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9 de junho de 2025

  • Na sua opinião, qual o tipo mais vantajoso de formalização para o pequeno produtor rural?

    MEI Rural, cooperativa ou associação e CAF, descubra a opção mais votada na nossa enquete.

     

    Na interatividade da semana, perguntamos: qual dessas formas é mais vantajosa para o pequeno produtor rural formalizar o seu negócio: MEI (Microempreendedor Individual Rural), Cooperativa ou associação e CAF (Cadastro da Agricultura Familiar)?

    A enquete com mais de 500 participantes mostrou que 59% consideram a cooperativa ou associação a melhor forma de organização para o pequeno produtor rural. A preferência supera o CAF (23%) e o MEI Rural (18%).

    “Ao se unirem, os membros conseguem adquirir insumos em maior volume, negociar melhores preços e reduzir custos”, explica Joaci Medeiros, da Unidade de Competitividade do Sebrae.

    Além disso, ao vender em conjunto, os produtores ganham escala e qualidade padronizada, o que atrai supermercados, indústrias e exportadores.

    Outro ponto forte é a possibilidade de agregar valor aos produtos. Muitas cooperativas investem em estruturas como agroindústrias e marcas próprias, o que permite transformar matérias-primas em produtos com maior valor de mercado, como: queijo, polpa ou farinha. Isso abre portas para novos canais de venda, inclusive o mercado internacional.

    Joaci também destaca o papel das cooperativas no acesso a políticas públicas: “Elas facilitam a entrada em programas como o PAA e o PNAE, além de crédito, assistência técnica e incentivos governamentais.”

    Mais do que ganhos financeiros, cooperativas promovem desenvolvimento local e autonomia. “Fortalecem o senso de identidade coletiva e criam soluções que beneficiam toda a comunidade rural”, conclui o especialista.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Consultor orienta sobre a safra 25/26 de soja; clima, armazenagem e atenção à alta dos preços estão no radar

    Vlamir Brandalizze aponta que produtividade, clima e logística serão decisivos para o produtor de soja; saiba mais

    Junho e julho marcam o mercado climático nos Estados Unidos, período em que as condições do tempo influenciam diretamente as cotações das commodities agrícolas na Bolsa de Chicago. A instabilidade climática já provocou perdas em lavouras de trigo na China e na Rússia, e agora ameaça a safra norte-americana de milho e soja. Esse cenário global reforça a importância de atenção redobrada dos produtores brasileiros no planejamento da safra 2025/26.

    Segundo o consultor de agronegócio Vlamir Brandalizze, o momento exige preparo e agilidade. ”O produtor tem que se preparar, porque as chuvas vão entrar na hora certa, entre setembro e outubro. O clima será melhor, especialmente para o produtor gaúcho”, avalia. Com perspectivas climáticas mais favoráveis no Brasil e menor oferta global de grãos, a demanda por farelo de soja e milho deve crescer, aquecendo o mercado.

    Comercialização e planejamento

    Brandalizze destaca que o produtor deve ‘manter o radar ligado’ nas oportunidades de comercialização durante este período, aproveitando os momentos de alta nos preços. “O mercado está lento, e muita gente fez a safrinha de milho de 2026 já visando a compra antecipada de insumos para a soja. Esse tipo de planejamento é essencial”, aponta.

    A projeção para a nova safra é de cerca de 50 milhões de hectares plantados com soja, com potencial de colheita acima de 180 milhões de toneladas. Se confirmada, será a maior safra da história do Brasil. No entanto, tamanha produção exigirá atenção especial à infraestrutura e logística. ”Vamos ter problemas de armazenagem em 2026 se não houver preparo. E isso inclui também o frete, que pode ter disparada de preços. O ideal é ir fechando contratos aos poucos, sem deixar tudo para a última hora.”

    Produtividade de soja precisa acompanhar o ritmo

    Com margens de lucro por saca cada vez mais apertadas, o aumento da produtividade é indispensável para manter a rentabilidade. ”Os tempos de 40 a 50 sacas por hectare ficaram para trás. Hoje, precisamos mirar entre 80 e 100 sacas, ou até mais, por hectare. Isso só vem com investimento, tecnologia e gestão”, ressalta o consultor.

    A dependência de insumos importados, como fertilizantes e defensivos agrícolas, também segue como um ponto de atenção. “Vamos ter recorde de área plantada, o que aumenta a demanda por insumos e pode gerar gargalos logísticos. Quem deixar para comprar na última hora pode enfrentar problemas de entrega e de preço.”

    O produtor não pode parar

    Em um cenário desafiador e promissor ao mesmo tempo, o recado de Brandalizze é direto: o produtor precisa estar um passo à frente. ”O produtor é aquele que não pode parar. A produtividade é a chave, mas ela depende de preparo, investimento e decisão no tempo certo. Não dá mais para esperar o último momento. A safra começa muito antes do plantio.”

     

    Fonte:  https://www.canalrural.com.br/

     

  • BRDE e Agência Francesa de Desenvolvimento celebram parceria de 120 milhões de euros para novos investimentos na região Sul

    Operação assinada, em Paris, é a maior já realizada entre as duas instituições e contou com a participação da Seapi

     

    Com foco prioritário em projetos de alto impacto em favor do meio ambiente e do clima, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) celebraram, nesta sexta-feira (6/6), uma operação de 120 milhões de euros, cerca de R$ 770 milhões pela cotação atual, para novos financiamentos nos estados do Sul do país. É o quarto contrato estabelecido entre as duas instituições, o maior em termos de volume de recursos desde o início da parceria. O termo foi assinado durante o Fórum Econômico Brasil-França, que ocorre em Paris reunindo autoridades e líderes empresariais dos dois países para discutir temas como transição energética, inovação, oportunidades de negócios e investimentos.

    O ato contou com as presenças do diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior,  do Secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi/RS), Edivilson Brum, e do diretor-geral da AFD, Rémy Rioux. A nova operação terá como prioridade financiar iniciativas voltadas à agricultura sustentável, geração de energias limpas e renováveis, uso racional e eficiente da água, gestão de resíduos e reciclagem e cidades sustentáveis. “É um momento histórico para o BRDE. Além de fortalecer nossa política de diversificação das fontes de recursos, a nova operação com a AFD reflete confiança mútua e um compromisso que compartilhamos em favor do desenvolvimento sustentável”, comemorou Ranolfo.

    Resiliência

    O apoio a projetos nas áreas da educação, serviços de saúde, preservação cultural e respostas a desastres naturais é uma das grandes novidades da parceria. “A diversidade do apoio do grupo AFD a projetos em áreas como educação, saúde, preservação cultural e infraestrutura sustentável é uma das especificidades da parceria que nos une ao BRDE. Um ano após as inundações que atingiram o Sul do Brasil, estamos juntos mobilizados, com esta quarta operação, para fortalecer a resiliência dos territórios da região Sul, integrando uma abordagem inovadora em termos de preparação e gestão de desastres naturais”, disse Rémy Rioux.

    A celebração da nova operação contou, também, com as presenças do ministro de Comércio Exterior da França, Laurent Saint Martin; do diretor Financeiro do BRDE, João Paulo Kleinübing; do diretor-adjunto da AFD no Brasil, Léo Gaborit; e do titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum. O valor contratado permitirá financiamentos para projetos de diferentes portes como o de empresas, cooperativas, setor público, produtores rurais e micro e pequenos empreendimentos. Pelas condições acertadas entre as duas instituições, as linhas de crédito terão carência de até três anos.

    Histórico

    A última contratação entre BRDE e AFD, no montante de 100 milhões de euros, ocorreu em outubro de 2022, quando Ranolfo era o governador do Rio Grande do Sul. A primeira cooperação entre as duas instituições ocorreu ainda em 2018, no montante de 50 milhões de euros. Em 2020, BRDE e AFD estabeleceram uma nova parceria, à época de 70 milhões de euros, como parte de um esforço conjunto para estimular a retomada da economia sustentável nos três Estados do Sul. No acumulado, a parceria está somando agora 340 milhões de euros.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial