nova cultivar oferece maior produtividade, qualidade nutricional e adaptação às condições da região Sul. “Há um grande espaço para a ervilhaca no mercado, e a Presilha chega com diferenciais que garantem mais qualidade e melhor desempenho no campo”, afirma .
Para Montardo, a introdução da URS BRS Presilha representa um avanço para o setor. “O lançamento de uma nova variedade atende a uma demanda real dos produtores, oferecendo benefícios ambientais, nutricionais e produtivos”, afirma.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/