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11 de junho de 2025

  • Abiove mantém projeções de exportação da soja, mas revisa preços para baixo

    A associação estima que o país deve exportar mais de 108 milhões de toneladas de soja neste ano, valor recorde comparado a maio

     

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) mantém as projeções de safra, exportação e processamento da soja no Brasil para este ano. Por outro lado, a associação revisa para baixo os preços médios do grão e do óleo, diante de uma colheita recorde do país, que é o maior produtor e exportador mundial.

    A estimativa de preço médio da soja exportada foi reduzida para 405 dólares por tonelada, 10 dólares a menos do que a previsão anterior. Já a cotação média do óleo de soja exportado caiu 35 dólares, ficando em 1.015 dólares por tonelada.

    Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, a queda nas cotações reflete a atualização da curva de preços futuros, que leva em conta a maior oferta, o aumento dos estoques globais e a baixa dos preços internacionais.

    Com essa revisão, principalmente no preço da soja, responsável pela maior parte da receita de exportação, a expectativa de faturamento do Brasil com o complexo soja (grãos, farelo e óleo) em 2025 caiu para 53,38 bilhões de dólares, cerca de 1 bilhão a menos do que a estimativa de maio.

    Se essa previsão se confirmar, as divisas geradas com as exportações do complexo soja em 2025 serão inferiores às de 2024, quando somaram 53,94 bilhões de dólares.

    No entanto, a receita com a soja em grão deve crescer para 43,8 bilhões de dólares neste ano, contra 42,9 bilhões em 2024, graças ao aumento do volume exportado, mesmo com preços menores.

    A Abiove estima que o Brasil vai exportar 108,2 milhões de toneladas de soja em 2025, valor recorde e estável em relação à previsão de maio, representando um aumento de 9,4 milhões de toneladas na comparação com 2024.

    A safra brasileira de soja, já colhida, também permanece projetada em recorde, com 169,7 milhões de toneladas, contra 154,4 milhões no ano passado.

    Por fim, o processamento da soja no Brasil deve atingir 57,5 milhões de toneladas em 2025, também um recorde, superior aos 55,8 milhões previstos para 2024.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Trigo: importações batem o recorde dos últimos 24 anos

    O aumento nas compras do cereal se deram pelo avanço da produção argentina de trigo, favorecendo os moinhos nacionais na entressafra

     

    As importações brasileiras de trigo seguem crescentes em 2025, somando na parcial dos cinco primeiros anos do ano, 3,092 milhões de toneladas, o maior volume desde 2001. É isso que mostram os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea.

    Em 12 meses, chegaram ao país quase 7 milhões de toneladas, quantidade que não era registrada há seis anos. Segundo o Centro de Pesquisas, o avanço na disponibilidade de trigo da Argentina nos últimos dois anos favoreceu as compras brasileiras.

    Neste fluxo, pesquisadores explicam que os moinhos nacionais seguem com estoques satisfatórios. Dessa forma, não há necessidade de aquisições intensas neste período de entressafra brasileira.

    Os produtores, por sua vez, estão com as atenções voltadas às atividades de campo para a nova temporada. Quanto aos preços, levantamentos do Cepea mostram que as cotações do trigo em grão seguem pressionadas desde abril, quando atingiram os maiores valores do ano. A liquidez continua baixa, com negociações de lotes pontuais.

    Fonte:  https://www.canalrural.com.br/
  • 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura ainda está com inscrições abertas

    Evento debate desafios e oportunidades da cadeia produtiva da carne ovina em Bagé dias 26 e 27 de junho

     

    As inscrições para o 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura: a cadeia da carne ovina – desafios e oportunidades – ainda estão abertas e podem ser feitas gratuitamente pelo link tinyurl.com/simposio-ovinos-2025. O evento ocorre dias 26 e 27 de junho, no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), campus Bagé, região da Campanha do Rio Grande do Sul. A realização é da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) e do Fundo de Desenvolvimento da Ovinocultura do Estado (Fundovinos); do IFSUL; da Embrapa Pecuária Sul entre outras entidades.

    Para a especialista em Infraestrutura da Seapi e membro da Secretaria Executiva do Fundovinos, Sabrina Vaz, o Simpósio vem se consolidando como um espaço de articulação entre a administração pública, o setor produtivo e as instituições de Ensino e Pesquisa.

    A abertura (26/5) do evento terá palestra da Seapi com o tema “A Ovinocultura no Rio Grande do Sul”. A programação conta com painelistas sobre mapeamento da indústria da carne ovina, sustentabilidade da cadeia produtiva, painel sobre o Programa Selo Cordeiro Premium Gaúcho e sua certificação.

    Em outro painel, o analista agropecuário e florestal da DDPA/Seapi, Gabriel Porto Fiori, analisa as políticas públicas para o setor da ovinocultura e ações coordenadas pela Secretaria da Agricultura no Rio Grande do Sul. Os destaques sobre assistência técnica e cursos na área da ovinocultura serão apresentados, respectivamente, pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS/Ascar) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS).

    O seminário tem como meta reunir os diferentes atores da cadeia produtiva da carne ovina, levando informações sobre a cadeia produtiva de ovinos no Rio Grande do Sul e aprofundar o conhecimento sobre o mercado da carne ovina no Brasil, nivelando informações desde a produção, industrialização, comercialização e hábitos do consumidor final.

    As pesquisas buscam identificar demandas dos diferentes nichos do setor, debatendo estratégias para agregar valor, estimular o consumo e prospectar mercados. O encontro tem como cerne propor ações para a iniciativa privada e para o poder público nas diferentes esferas para o desenvolvimento do mercado da carne ovina.

    O Rio Grande do Sul é o estado que mais abate ovinos e isso se deve muito à qualidade da carne produzida, o que reflete a “organização da inspeção sanitária”, afirma Sabrina Vaz (Seapi). Os desafios, de acordo com a especialista, apontam para a competitividade de mercado e aumento da produção, já que 77% dos produtores de ovinos se caracterizam por pequena criação, em média até 25 cabeças (Câmara Setorial de Ovinocultura Emater, 2020). Na edição de 2025, são esperados 300 representantes do setor da carne ovina.

    Veja a programação completa em:  3 º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura

    Serviço

    O quê: 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura: a cadeia da carne ovina – desafios e oportunidades

    Quando: 26 e 27 de junho, a partir das 8h

    Onde: auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFSUL, campus Bagé (Avenida Leonel de Moura Brizola, 2501, Pedras Brancas, Bagé)

    Inscrições e programação: tinyurl.com/simposio-ovinos-2025

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial