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abr 24 2025 Preço do arroz cai pela 11ª semana consecutiva
Os dados são do Cepea; combinação de fatores é o responsável pela queda no valor do grão, aponta a entidade
Os preços do arroz em casca caíram pela 11ª semana consecutiva, mas em menor intensidade na última, informa o Centro de Pesquisas de Economia Aplicada (Cepea).
Entre 11 e 17 de abril, a média ponderada do estado do Rio Grande do Sul, maior produtor do grão no Brasil, representada pelo Indicador Cepea/Irga-RS (58% de grãos inteiros e pagamento à vista), recuou 0,26%, fechando a R$ 76,04/saca de 50 kg na quinta-feira (17).As cotações semanais seguem em queda desde início de fevereiro, e a média parcial de abril é a menor desde outubro de 2022.Outras explicações para queda no arroz
Pesquisadores do Centro de Pesquisa explicam que a Semana Santa, com feriado prolongado, reduziu a liquidez no mercado da casca. Segundo o Cepea, produtores deram maior atenção aos trabalhos de campo, que caminham para a reta final, apesar das chuvas terem prejudicado o avanço da colheita no Sul do país.
“Atacadistas e varejistas não mostraram grande interesse de compra a ponto de impactar a demanda de engenhos, apesar da necessidade de aquisição sinalizada por unidades de beneficiamento”, informa o comunicado da entidade.
Sobre o Cepea
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).
Suas atividades consistem no desenvolvimento de pesquisas aplicadas, na realização de trabalhos inéditos com teor econômico-administrativo e na divulgação ampla dos resultados.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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abr 23 2025 Audiência em Brasília discute situação de endividamento dos produtores gaúchos
Secretário Edivilson Brum acompanhou o debate na Câmara dos Deputados na terça (22)
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, participou nesta terça-feira (22/4), em Brasília, de audiência pública para debater os impactos da estiagem que assola o estado do Rio Grande do Sul e as soluções possíveis para as dívidas dos produtores decorrentes de perdas de safra nos últimos anos. A discussão foi proposta pelo deputado Afonso Hamm na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.
O debate contou com a participação de deputados gaúchos, senador, entidades ligados ao agro e produtores rurais. O secretário Brum destacou a urgência da situação e ressaltou que a crise climática não é culpa dos produtores. “Dependemos muito da sensibilidade do governo federal em relação à securitização das dívidas dos produtores ou então que se faça a solução por meio do Fundo Social, criado lá no passado, para que estes recursos possam viabilizar a safra gaúcha”, relatou Brum.
O secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Vilson Covatti, também esteve presente e disse que as dívidas de produtores rurais gaúchos com vencimento em 2025 somam R$ 28 bilhões. Ele enfatizou a necessidade de criatividade nas soluções propostas para que as negociações não comprometam recursos ofertados por meio do Plano Safra. “A gente não quer contaminar os recursos do Plano Safra. Precisamos caracterizar bem o que estamos falando aqui, onde estão essas perdas, para não contaminar todo o estado com essa negociação”, destacou.
“Nós vamos precisar do governo. Se o governo não nos ajudar, nós não saímos dessa”, enfatizou o deputado Hamm, que deverá se reunir nesta quarta-feira (23/4) com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. “Nós vamos chegar a quem decide e isso a gente só consegue com o respaldo da base, que está nesses depoimentos”, acrescentou.
A produtora rural Luciane Agazzi fez um relato emocionado sobre a realidade dos agricultores gaúchos. “O produtor segue fazendo suas dívidas para continuar plantando”, afirmou. Segundo ela, a securitização das dívidas é a única solução. “Se não englobar negativados, não serve para nada”, acrescentou.
Projetos
Federações, cooperativas e o governo do Rio Grande do Sul defendem propostas em análise na Câmara e no Senado que preveem a renegociação de até R$ 60 bilhões em dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O Projeto de Lei 341/25, na Câmara; e o Projeto de Lei 320/25, no Senado, propõem a securitização das dívidas, ou seja, transformar os créditos rurais contratados até junho de 2025 em títulos negociáveis no mercado, com garantia do Tesouro Nacional. Com isso, os bancos credores receberiam o valor das dívidas mais cedo e os agricultores teriam um prazo maior para quitá-las.
Produtores em áreas de emergência ou com perdas comprovadas poderiam parcelar os débitos em até 20 anos com juros diferenciados (limitados a R$ 5 milhões por CPF), com benefícios para pagamentos em dia.
Representante do Movimento SOS Agro, Graziele de Camargo, defendeu ainda a aprovação do Projeto de Lei 1536/24, do deputado Zucco (PL-RS), que suspende por dois anos o pagamento de dívidas de crédito rural feita por produtores rurais do Rio Grande do Sul; e do Projeto de Lei 220/25, do deputado Heitor Schuch (PSB-RS), que retira a obrigatoriedade do uso do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para identificar imóveis rurais que podem receber indenizações do Proagro.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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abr 22 2025 Sistema de nanopartículas usa menos defensivo no combate à lagarta da soja
Liberação de pesticidas por meio de nanopartículas de policaprolactona encapsula regulador de crescimento da falsa-medideira
A soja é a principal commodity agrícola do Brasil há anos e, na safra 2024/25, deve bater recorde de produção, com 167,9 milhões de toneladas, aumento de 20,1 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado, de acordo com levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).No entanto, as pragas que afetam as lavouras da oleaginosa têm se desenvolvido em igual proporção. Para combatê-las, a nanotecnologia pode ser uma aliada revolucionária.
Estudos da Embrapa Soja indicam que os percevejos, por exemplo, podem reduzir a produtividade do grão em até 30%, resultando em perdas estimadas em mais de R$ 12 bilhões por temporada.
Da mesma forma, nematoides são responsáveis por perdas de uma safra a cada dez, acumulando prejuízos de aproximadamente R$ 374 bilhões ao longo de uma década.
A ferrugem-asiática também está na lista das principais ameaças. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a doença já gerou perdas superiores a R$ 150 bilhões desde sua identificação no país.
Solução nanotecnológica
As perdas econômicas na cultura da soja proporcionadas por essas pragas ressaltam a importância de estratégias eficazes de manejo.
Pesquisadores membros do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) desenvolveram um sistema avançado de liberação de pesticidas utilizando nanopartículas de policaprolactona (PCL) para encapsular o lufenuron, um regulador de crescimento de insetos amplamente usado no combate à lagarta falsa-medideira (Rachiplusia nu).
Assim, a pesquisa desenvolvida, focada em melhorar a estabilidade, eficácia e segurança ambiental dos pesticidas, testou as novas formulações nanoencapsuladas em laboratório (in vitro) e em condições semi abertas (in vivo).
Entre os resultados apreendidos está o de que tanto a versão nano quanto a formulação comercial convencional eliminaram quase 100% das larvas da praga na dose máxima. No entanto, o diferencial da versão nanoencapsulada foi manter altos níveis de eficácia mesmo em doses mais baixas.
De acordo com os pesquisadores, a nanotecnologia utilizada garante maior proteção do ingrediente ativo, controle gradual da liberação do produto e menor degradação ao longo do tempo.
“As nanopartículas funcionam como pequenas cápsulas que liberam o pesticida de forma mais controlada, mantendo sua ação por mais tempo e exigindo menos aplicações”, explica Marcos Lenz, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
Controle da praga da soja
Os ensaios realizados demonstraram que, em ambiente realista (in vivo), a formulação manteve uma taxa de controle acima de 90% na concentração recomendada. O desempenho caiu em concentrações menores, mas os pesquisadores veem isso como um passo importante para o futuro dos nanopesticidas.
“É crucial continuar testando essas formulações em diferentes condições ambientais para entender como elas se comportam no campo. O objetivo é afinar a concentração do ingrediente ativo nas nanopartículas, ampliando ainda mais sua competitividade e sustentabilidade”, afirma Lenz.
Para ele, essa estratégia, ao mesmo tempo eficiente e menos agressiva ao meio ambiente, pode ser um divisor de águas para o agronegócio — especialmente em um contexto onde o uso excessivo de defensivos agrícolas é alvo de críticas crescentes.
Uso em outras culturas
A expectativa dos pesquisadores do INCT NanoAgro é que as pesquisas avancem para otimizar ainda mais a concentração do ingrediente ativo nas nanopartículas e expandir os testes em diferentes tipos de culturas e climas.
Segundo Lenz, a longo prazo, tecnologias como essa podem reduzir drasticamente o volume de pesticidas usados nas plantações, preservando a produtividade sem comprometer a biodiversidade.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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abr 22 2025 Antracnose do milho: estudo revela ameaça crescente à segurança alimentar mundial
Especialistas da Embrapa Milho e Sorgo recomendam ações integradas de manejo para reduzir risco de infecção
Uma pesquisa conduzida por cientistas de 17 países mapeou a evolução global do Colletotrichum graminicola, fungo causador da antracnose do milho, e identificou três linhagens geneticamente distintas — norte-americana, brasileira e europeia. A investigação analisou 212 isolados provenientes dos cinco continentes e revelou que o principal vetor de disseminação do patógeno é o uso de sementes contaminadas.
Coordenado com apoio da Universidade de Salamanca, na Espanha, e da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, o estudo aponta a Mesoamérica como origem provável do fungo. “A linhagem da América do Norte parece ser a mais ancestral. Já a europeia é a mais virulenta, com maior risco de surtos severos”, afirma a pesquisadora Flávia Rogério.
A presença de isolados argentinos agrupados com a linhagem europeia sugere migração genética entre América do Sul e Europa. Segundo os pesquisadores, esse intercâmbio pode ter ocorrido por meio de sementes contaminadas utilizadas em viveiros de inverno, comumente empregados em programas de melhoramento genético de milho.
Com base em análises estatísticas e genéticas, os cientistas estimaram que até 35,8% da variação genética observada no fungo pode ser explicada pela distância geográfica. A pesquisa também identificou sinais de recombinação genética em 80% dos isolados, o que amplia a diversidade e eleva a capacidade do fungo de causar danos.
O pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente (SP), reforça que o fator humano tem sido decisivo na disseminação da antracnose. Ele destaca que a grande diversidade genética encontrada dificulta o desenvolvimento de cultivares resistentes, aumentando os desafios para o setor agrícola.
Ensaios laboratoriais conduzidos na Universidade de Salamanca mostraram variações significativas na virulência dos diferentes isolados do fungo. A preocupação principal dos cientistas é que essa evolução possa provocar surtos severos, como os registrados nos Estados Unidos na década de 1970, que resultaram em perdas totais em lavouras de milho em regiões inteiras.
A pesquisa também demonstrou diferenças nos eventos de introgressão genética entre as linhagens. A linhagem norte-americana foi apontada como a mais antiga, tendo servido como intermediária para a disseminação global do fungo. O padrão se assemelha ao de outro patógeno do milho, o Setosphaeria turcica, cuja origem também está ligada ao México.
Como medida preventiva, especialistas da Embrapa Milho e Sorgo recomendam ações integradas de manejo, incluindo uso de cultivares resistentes, rotação de culturas e adubação equilibrada, assim como evitar plantios sucessivos. Essas práticas reduzem o risco de infecção e protegem a produtividade das lavouras.
A descoberta da linhagem ancestral do fungo pode ser decisiva para estratégias de controle, já que essa população funciona como reservatório de genes ligados à resistência. A intensificação do monitoramento genético e o uso de múltiplos genes de defesa são considerados essenciais para mitigar os impactos da antracnose e preservar a segurança alimentar global.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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abr 22 2025 Trigo brasileiro tem pegada de carbono menor que média mundial, revela Embrapa
Uso racional de fertilizantes, cultivares eficientes e tecnologias sustentáveis podem cortar em 38% as emissões
Um estudo pioneiro realizado pela Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil tem uma pegada de carbono menor que a média mundial e indicou caminhos concretos para reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa.A análise, feita em lavouras e indústria moageira do Sudeste do Paraná, apontou que a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias já disponíveis pode diminuir em até 38% o impacto ambiental da produção de trigo no país.Publicada no periódico científico Journal of Cleaner Production, a pesquisa é a primeira na América do Sul a estimar a pegada de carbono do trigo desde o cultivo até a produção de farinha.
Também foi o primeiro estudo do tipo nessa cultura em ambiente subtropical. O índice médio brasileiro ficou em 0,5 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) por quilo de trigo produzido — abaixo da média global, estimada em 0,59 kg.
Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 61 propriedades rurais na safra 2023/2024, além de acompanhar todo o processo industrial em uma moageira paranaense. O levantamento detalhou desde o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas até o transporte dos grãos, secagem, moagem e transformação dos grãos em farinha.
O que é pegada de carbono?
É o total de emissões de gases de efeito estufa causadas por um indivíduo, evento, organização, serviço, local ou produto, expresso em dióxido de carbono equivalente (CO2eq).
Fertilizantes nitrogenados são principais emissores de CO2
A pesquisa apontou os fertilizantes como o principal fator de pegada de carbono na triticultura. O maior impacto está na emissão de óxido nitroso (N₂O) gerado durante a aplicação de ureia, fertilizante capaz de emitir 40% dos gases de efeito estufa envolvidos na produção de trigo. A ureia é o principal fertilizante utilizado no trigo devido ao menor custo por unidade de nutriente dentre os adubos nitrogenados disponíveis no mercado. Segundo a pesquisa, a substituição desse fertilizante pelo nitrato de amônio com calcário (CAN) pode reduzir a emissão de carbono em 4%, minimizando significativamente os impactos ambientais.
A acidificação do solo, uma das categorias com maior impacto ambiental, também pode ser mitigada pela substituição da ureia pelo CAN. “Quando a ureia não é totalmente absorvida pelas plantas ou é lixiviada como nitrato, ocorrem reações que liberam íons de hidrônio, aumentando a acidez do solo. Em contrapartida, fertilizantes à base de CAN ajudam a neutralizar esse efeito devido ao seu conteúdo de cálcio”, afirma a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP) Marília Folegatti.
Segundo ela, outras tecnologias também devem ser consideradas para reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e minimizar impactos ambientais, como biofertilizantes, biopesticidas, fertilizantes de liberação lenta e nanofertilizantes. Ela lembra que a pesquisa avança na produção de ureia verde e nitrato de amônio a partir de fontes de energia renováveis.
A pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical (CE) Maria Cléa Brito de Figueiredo lembra que o uso de fertilizantes nitrogenados é também o maior emissor de gases de efeito estufa em outras culturas com pegada de carbono e hídrica analisadas pela Embrapa, como as fruteiras tropicais, em especial, manga, melão e coco verde. “Além disso, a produção de fertilizantes sintéticos gera metais pesados que contribuem para a contaminação do solo, podendo afetar a qualidade dos alimentos, a saúde humana e os ecossistemas,” alerta a cientista.
A pesquisa também aponta que a adoção de cultivares de trigo mais produtivas pode reduzir os impactos ambientais no campo, já que ação promove maior rendimento com menos recursos, como terra e água. O estudo ressalta ainda a importância de considerar outros fatores ambientais, como biodiversidade e saúde do solo. Futuros estudos que integrem esses aspectos poderão oferecer uma visão mais abrangente sobre a sustentabilidade da produção de trigo em regiões tropicais e subtropicais.
Sustentabilidade e perspectivas para a produção de trigo
No contexto mundial, os dados existentes indicam que a pegada de carbono na produção de trigo varia de 0,35 a 0,62 kg de CO₂ por kg de grãos, dependendo das condições climáticas e das práticas agrícolas de cada região tritícola. A média global está estimada em 0,59 kg de CO₂ para cada kg de grãos de trigo produzidos.
O Brasil apresenta uma posição favorável nesse contexto. Na média final, a pegada de carbono foi definida em 0,50 kg CO2 para cada kg de trigo produzido no Brasil, número inferior às registradas na China (0,55), na Itália (0,58) e na Índia (0,62). “Ainda podemos evoluir. O estudo indica que, com um conjunto de ajustes, nossos números podem nos aproximar de referências como Austrália e Alemanha, que possuem indicadores próximos a 0,35″, avalia Álvaro Dossa, analista da Embrapa Trigo (RS). De acordo com o artigo, nos cenários estudados, utilizando tecnologias já disponíveis, a pegada de carbono do trigo brasileiro pode ser reduzida em 38%.
Em escala mundial, existem registros de pegada de carbono divididos por continentes, com média estimada para a África (0,24), Ásia (0,68), Europa (0,33), América do Norte (0,42) e Oceania (0,29 mas com produção de trigo incipiente). O estudo apresentado pela Embrapa é o primeiro indicador para estimar a pegada de carbono na América do Sul.
Além da pegada de carbono, foram analisados os impactos do trigo e da farinha de trigo no uso da água, acidificação terrestre, eutrofização (marinha e em água doce) e toxicidade (humana e ecotoxicidade). “A produção de trigo no Brasil apresenta impactos superiores em categorias como acidificação do solo e toxicidade ecotóxica terrestre, devido às emissões de fertilizantes e pesticidas. No entanto, os resultados do estudo sugerem que, com o uso de cultivares mais eficientes e práticas sustentáveis, a produção brasileira pode se consolidar entre as mais sustentáveis do mundo”, avalia Marília Folegatti.
Em outras categorias ambientais, a produção brasileira apresenta vantagens em relação a outros países. O cultivo de trigo de sequeiro minimiza significativamente o consumo de água durante o crescimento do grão, reduzindo o impacto sobre os corpos hídricos. Contudo, a síntese de fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) ainda exerce influência no consumo de água. “A crescente demanda por alimentos e fertilizantes está levando indústrias a investirem em soluções de tratamento e reuso de água, aliviando a pressão sobre os recursos hídricos”, explica Folegatti.
Para a pesquisadora da Embrapa Trigo (RS) Vanderlise Giongo, estudos sobre o impacto ambiental da produção de trigo são cada vez mais necessários num cenário de aquecimento global. “Precisamos identificar, avaliar e propor modelos de produção de trigo visando à redução de impactos ambientais, geração de renda e o estabelecimento de diretrizes para o cultivo de trigo de baixo carbono”, defende Vanderlise.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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abr 17 2025 Abiove reduz estimativa da safra de soja, mas exportações atingem recorde
Produção foi ajustada de 170,9 milhões para 169,6 milhões de toneladas, apesar da queda, quantidade de soja supera a colhida em 2024
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu a projeção da safra brasileira de soja para 2025, mas elevou a projeção de exportação da soja em grão. A produção foi ajustada de 170,9 milhões para 169,6 milhões de toneladas, uma queda de 0,8% em relação à previsão de março. Ainda assim, o volume segue como recorde, superando os 154,4 milhões de toneladas colhidos em 2024.
A projeção de embarques foi elevada de 106,1 milhões para 108,5 milhões de toneladas, alta de 2,3%, o que também representa um novo recorde anual, acima dos 98,8 milhões de toneladas de soja exportados em 2024. Segundo a entidade, o aumento reflete uma maior disponibilidade para exportação, com estoques finais mais baixos e esmagamento doméstico em linha com o esperado.
A previsão de estoque final de soja em grão caiu de 9,1 milhões para 5,4 milhões de toneladas (-40,6%), indicando escoamento mais intenso da safra ao longo do ano.
A Abiove manteve a projeção de esmagamento da oleaginosa em 57,5 milhões de toneladas, volume 3% superior ao de 2024. As estimativas de produção de derivados também foram mantidas: 44,1 milhões de toneladas de farelo de soja e 11,4 milhões de toneladas de óleo de soja.
Exportações
A entidade manteve as previsões anteriores: 23,6 milhões de toneladas para o farelo e 1,4 milhão de toneladas para o óleo. As importações de óleo seguem projetadas em 100 mil toneladas, volume que havia sido revisado em março.
O consumo interno de óleo de soja está mantido em 10,1 milhões de toneladas, abaixo dos 10,5 milhões de toneladas estimadas anteriormente, refletindo o impacto do adiamento da elevação da mistura obrigatória de biodiesel (B15), que passaria de 14% para 15% em março.
Com menor consumo interno, o estoque final de óleo permanece estimado em 516 mil toneladas, o maior volume desde 2022, quando o setor encerrou o ano com 520 mil toneladas. Para o farelo, o consumo doméstico continua previsto em 19,5 milhões de toneladas, e o estoque final em 3,579 milhões de toneladas.
A Abiove também atualizou os dados mensais de processamento. O esmagamento em fevereiro foi de 3,54 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação a janeiro e queda de 2,9% frente a fevereiro de 2024, considerando o ajuste amostral. No acumulado de janeiro e fevereiro, o processamento somou 6,9 milhões de toneladas, retração de 3% ante igual período do ano passado.
Grão, farelo e óleo de soja
As exportações totais devem alcançar 133,5 milhões de toneladas em 2025, avanço de 6,3% sobre o ano anterior. Apesar do crescimento em volume, a Abiove estima queda na receita cambial.
As vendas externas devem gerar US$ 51,57 bilhões em 2025, recuo de 4,4% ante os US$ 53,94 bilhões de 2024 e bem abaixo dos US$ 67,32 bilhões registrados em 2023, devido à desvalorização internacional das commodities.
As importações de soja seguem estimadas em 500 mil toneladas, destinadas principalmente ao abastecimento regional nas Regiões Norte e Nordeste.
Uma nova atualização das projeções está prevista para meados de maio, com base nos números consolidados da colheita e no desempenho das exportações no primeiro quadrimestre.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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abr 16 2025 Colheita do arroz no RS atinge 71,31% da área semeada
Planície Costeira Externa lidera a colheita com 87,14% já colhidos
A colheita do arroz no Rio Grande do Sul continua avançando, chegando a 71,31% da área semeada já colhida, ou seja, 604.922,93 hectares já colhidos, segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A Planície Costeira Externa atingiu 87,14% da área colhida, seguida pela Fronteira Oeste com 82,53 %, Planície Costeira Interna com 77,67%, Campanha com 63,72%, Zona Sul com 56,01% e Região Central com 53,75%. Os dados são referentes a última quinta-feira (10).
De acordo com Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural, nos últimos dias as precipitações intensas associadas a ventos fortes ocorridos na Zona Sul e Região Central, justamente as duas regionais com maior percentual a ser colhido, esses eventos podem ocasionar prejuízos na produtividade dessas regiões.
Os dados sobre a colheita do arroz são coletados e divulgados semanalmente pelo Irga, por meio da plataforma Safra, que oferece informações precisas e detalhadas sobre o andamento da semeadura e da colheita. A plataforma é alimentada pelos 37 escritórios do Irga distribuídos em todas as regiões arrozeiras do Estado.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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abr 15 2025 Boletim técnico aborda sistemas de manejo e seu potencial em recuperar a qualidade física do solo
Publicação foi lançada no Dia Nacional da Conservação do Solo
No Dia Nacional da Conservação do Solo (15 de abril), o Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) divulgou o Boletim Técnico 15 – Sistemas de manejo e qualidade física do solo.
De acordo com uma das autoras, a pesquisadora Madalena Boeni, o uso de plantas de cobertura de solo é fundamental em sistemas de produção conservacionistas, tornando o solo mais resiliente aos impactos das mudanças climáticas que vêm ocorrendo com maior frequência e intensidade, contribuindo para uma agricultura mais sustentável e produtiva.
Madalena explica que o efeito de plantas de cobertura em sistemas de rotação de culturas, associado à escarificação do solo, foi avaliado sobre alguns atributos físicos (densidade do solo, macroporosidade, microporosidade, porosidade total e resistência do solo à penetração) de um Nitossolo Vermelho, no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sementes (Cesem), no município de Júlio de Castilhos.
“Com este estudo, podemos concluir que o uso de plantas de cobertura em rotação, bem como seus benefícios ligados às propriedades físicas do solo, demonstrou ser uma alternativa sustentável”, afirma a pesquisadora. “E seu potencial, considerando-se o uso contínuo, tende a aumentar a eficiência do uso do solo e sua qualidade física, com redução dos riscos inerentes às mudanças climáticas, enquanto que a prática mecânica da escarificação, embora tenha contribuído para mitigar a compactação, se utilizada de forma isolada, pode ter efeito transitório”, conclui Madalena.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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abr 10 2025 RS deve ter queda de 25% na safra de soja 2024/25, estima Conab
Levantamento prevê que o estado produza 14,6 milhões de toneladas de grãos; fatores climáticos contribuem com a situação
O sétimo levantamento da safra 2024/2025, divulgado na manhã de hoje (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostra que o Rio Grande do Sul deve produzir 33,9 milhões de toneladas de grãos, uma queda de 8% em relação ao ciclo anterior. A redução na safra gaúcha de grãos é explicada, principalmente, pela queda de 25,7% na produção de soja, em comparação com a safra passada.
Apesar da baixa, o estado se mantém na quarta posição entre os maiores produtores de grãos, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás. Para a área, estão projetadas 10,45 milhões de hectares, com um crescimento de 0,3%.
Soja
A previsão é que o estado produza 14,6 milhões de toneladas de soja. A área plantada está estimada em 6,84 milhões de hectares, um aumento de 1,1%. “O Rio Grande do Sul está passando por uma situação dramática na questão climática. A safra de soja foi prejudicada pela escassez de chuva e os calores extremos, o que comprometeu a produtividade da cultura”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto.
Embora as precipitações tenham aumentado em fevereiro, a chuva não foi suficiente para reverter a situação de estresse hídrico nas lavouras. Além disso, as ondas de calor também prejudicaram o desenvolvimento das plantas. Atualmente, 35% da área cultivada já foi colhida, com qualidade variável nos grãos.
Apesar da queda na soja, produção de arroz cresce
A previsão de colheita de arroz é de 8,3 milhões de toneladas, um aumento de 15,9% em relação à safra passada. A área plantada está estimada em 951,9 mil hectares, uma elevação de 5,7%. A produtividade das lavouras colhidas até o momento é considerada boa, principalmente nas áreas semeadas no período ideal, que se beneficiaram de condições meteorológicas favoráveis.
Porém, as ondas de calor durante o enchimento dos grãos aumentaram o percentual de grãos avariados em algumas regiões. A operação de colheita avançou significativamente, alcançando 65% da área cultivada.
Milho também sobe
A projeção de produção é de 5,51 milhões de toneladas, 13,7% a mais do que na safra passada. A área destinada ao cultivo é de 719,6 mil hectares, o que representa uma redução de 11,7%.
A colheita, que já alcança 86% da área cultivada, está concentrada no Planalto Superior, onde a semeadura foi mais tardia e ainda restam áreas a serem colhidas, além das lavouras cultivadas na safrinha.
Trigo
Considerada a principal cultura de inverno no estado, a produção de trigo deve totalizar 4,09 milhões de toneladas, um crescimento de 4,4% em relação à safra 2023/2024. A área dedicada ao cultivo está estimada em 1,29 milhão de hectares, com uma redução de 3,8%.
Mesmo com a expectativa de diminuição da área cultivada, a produtividade deve apresentar melhora. A semeadura do cereal deverá iniciar apenas em maio nas regiões mais quentes do estado, como o Alto Uruguai, a Fronteira Oeste e a Missões.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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abr 09 2025 Comercialização de soja avança e percentual ultrapassa o ano passado
A comercialização da soja no Brasil alcançou metade da produção estimada, com avanço em relação ao mês anterior
A comercialização da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 50,7% da produção estimada, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, com dados coletados até 7 de abril. No mês anterior, esse percentual era de 42,4%.
Além disso, o volume já comercializado da safra atual chega a 87,51 milhões de toneladas, considerando uma estimativa total de 172,45 milhões de toneladas.
Apesar do avanço observado no último mês, o ritmo de vendas segue abaixo da média dos últimos cinco anos para o período, que é de 63,9%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o índice permanece estável, ambos com 50,7%.
Safra de soja 25/26 tem início lento
Para a safra 2025/26, as expectativas são de uma colheita ainda maior, com uma produção estimada de 182,57 milhões de toneladas, um volume que representa um crescimento significativo em relação à safra anterior.
No entanto, apesar da perspectiva de uma colheita robusta, as vendas antecipadas da soja para esse ciclo estão apresentando um ritmo mais lento do que o esperado. Até o momento, apenas 3,7% da produção estimada já foi comercializada, o que equivale a aproximadamente 6,94 milhões de toneladas.
O desempenho de vendas é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando 5,9% da safra seguinte já havia sido vendida, o que indica um ritmo de comercialização mais fraco. Além disso, o índice atual de vendas está bem abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 14,4%.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/