Daily Archives

2 de abril de 2025

  • Ondas de calor e estiagem impactam atividade leiteira no RS

    É o que indica o Comunicado Agrometeorológico da Seapi

    Eventos meteorológicos extremos (ondas de calor e estiagem), que ocorreram no último verão, impactaram significativamente a atividade leiteira. Houve perda de produção; baixo desempenho reprodutivo das vacas; maior suscetibilidade às doenças, como a mastite; e aumento dos custos de produção. Tudo em decorrência da associação de fatores como estresse térmico calórico moderado, deficiente disponibilidade forrageira nos campos e má qualidade da água. É o que aponta o Comunicado Agrometeorológico 83 – Especial Biometerológico Verão 2024/2025– “Biometeorologia aplicada à bovinocultura de leite no Rio Grande do Sul: condições meteorológicas, índice de temperatura e umidade (conforto térmico) e estimativa de efeitos na produção de leite no verão 2024/2025”, publicado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    Segundo uma das autoras da publicação, a agrometeorologista Ivonete Tazzo, o Comunicado analisa as condições meteorológicas ocorridas na estação, como precipitação pluvial, temperatura e umidade do ar. “Utilizando o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), o estudo documenta e identifica as faixas de conforto/desconforto térmico às quais os animais ficaram expostos, estimando os efeitos na produção de leite. Além disso, apresenta mapas com a espacialização dos valores médio e máximo do índice no Estado e dos valores estimados da queda de produção de leite diária das vacas em oito níveis, que vão de cinco a 40 quilos”, explica.

    Ivonete conta que os registros de temperaturas mínimas e máximas absolutas do ar elevadas ocorridas no trimestre (dezembro de 2024, janeiro e fevereiro de 2025) indicaram situações de estresse térmico calórico para vacas leiteiras, que se agravaram ao longo da estação. “Destacam-se os meses de janeiro e fevereiro de 2025, quando somente 42,6% e 28,3% das horas avaliadas propiciaram conforto térmico aos animais. Durante o mês de fevereiro, ocorrências simultâneas de ondas de calor, com temperaturas máximas do ar acima de 35°C, e de precipitações pluviais irregulares e de baixo volume foram registradas, principalmente, nas regiões Central, Campanha e Noroeste. Destaca-se que nesta última se concentra a maior produção de leite do Rio Grande do Sul”, exemplifica a pesquisadora.

    Outra autora da publicação, a médica veterinária Adriana Tarouco, acrescenta que situações de estresse térmico de leve a moderado foram identificadas na média de 41% das horas avaliadas ao longo do trimestre. “Todas as regiões apresentaram potencial para condição de estresse calórico durante o verão (inclusive regiões que tradicionalmente não costumam apresentar, como a Serra do Nordeste), destacando-se o Vale do Uruguai, o Baixo Vale do Uruguai e a região Missioneira”, diz Adriana.

    As duas comentam que os produtores rurais tiveram que ficar atentos à exposição dos animais a estas condições desafiadoras, pois declínios de produção diária de leite entre 24,5% a 28% foram estimados. “Logo, estratégias de manejo tiveram de ser adotadas para minimizar estes efeitos ambientais e, assim, evitar prejuízos econômicos na atividade leiteira”, pontuam Adriana e Ivonete.

    A publicação é uma iniciativa do Grupo de Estudos em Biometeorologia, constituído por pesquisadores e bolsistas das áreas da Agrometeorologia e Produção Animal.

    O Comunicado Agrometeorológico Especial – Biometeorológico tem publicação trimestral e está disponível na seção de Agrometeorologia da Seapi: www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Após 8 meses, preço médio do diesel comum tem queda

    Reajuste do ICMS em fevereiro explica queda do combustível no país

    O diesel comum no país teve valor médio de R$ 6,50 em março, baixa de 0,31% na comparação com fevereiro, de acordo com análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

    É a primeira vez desde junho de 2024 que se registra uma queda no preço do combustível. Já o tipo S-10 registrou preço médio de R$ 6,56 no terceiro mês de 2025, após queda de 0,61% na mesma comparação. Para esse tipo, a última baixa registrada havia sido em setembro.

    Segundo o diretor de Rede, Operações e Transformação da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas, a pequena queda, que ainda não representa impacto no bolso do consumidor, acontece após o reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), anunciado em fevereiro.

    Além disso, a baixa vem após meses nos quais fatores externos, como a valorização do petróleo e a instabilidade cambial vinham pressionando os custos do combustível, o que impacta diretamente o preço final ao consumidor.

    Preços do diesel por região

    Ao olhar individualmente para cada região, é possível ver comportamentos diferentes para o preço de ambos os tipos de diesel. Os preços do comum e do S-10 mais altos em março foram registrados no Norte, onde custaram, em média, R$ 7,07, após baixa de 0,14%, e R$ 6,93, após aumento de 0,29%, respectivamente. O aumento registrado para o diesel S-10 no Norte foi o maior entre todas as regiões.

    Já os valores mais baixos para os combustíveis foram registrados no Sul. O diesel comum foi comercializado a R$ 6,33 na região, após redução de 0,31%, enquanto o tipo S-10 foi encontrado, em média, a R$ 6,38, após queda de 0,78%. No Sul foi também onde o IPTL apontou a maior queda do país no valor do diesel S-10, de 0,78%.

    A maior alta regional registrada para o preço médio do diesel comum foi no Centro-Oeste, onde o valor médio do combustível subiu 0,76%, sendo vendido a R$ 6,62. Em contrapartida, a maior baixa entre as regiões foi no Nordeste. Os motoristas nordestinos viram o preço médio do combustível cair 0,91%, chegando a R$ 6,53.

    Altas e baixas por estado

    preço do diesel por estado

    No levantamento por estados, o IPTL constatou que a maior média para o diesel comum em março foi registrada no Acre, de R$ 7,85, após um aumento de 0,77% ante fevereiro.

    Já o Paraná aparece como o estado onde o motorista encontrou o diesel mais em conta, a R$ 6,32, após baixa de 0,94% ante o mês anterior.

    O estado que registrou o maior aumento do preço médio do diesel comum foi o Amazonas, onde ele foi negociado a R$ 7,00, após uma alta de 2,94%. Rondônia, por sua vez, apresentou a redução mais significativa do país, de 5,16%, sendo comercializado a R$ 6,99.

    Em relação ao diesel S-10, o maior preço médio registrado em março também foi do Acre: R$ 7,87, após uma alta de 0,77% ante fevereiro. Em Pernambuco foi identificado o menor preço médio do mês: R$ 6,37, após redução de 1,85% no valor do combustível no estado.

    O maior aumento do diesel S-10 em fevereiro, de 2,03%, foi observado no Amazonas, onde o combustível passou a ser negociado por R$ 7,05. A maior redução, de 1,94%, foi registrada no Rio Grande do Norte. Nos postos de abastecimento do estado, o combustível foi encontrado, em média, a R$ 6,58.

    O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Novo bioinseticida tem 85% de eficácia contra a lagarta-do-cartucho, diz Embrapa

    Produto é fruto de uma parceria entre a Embrapa, IMAmt e Comdeagro; bioinseticida é inofensivo a plantas, animais e seres humanos

    Uma das piores pragas agrícolas do Brasil pode estar com os dias contados, isso porque um novo bioinseticida criado no Brasil deve auxiliar no controle da lagarta-do-cartucho. O chamado de Virumix apresentou mais de 85% de eficácia no combate às lagartas (Spodoptera frugiperda) em testes realizados no campo, em municípios do estado de Mato Grosso. A praga ataca cerca de 200 diferentes culturas de importância socioeconômica, como milho, algodão, soja e arroz, entre outras.

    Fruto de uma parceria público-privada, entre a Embrapa Milho e Sorgo (Unidade da Embrapa, de Sete Lagoas, MG), o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) e a Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro), o Virumix é o primeiro produto microbiológico na linha do IMAmt.

    Bioinseticida é inofensivo a plantas, animais e seres humanos

    Além de ser indicado para todos os cultivos atingidos por essa praga, o Virumix agrega sustentabilidade aos resultados, uma vez que é produzido à base de um vírus entomopatogênico (específico contra o inseto e inofensivo a plantas, animais e seres humanos) chamado de Spodoptera multiple nucleopolyhedrovirus (SfMNPV).

    “É um bioinseticida seletivo, que pode ser utilizado junto com outros produtos no Manejo Integrado de Pragas (MIP), como inseticidas e fungicidas”, menciona Salles. Essa especificidade garante também segurança para os trabalhadores rurais, o que o torna recomendável para utilização em sistemas orgânicos de produção.

    Salles ressalta ainda que o Virumix poderá ser utilizado por produtores de todos os portes, desde o familiar até o empresarial.

    Nova biofábrica vai comercializar o Virumix

    O Virumix será produzido em uma nova biofábrica em Sorriso (MT). Inicialmente, o produto será distribuído pela Comdeagro e depois deverá ser oferecido para venda por comerciantes e outros canais. “A embalagem, no lançamento, será de dois quilos do produto. Porém já estão sendo desenvolvidas outras de menor tamanho, para atender agricultores que necessitem utilizar dessa forma”, explica o diretor-executivo do IMAmt e da Comdeagro.

    “É um produto bastante seguro contra a Spodoptera frugiperda. Nos nossos ensaios – a maioria com algodão e milho – constatamos alto desempenho e estabilidade, quando aplicado de forma correta, mesmo quando comparado com outros produtos de características semelhantes”, afirmou o entomologista Jacob Crosariol Netto, do IMAmt, responsável pela condução de parte dos ensaios realizados com o Virumix.

    O lançamento do Virumix acontecerá na próxima quinta-feira, dia 3 de abril de 2025, às 10 horas, na Comdeagro, Unidade Sorriso, MT. O endereço é BR-163, Km 712, Unidade 7, Zona Rural.

    Na ocasião, será também inaugurada a biofábrica responsável pela fabricação do produto em larga escala para o mercado.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/