Monthly Archives

abril 2025

  • 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura ocorre em Bagé no fim de junho

    Evento aborda desafios e oportunidades para a cadeia da carne ovina

    O 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura: a cadeia da carne ovina – desafios e oportunidades ocorre nos dias 26 e 27 de junho no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), campus Bagé. A promoção é da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) e do Fundo de Desenvolvimento da Ovinocultura do Estado (Fundovinos); da IFSUL; Embrapa Pecuária Sul; e outras entidades. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link tinyurl.com/simposio-ovinos-2025. São esperados 300 representantes da cadeia produtiva da carne ovina.

    Conforme a especialista em Infraestrutura da Seapi e membro da Secretaria Executiva do Fundovinos, Sabrina Vaz, ao longo dos anos, o evento vem se consolidando como um espaço de reflexão e articulação entre a administração pública, o setor produtivo e as instituições de Ensino e Pesquisa.

    “O tema escolhido para esta edição é a cadeia produtiva da carne ovina. Os motivos dessa definição levaram em consideração a importância da atividade para a geração de renda e sucessão familiar dos pecuaristas familiares, para a conservação do Bioma Pampa e de sua biodiversidade, bem como para a manutenção de uma atividade econômica que faz parte da cultura do Estado. Reconhece-se a importância da aproximação destes atores para a elaboração e gestão de políticas públicas de forma mais efetiva”, explica Sabrina.

    São objetivos do seminário: reunir os diferentes atores da cadeia produtiva da carne ovina, levando informações sobre a cadeia produtiva de ovinos no Rio Grande do Sul; aprofundar o conhecimento sobre o mercado da carne ovina no Brasil, nivelando informações desde a produção, industrialização, comercialização e hábitos do consumidor final; aproximar os atores da cadeia produtiva, os agentes públicos e as instituições de ensino e pesquisa; identificar demandas dos diferentes atores; discutir estratégias de agregação de valor, estímulo ao consumo e a prospecção de mercados; divulgar as políticas públicas e as ações de fomento para o setor; e propor ações para a iniciativa privada e para o poder público nas diferentes esferas para o desenvolvimento da cadeia da carne ovina.

    “Importante destacar que o Rio Grande do Sul é o estado que mais abate ovinos no país, o que demonstra a organização do seu serviço de inspeção e a qualidade da carne produzida no Estado”, pontua Sabrina. “Mas apesar dessas vantagens competitivas, existem muitos desafios a serem enfrentados, tendo em vista o perfil da nossa ovinocultura que tem como base pequenos rebanhos. Em torno de 77% dos ovinocultores possuem até 25 cabeças de ovinos segundo os Diagnósticos Regionais coordenados pela Câmara Setorial de Ovinocultura e realizado pela Emater-RS em 2020”, detalha Sabrina.

    “Nesse sentido, a partir de informações balizadas e de uma dinâmica capaz de oportunizar a reflexão dos diferentes elos da cadeia produtiva, esperamos contribuir para uma análise crítica dos participantes, estando desta forma, aptos a apontar os rumos que podem ser tomados,  o que vem a contribuir para a organização da cadeia produtiva”, conclui a especialista em Infraestrutura.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Colheita de soja chega a 94,8% no Brasil; saiba quais estados já concluíram os trabalhos

    Os trabalhos com a oleaginosa avançaram 2,3 pontos percentuais em relação à colheita da semana passada

    Até o último domingo (27), a colheita da soja da safra 2024/25 no Brasil atingiu 94,8% da área semeada, com um avanço de 2,3 pontos porcentuais em relação à semana anterior. O dado foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra.

    Quando comparado ao mesmo período da safra passada, em que 90,5% das lavouras já haviam sido colhidas, houve um crescimento de 4,3 pontos porcentuais. Em relação à média dos últimos cinco anos, que é de 93,5%, a colheita está adiantada em 1,3 ponto porcentual.

    Colheita pelo Brasil

    A colheita da commodity já foi finalizada nos principais produtores, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Tocantins. No entanto, em algumas regiões, a colheita ainda está em andamento. A Bahia continua com a colheita da soja, refletindo a diversidade das regiões produtoras no país.

    Milho

    Além disso, o avanço nas colheitas de soja tem implicações diretas na agricultura brasileira, uma vez que a retirada das lavouras de soja abre caminho para o plantio de milho safrinha, que tem ganhado cada vez mais importância no cenário agrícola do Brasil.

    De acordo com dados da Conab, a retirada de soja também está impactando a área destinada ao milho de verão, que até agora atingiu 71,9% da área esperada.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Secretaria da Agricultura prorroga edital do Programa de Irrigação até julho

    Projetos podem ser protocolados por mais 90 dias, encerrando no dia 29 de julho

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) prorrogou até o dia 29 de julho o edital do Programa de Irrigação para o recebimento de projetos. O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (29/4). O programa prevê apoio financeiro direto ao produtor de 20% do valor do projeto, limitado a R$ 100 mil por beneficiário.

    A prorrogação do edital se deve à continuidade da política pública, que vem apresentando resultados positivos para o aumento da área irrigada no Rio Grande do Sul. Com a criação da Subsecretaria da Irrigação na Seapi, estão sendo discutidas algumas melhorias de processos que podem ser aperfeiçoadas.

    De acordo com o subsecretário de Irrigação da Seapi, Paulo Salerno, “este é um projeto estratégico do governo do Estado e que todos os esforços estão sendo destinados para a busca de melhores resultados. A irrigação é hoje essencial para a garantia de produtividade do agro”.

    O protocolo dos novos projetos deve ser feito até o dia 31 de julho para a sua tramitação interna. O prazo máximo para a celebração do Termo de Subvenção de Outorga será 29 de outubro.

    Até o momento, já foram recebidos 873 projetos que totalizam um investimento de R$ 258 milhões feito pelos produtores. Por sua vez, o governo do Estado participa com cerca de R$ 32 milhões previstos em subvenção econômica como incentivo à irrigação e reservação de água. Os projetos seguem tramitando, alguns na fase de implementação. Atualmente, 139 produtores já receberam os valores das subvenções.

    Os sistemas mais implantados têm sido por pivôs (em 40% dos projetos) e por aspersão convencional (com 38%), vindo a seguir a irrigação localizada (gotejamento), com 16%, e o autopropelido (carretel), com 6%. As culturas mais irrigadas têm sido o milho, a soja, as pastagens para pecuária de leite e corte, as frutícolas e as olerícolas.

    Sobre o Programa

    O governo do Estado, por meio da Seapi, lançou o Programa de Irrigação que prevê um apoio financeiro de 20% do valor do projeto, pagos direto ao produtor rural, limitado a R$ 100 mil por pessoa. Em quatro anos, espera-se aumentar a área irrigada em 100 mil hectares, um incremento de 33% das principais culturas de sequeiro, como milho e soja.

    A meta é mitigar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul, aumentar a reservação de água e a irrigação (elevando a produtividade das culturas) e se aproximar da autossuficiência de grãos, principalmente do milho.

    O Estado pagará a subvenção ao produtor rural em parcela única, após a execução do projeto e a apresentação de laudos de conclusão e dos demais documentos comprobatórios exigidos no edital.

    O programa é destinado a todos os produtores rurais (pessoas físicas) e busca apoiar projetos de implantação ou ampliação de sistemas de irrigação (por aspersão, localizada ou por sulcos); e construção, adequação ou ampliação de reservatórios de água para fins de irrigação.

    Os projetos podem ser financiados por instituições bancárias ou bancados com recursos próprios.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Fertilizantes funcionais combatem principal fator de perdas no campo

    Pesquisas apontam que o estresse climático já é a principal causa de quebras de safra no mundo, sendo responsável por até 40% dos prejuízos

     A perda de produtividade por estresse climático tem introduzido no Brasil e no mundo a era dos fertilizantes funcionais. A intenção é aumentar a resistência das plantas e assim minimizar ou reduzir os efeitos nocivos, como os provocados por altas temperaturas ou pelo frio excessivo. Na prática, o objetivo é aumentar a tolerância para melhorar a resistência e preservar a produtividade, principalmente em condições adversas de desenvolvimento das lavouras. No enfrentamento do problema surgem inúmeras soluções de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), entre as quais, tratamentos preventivos à base de selênio e xisto, por exemplo, possibilitando que as plantas mantenham um maior armazenamento de água, deixando a lavoura mais resistente em períodos e ambientes adversos.

    Estudos revelam que nos últimos 20 anos os estresses climáticos foram responsáveis por quase 40% das perdas de produtividade no Brasil. E que entre os fatores que impactam na performance da agricultura moderna, o estresse climático é a variável de maior importância, que supera inclusive as frustrações provocadas por pragas, doenças, plantas daninhas e deficiências nutricionais. A afirmação é do engenheiro agrônomo Mário Cunha, que trabalha com os chamados fertilizantes funcionais. No mundo, continua o especialista, que atua como diretor de PD&I na Unity Agro, a seca sozinha causa mais perdas anuais na produtividade das culturas do que todos os patógenos combinados.

    A avaliação do agrônomo é compartilhada pelo doutor e professor da Universidade Estadual do Piauí Fabrício Custódio de Moura Gonçalves. Em artigo publicado em janeiro de 2023 (Campo&Negócios), o engenheiro agrônomo e biólogo destaca que o estresse é uma reação adversa às condições ambientais desfavoráveis ao pleno crescimento e desenvolvimento das plantas, resultando em perdas de produtividade. Segundo ele, nessas situações os danos causados às células são responsáveis por perdas de até 65% do potencial produtivo das culturas. De acordo com o pesquisador, na soja os estudos com selênio revelam que ele melhora o metabolismo, podendo aumentar a concentração de clorofila, combater radicais livres, ativar enzimas, entre outros. “Além de fortalecer a planta para as condições de estresse climático, também promove esses outros benefícios, fazendo com que a absorção de outros nutrientes melhore e contribua para uma boa safra.”

    Estudo publicado pelo Journal of Soil Science and Plant Nutrition (jan/2023) aponta que o selênio gerou maior estímulo ao crescimento da planta e à massa seca das raízes. No artigo ‘O selênio aumenta os pigmentos fotossintéticos, a biossíntese de flavonoides, a nodulação e o crescimento de plantas de soja’ os autores defendem que a aplicação aumentou a eficiência na fixação biológica do nitrogênio. Os pesquisadores, brasileiros da Unesp (Universidade Estadual Paulista), afirmam que o estudo apresenta novos e fundamentais insights que podem ser úteis para aumentar a tolerância da cultura ao estresse abiótico, que influencia elementos como água e temperatura.

    Sobre o clima adverso, o meteorologista do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) há 30 anos, Luiz Renato Lazinski, lembra que as instabilidades fazem parte de ciclos constantes da natureza. Ele explica que a mudança do ambiente natural da terra amplifica os efeitos tanto da temperatura quanto da precipitação. Este ano, por exemplo, disse que estamos saindo de um La Niña fraca para um clima neutro, de neutralidade climática, o que deve ser bom para Centro-Oeste e Matopiba, mas não tão bom para a Região Sul do país. “Da amplitude térmica aos excessos de frio, calor e precipitação, a agricultura precisa cada vez mais atuar preventivamente para mitigar ou reduzir os efeitos colaterais da variável clima”, sentencia.

    “Da amplitude térmica aos excessos de frio, calor e precipitação, a agricultura precisa cada vez mais atuar preventivamente para mitigar ou reduzir os efeitos colaterais da variável clima”

    Luiz Renato Lazinski, INMET

    O agrônomo Leori Hermann, CEO da Unity Agro e especialista em Solos e Nutrição de Plantas, diz que pesquisas e validações de campo confirmam que lavouras bem nutridas são menos impactadas pelos danos causados por altas temperaturas e pelo frio excessivo. Hermann destaca que pesquisas realizadas na última safra apontam que campos de soja adubados com produtos à base de selênio reduziram as perdas provocadas pelo estresse hídrico em 21% no estado do Tocantins e 11% no estado de Goiás, região do Cerrado brasileiro.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Capim-elefante da Embrapa ganha espaço na geração de energia renovável

    Cultivar BRS Capiaçu combina alta produção de biomassa com viabilidade econômica para bioenergia

    A cultivar de capim-elefante BRS Capiaçu, desenvolvida pela Embrapa para a pecuária leiteira, expande sua aplicação e se consolida como uma alternativa promissora para a geração de energia renovável. Dez anos após seu lançamento, o capim mostra potencial técnico e econômico para uso em indústrias, como cimenteiras, além de outras aplicações em bioenergia.

    A planta é capaz de produzir cerca de 50 toneladas de matéria seca por hectare ao ano, um volume 30% superior ao de outras cultivares disponíveis no mercado. Essa produtividade chamou a atenção da indústria e motivou a parceria entre a Embrapa e a Ciplan/AS para desenvolver um protótipo teórico de uso da biomassa do capim em altos-fornos. Segundo o pesquisador Juarez Campolina Machado, o poder calorífico da BRS Capiaçu é competitivo frente a combustíveis fósseis, como o coque de petróleo.

    Samuel Oliveira, também da Embrapa, destaca que os testes iniciais indicam viabilidade técnica e econômica do capim para o setor cimenteiro. Além disso, novos estudos estão em andamento para avaliar o uso da BRS Capiaçu na produção de biogás, biometano e etanol de segunda geração.

    Entre as iniciativas, está o projeto Biograss, realizado em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Bioköhler, que testa a codigestão de sorgo e capim-elefante com resíduos da produção animal em Toledo, Paraná.

    A elevada produtividade da BRS Capiaçu também a torna atraente para o mercado de etanol de segunda geração, que utiliza biomassa fibrosa como matéria-prima. Segundo Machado, a cultivar oferece vantagens por seu ciclo curto e alta produção de biomassa.

    Na pecuária leiteira, a BRS Capiaçu se destacou inicialmente pela capacidade de produção de silagem de qualidade a custos reduzidos. De acordo com Antônio Vander Pereira, o custo da silagem de milho ou sorgo é até três vezes maior do que a do capim. A planta chega a ultrapassar quatro metros de altura e possui alto valor nutricional, especialmente quando utilizada como capim verde.

    Além disso, a cultivar apresenta tolerância ao estresse hídrico e à geada, características que a tornaram popular em todas as regiões do Brasil. No entanto, possui baixa tolerância a áreas alagadas, exigindo planejamento para o cultivo.

    O produtor Victor Ventura, de Santo Antônio do Aventureiro, em Minas Gerais, relata que utiliza a BRS Capiaçu como base alimentar para 300 vacas leiteiras, obtendo alta produtividade e redução de custos. Para ele, a cultivar representou um “divisor de águas” no sistema de produção.

    Fruto de 15 anos de pesquisa e melhoramento genético da Embrapa, a BRS Capiaçu é hoje cultivada de Norte a Sul do Brasil, e seu uso como fonte de energia renovável reforça a importância de soluções agrícolas sustentáveis para a geração de renda e a preservação ambiental.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Quebra de safra derruba R$ 22 bilhões do PIB da cadeia produtiva da soja em 2024

    Os números foram apresentados pelo Cepea em parceria com a Abiove; apesar da queda, valor agregado foi o segundo maior da série histórica

    Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) mostram que a cadeia produtiva da soja e do biodiesel movimentou R$ 650,4 bilhões em 2024, valor R$ 22 bilhões abaixo dos R$ 672,4 bilhões registrados no ano anterior.

    Segundo as entidades, a retração de 3,27% no chamado PIB-renda reflete a quebra da safra de soja no país, que comprometeu o desempenho do setor como um todo. Considerando o volume físico das atividades da cadeia, o recuo foi ainda maior: queda de 5,03% em relação a 2023.

    Mesmo com o tombo, o valor agregado pela cadeia foi o segundo maior da série histórica iniciada em 2010, superado apenas pelo recorde do ano anterior. Com esse desempenho, a participação da cadeia da soja e do biodiesel no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro passou de 5,9% em 2023 para 5,5% em 2024. Dentro do agronegócio, a fatia caiu de 25,2% para 23,8%.

    A produção de soja somou 147,7 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Embora seja a segunda maior safra já colhida no país, o volume ficou aquém do necessário para sustentar a cadeia, diante dos efeitos adversos do clima sobre a produtividade. O impacto foi sentido principalmente no segmento primário, cujo PIB caiu de R$ 179,8 bilhões para R$ 147,1 bilhões, recuo de 18,2% em termos reais.

    A agroindústria foi o destaque positivo do ano, com crescimento de R$ 81,3 bilhões para R$ 88 bilhões no PIB-renda – avanço de 8,31%. O principal motor foi o biodiesel, cujo valor gerado subiu de R$ 4,7 bilhões para R$ 10 bilhões, alta de 110,56%. A indústria de rações também teve crescimento, passando de R$ 10,6 bilhões para R$ 12 bilhões (+13,73%), enquanto o esmagamento e refino da soja ficou estável, em torno de R$ 66 bilhões.

    Do lado do comércio exterior, a cadeia exportou US$ 54,25 bilhões em 2024, recuo de US$ 13,3 bilhões ante os US$ 67,56 bilhões de 2023. A queda de 19,69% no valor exportado foi puxada pela retração dos preços internacionais (-17,6%) e pela leve redução do volume físico exportado, de 127,3 milhões para 124,1 milhões de toneladas (-2,54%). A China seguiu como principal destino, com 59% das compras totais, liderando as aquisições de soja em grão (73,4%) e glicerol (78,7%).

    Entre os subprodutos, o farelo de soja foi o único com aumento em volume exportado, passando de 22,47 milhões para 23,13 milhões de toneladas (+2,94%). Já o óleo de soja caiu 41,39% e o biodiesel 30,58%. O principal destino do óleo foi a Índia, enquanto o farelo teve como principais mercados a União Europeia, o Sudeste Asiático e o Oriente Médio.

    O relatório destaca que a agregação de valor pela indústria é substancial. Em 2024, o PIB gerado por tonelada de soja processada foi de R$ 8.108, enquanto a soja exportada diretamente gerou R$ 1.738 por tonelada. Isso significa que o processamento agregou 4,67 vezes mais valor à economia do que a exportação in natura.

    No mercado de trabalho, o número de ocupados na cadeia da soja e do biodiesel caiu de 2,34 milhões para 2,26 milhões de pessoas em 2024, redução de 3,20%. A retração foi puxada pelos agrosserviços (-4,98%) e pelo setor primário (-2,60%). Em contrapartida, a agroindústria cresceu 20,71% em número de empregos, com destaque para o esmagamento e refino (+42,2%), rações (+14,6%) e biodiesel (+2,26%).

    A queda na ocupação também afetou a participação da cadeia no total do emprego nacional. No agronegócio, a fatia recuou de 10,29% para 9,71%. Na economia como um todo, a participação passou de 2,35% para 2,24%.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Nutriente ajuda no ganho de carcaça do gado e no acesso a mercados de carne premium

    Especialista em nutrição de ruminantes fala dos benefícios dos lipídios e em como administrá-lo ao rebanho

    O ganho de carcaça animal é um indicador perseguido por todos os pecuaristas que buscam acessar mercados premium, como Estados Unidos e Europa. Para isso, o mestre em nutrição de ruminantes da Kemin, João Ronchesel, avalia que, em primeiro lugar, deve-se verificar o status sanitário dos animais, fator determinante para a conversão dos nutrientes da dieta em ganho de peso de qualidade.

    O especialista salienta, também, ser importante focar no aumento da densidade energética do que o animal ingere.

    “Para os animais terem um maior ganho de carcaça, se requer uma maior quantidade de energia nessa dieta e, para isso, a inclusão de lipídios é fundamental.”

    De acordo com ele, os lipídios são fontes de energia inclusas em diversos coprodutos das indústrias do setor agropecuário brasileiro. “Exemplos são o caroço e a torta de algodão, o DDG e o WDG, que fornecem uma quantidade maior de lipídios e podem auxiliar os animais a terem um maior ganho de carcaça durante o confinamento”, enumera.

    Ronchesel também enfatiza que ao trabalhar com ingredientes que possuam maior teor lipídico protegidos do rumen, consegue-se aumentar a densidade energética da dieta sem, com isso, elevar o calor metabólico normalmente gerado durante a digestão.

    “Sempre que pensarmos em trabalhar com dietas com maior teor lipídico, é importante ter em mente que precisamos ajudar o ruminante, principalmente bovinos confinados, a lidar melhor com essa dieta mais gorda, mais energética, ou seja, é preciso um aditivo que ajude o animal a quebrar e absorver melhor esses alipídios para que ele aproveite ao máximo dessa gordura e, assim, se reduza possíveis efeitos tóxicos do ambiente ruminal.”

    Entretanto, Ronchesel salienta que apenas a nutrição não é suficiente para que o animal tenha ganho de carcaça e, assim, o pecuarista consiga acessar mercados de maior valor agregado.

    “É importante uma nutrição estratégica e o potencial genético, ou seja, precisamos de animais jovens, que foram selecionados e aprimorados para ter o maior ganho de carcaça, a maior produção de carne com uma quantidade de gordura aceitável.”

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • CNA propõe R$ 594 bi no Plano Safra e reformas no seguro agrícola

    Entidade apresenta medidas para reduzir burocracias e ampliar acesso ao financiamento

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entregou ao Ministério da Agricultura suas propostas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2025/2026, o Plano Safra. O documento foi apresentado pelo diretor técnico da entidade, Bruno Lucchi, ao secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, nesta quinta-feira (24).

    O material foi construído com base em reuniões regionais com federações estaduais, sindicatos rurais, produtores e entidades setoriais de todo o país. A proposta destaca dez pontos prioritários para o próximo Plano Safra, em meio a um cenário que combina restrições domésticas, alta de juros e instabilidade geopolítica.

    A CNA defende a revisão das condições operacionais do crédito rural, ampliação dos recursos disponíveis, modernização do seguro agrícola e desburocratização do acesso ao financiamento, especialmente para pequenos e médios produtores.

    Entre os principais desafios apontados estão a alta volatilidade cambial, aumento dos custos com insumos e o risco de elevação da taxa Selic para 15% ao ano, o que pode afetar o custo e a oferta de crédito rural.

    Segundo a entidade, o Plano Safra tem papel estratégico para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor. Por isso, o documento propõe:

    As 10 propostas da CNA para o Plano Safra 2025/26:

    1. Aprovação do PL 2951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina, que moderniza o seguro rural e operacionaliza o Fundo Catástrofe.
    2. Garantia de R$ 4 bilhões ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com aplicação integral e suplementação, se necessário.
    3. Disponibilização de R$ 594 bilhões no Plano Safra: R$ 390 bilhões para custeio e comercialização, R$ 101 bilhões para investimentos e R$ 103 bilhões para a agricultura familiar, com execução eficiente dos recursos.
    4. Prioridade a pequenos e médios produtores, com recursos para linhas como Pronaf, Pronamp, PCA, Proirriga, Inovagro e Renovagro.
    5. Melhoria do ambiente de negócios, com redução de burocracias e incentivo à ampliação de fontes de financiamento, como o mercado de capitais.
    6. Modernização do Proagro, com foco em maior eficiência orçamentária e proteção ao produtor rural.
    7. Revisão dos limites de renda dos programas Pronaf e Pronamp, ajustando-os à realidade produtiva atual.
    8. Incentivos a práticas socioambientais, com possibilidade de redução de taxas ou ampliação do limite financiável, sem onerar o produtor.
    9. Harmonização das regras ambientais, eliminando entraves criados por resoluções que extrapolam a legislação vigente.
    10. Combate à venda casada e redução de custos acessórios do crédito rural, por meio de atualização das normas do mercado registrador.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Soja tem 80% das lavouras colhidas no RS

    A colheita da soja no Rio Grande do Sul avança de forma significativa, alcançando 80% das áreas semeadas na safra 2024/2025, estando 17% das lavouras em maturação e 3% em enchimento de grãos. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (24/04) pela Emater/RS-Ascar, a colheita é favorecida por condições climáticas estáveis, com predomínio de dias ensolarados e de tempo seco, o que contribuiu também para as operações de logística.

    A sequência de dias secos reduziu os teores dos grãos de soja colhidos, que variou entre 12% e 13%, eliminando a necessidade de secagem nos pontos de armazenamento e, assim, acelerando o escoamento, atrasado pelas chuvas de abril. A baixa umidade nos grãos também viabiliza a reserva de sementes próprias para a próxima safra, as quais apresentam potencial qualitativo satisfatório, dada a sanidade das lavouras e a secagem natural em campo.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o tempo seco proporcionou a intensificação da colheita. Em Uruguaiana, onde predominam lavouras irrigadas, principalmente no sistema sulco-camalhão, as produtividades variam de 1.200 a mais de 3.000 kg/ha, reflexo de falhas na irrigação, seja pela priorização do abastecimento das lavouras de arroz, seja por deficiências técnicas associadas a altas temperaturas durante o período reprodutivo. Na Campanha, em Hulha Negra, cerca de 40% das lavouras foram colhidas e as produtividades variam de 600 kg/ha (em áreas periciadas pelo Proagro) a mais de 3.000 kg/ha. Foram aplicados fungicidas em lavouras implantadas no final de janeiro. A dessecação tem sido necessária principalmente em áreas replantadas ou com baixa população, onde houve presença de plantas daninhas.

    Milho

    Em comparação aos outros cultivos de verão, a colheita de milho segue sendo executada de forma mais lenta e escalonada, atingindo 89% das lavouras, principalmente no Nordeste do Estado. Nas regiões minifundiárias, a operação evoluiu pouco, condicionada ao uso do cereal para consumo interno das propriedades.

    As lavouras tardias (4% em enchimento de grãos e outros 7% em maturação) apresentam bom potencial produtivo, favorecido pela ocorrência de chuvas nos estádios críticos de desenvolvimento e por temperaturas amenas, que têm permitido maior acúmulo de fotoassimilados.

    Paralelamente, os produtores se organizam para o plantio da Safra 2025/2026, realizando a semeadura de cobertura vegetal, especialmente nabo forrageiro, visando à posterior dessecação. Na aquisição de sementes, há preferência por cultivares precoces e com tolerância à cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), estratégia alinhada a condições de mercado mais favoráveis e ao manejo fitossanitário preventivo.

    Milho Silagem

    A colheita de milho silagem avançou de forma significativa, beneficiada pelo tempo seco, que otimizou a operação e ajustou para níveis ideais (entre 30% e 35%) o teor de umidade da matéria verde destinada à ensilagem. Esse índice é essencial para a fermentação homogênea e preservação nutricional. Além disso, a secagem acelerada reduziu riscos de atividade microbiana indesejada e perdas por fermentação secundária, reforçando a qualidade do silo. Estima-se que 88% da área foi colhida, 4% estão em início de maturação fisiológica, e 8% em enchimento de grãos.

    Arroz

    A colheita do arroz avançou e alcança 87%, favorecida pelo tempo seco ao longo do período. Em algumas localidades, foram registradas dificuldades operacionais decorrentes de neblina densa e dias nublados. Porém, a partir da quinta-feira passada (17/04), as condições meteorológicas melhoraram de forma significativa e a colheita prosseguiu, com mínima incidência de danos mecânicos, pela redução dos teores de umidade dos grãos para patamares abaixo de 18%. Contudo, a grande amplitude térmica observada no período, com temperaturas diurnas superiores a 30°C e mínimas abaixo de 10°C, tem intensificado a suscetibilidade dos grãos à quebra durante a colheita e o beneficiamento, impactando a classificação comercial.

    Feijão

    A 1ª safra de feijão no Estado foi concluída e a estimativa de produtividade está em 1.838 kg/ha em uma área de 49.901 hectares. Já a colheita da 2ª safra de feijão alcançou 20% dos cultivos, beneficiada pelas condições climáticas. Estão 22% das lavouras de feijão em maturação, 38% em enchimento de grãos, 12% em floração, e 8% em desenvolvimento vegetativo. A produtividade obtida está próxima a 1.300 kg/ha.

    Frutícolas

    Citros – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, os citros se encontram em fase de frutificação. Em colheita estão bergamota Okitsu, laranja de umbigo, do Céu e Salustiana, com eventual venda a R$ 3,00/kg. Continua ocorrendo ataque de pulgão, ácaro, larva-minadora e percevejo. A falta de chuva no desenvolvimento tem provocado distúrbio fisiológico, como rachadura e queda de frutos, principalmente em laranja de umbigo.

    Na região de Bagé, em São Gabriel, continua a colheita nos pomares da bergamota Okitsu, com boas produtividades, sendo comercializada na propriedade de R$ 1,99 a R$ 2,10/kg e nos mercados está em R$ 5,99/kg. A colheita da bergamota Ponkan inicia na última semana de abril. Nos pomares de laranja, continua a colheita da variedade de suco, que é comercializada na propriedade por R$ 3,50/kg. Inicia a colheita da variedade Navelina, e os preços chegam a R$ 9,00/kg.

    Noz-pecã – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, em Cachoeira do Sul, principal produtor de noz-pecã da América Latina, iniciou a colheita, que chega a 5%. As médias iniciais indicam produtividade superior a duas t/ha nas áreas com irrigação.

    Na região de Erechim, a cultura da noz-pecã está em fase de colheita nos 140 hectares, e a fruta apresenta adequada qualidade. Porém, a produtividade está abaixo do esperado. O preço está em R$ 20,00/kg com casca. Já na de Soledade, a cultura está em fase final de formação/maturação, e prevê-se colheita 30% menor do que o normal. O preço ainda não está plenamente definido, mas deve ficar em torno de R$ 15,00/kg para indústria, variando conforme a qualidade das nozes e o rendimento.

    Pastagens e Criações
    As pastagens de aveia apresentam bom estabelecimento. As espécies de verão entram em declínio, sendo gradualmente substituídas. As pastagens perenes e o campo nativo ainda asseguram oferta de forragem. Em razão da diminuição das chuvas, intensificam-se as práticas de conservação, como fenação e produção de pré-secado, e aumenta a demanda por sementes de forrageiras de inverno.

    Bovinocultura de Leite

    Considerando a fase final das pastagens cultivadas, caracterizada por maior teor de matéria seca e menor concentração proteica, os animais mantêm escore corporal satisfatório devido à suplementação com ração concentrada. São realizadas práticas de monitoramento e controle sanitário, com ênfase no manejo de carrapatos.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, persiste a incidência de carrapatos e mosca do berne, exigindo controle em pontos estratégicos, mesmo com a diminuição das temperaturas, principalmente à noite. Houve registro de carbúnculo sintomático em uma propriedade. Na de Pelotas, a produção leiteira encontra-se em transição entre o término das pastagens de verão e a implantação das pastagens de inverno, como aveia e azevém. Destaca-se a preocupação em relação à alta infestação de ectoparasitas, como moscas e carrapatos, sendo indicados tratamentos preventivos para evitar enfermidades, como tristeza parasitária. Na de Porto Alegre, são adquiridos insumos para implantação das pastagens de inverno e para o manejo sanitário voltado especialmente ao controle de carrapatos.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Colheita do arroz atinge 85,7% da área semeada no Estado

    Produtividade média é de 9.022 kg por hectare

    Nesta quinta-feira (24/4), a colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 85,7% da área semeada, segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A Fronteira Oeste e a Planície Costeira Externa são as regionais mais próximas de concluir a colheita, com 95,3% e 95,1% da área já colhida, respectivamente. A Planície Costeira Interna contabiliza 86,4% da área colhida seguida pela Zona Sul com 83,9%, Campanha com 76,3% e Região Central com 65,5%.

    Segundo o gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga, Luiz Fernando Siqueira, apesar das condições climáticas favoráveis, o período diário de trabalho na lavoura é menor, fazendo com que a colheita avance lentamente.

    De acordo com os dados do Instituto, até o momento a produtividade média do grão é de 9.022 kg por hectare. No entanto, a tendência é que a média se ajuste com a colheita das lavouras tardias. “A produtividade final poderemos dar apenas quando todas as regionais concluírem a safra, mas sabemos que a média poderá cair”, avalia Siqueira.

    Os dados sobre a colheita do arroz são coletados e divulgados semanalmente pelo Irga, por meio da plataforma Safra, que oferece informações precisas e detalhadas sobre o andamento da semeadura e da colheita. A plataforma é alimentada pelos 37 escritórios do Irga distribuídos em todas as regiões arrozeiras do Estado.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial