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18 de julho de 2025

  • Dia nacional de proteção às florestas: produtores como aliados durante a estiagem

    Com a adoção de medidas preventivas, produtores se tornam aliados no combate aos incêndios e na preservação da vegetação

     

    Hoje, dia 17 de julho, é celebrado o Dia Nacional de Proteção às Florestas e, nesta data, o protagonismo dos produtores rurais de todo o país ganha destaque. Durante o período de estiagem, quando os riscos de incêndios aumentam devido à seca, os agricultores assumem a responsabilidade de prevenir e combater o fogo. Com isso, protegem suas propriedades e, também, áreas de preservação e florestas nativas.

    A construção de aceiros, a formação de brigadas, a manutenção de equipamentos e a capacitação das equipes reforçam o papel dos produtores como aliados fundamentais na preservação ambiental.

    Apoio aos produtores

    A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reconhece e apoia esse protagonismo dos agricultores, com apoio anual de campanhas educativas e distribuindo cartilhas com orientações sobre como se preparar para o período de seca. Por isso, a associação também integra o Comitê Estadual de Gestão do Fogo (CEGF), atuando em parceria com órgãos públicos e instituições no enfrentamento aos incêndios no estado.

    Para Rafael Krzyzanski, delegado do núcleo de Sorriso, o agricultor é um agente essencial na defesa do meio ambiente, já que precisa proteger sua produção e o território onde vive. Qualquer foco de incêndio, segundo ele, representa ameaça à atividade rural e à sustentabilidade do campo.

    Em regiões distantes do Corpo de Bombeiros, como Juara, a ação dos próprios produtores é decisiva. Jaqueline Piovezan, delegada do núcleo do Vale do Arinos, enfrentou um incêndio em sua fazenda no ano passado e contou com o apoio de vizinhos e da preparação adquirida por meio das cartilhas e capacitações da Aprosoja MT.

    Para o vice-presidente da entidade, Luiz Pedro Bier, o produtor rural é o verdadeiro guardião das florestas no Brasil. Ele destaca que boa parte da vegetação nativa se mantém preservada em propriedades privadas, por meio de reservas legais e áreas de proteção permanente, o que reforça o compromisso ambiental do setor produtivo.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Brasil lidera em biológicos e tarifas dos EUA podem ajudar na diversificação do mercado

    Presidente da agência de inteligência de mercado DunhamTrimmer vem ao país para falar do futuro do setor na América Latina

    O mercado brasileiro de produtos biológicos para controle de pragas e doenças na agricultura registrou crescimento de 206% nos últimos cinco anos, saltando, assim, de US$ 269 milhões em 2019 para US$ 828 milhões em 2024.

    No segmento, os bioinseticidas lideram a escalada, com expansão de 265% no período, indo de US$ 100 milhões para US$ 365 milhões, conforme dados da agência de inteligência de mercado DunhamTrimmer.

    De acordo com o presidente e sócio fundador da empresa, Mark Trimmer, nenhum outro mercado do mundo deu um salto tão representativo e rápido no setor como o Brasil.

    Por conta dessa atratividade, o número de empresas que fornecem soluções biológicas à agricultura aumenta a cada dia. Apesar disso, o especialista não acredita que o país esteja próximo de uma “bolha de crescimento”.

    “Continuamos vendo o crescimento do Brasil superando todos os outros países. O tamanho da oportunidade de mercado e o desenvolvimento bem-sucedido de biológicos em culturas extensivas de grãos têm sido fatores impulsionadores. Sem dúvida, esse crescimento rápido irá desacelerar em algum momento, mas, por enquanto, vemos oportunidade contínua para maior crescimento do mercado brasileiro”, considera.

    Ao olhar especificamente para o mercado agrícola latino-americano, Trimmer enxerga muitos desafios, mas também oportunidades no panorama atual, incentivados, por tabela, pelo anúncio de tarifas comerciais por parte de Donald Trump, visto que empresas da região precisarão procurar novos parceiros.

    “A política comercial dos Estados Unidos pode abrir novos mercados para produtos latino-americanos. As eleições presidenciais brasileiras em outubro de 2026 podem, também, mudar drasticamente as políticas atualmente em vigor, o que pode ser positivo ou negativo para investimentos futuros e desenvolvimento do mercado biológico”.

    A esse respeito, o presidente da DunhamTrimmer enxerga que o rápido crescimento do mercado de biológicos brasileiro continuará dando sequência a aquisições de empresas nacionais do ramo por players globais.

    “No setor de bioestimulantes e biofertilizantes, o impulso do Brasil para diminuir a forte dependência de fertilizantes importados pode criar algumas oportunidades interessantes de investimento”, destaca.

    Trimmer vem ao Brasil para detalhar este tema e as projeções para o futuro durante o Biocontrol & Biostimulants Latam, em Campinas, São Paulo, no dia 29 de julho, em palestra às 11h com o tema Latin America Biological Market Overview (Visão geral do mercado biológico da América Latina).

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Redução de micotoxinas na cultura do trigo: carboxamidas e Trichoderma no controle da giberela

    A Rede Técnica Cooperativa realizou estudo para avaliar a eficácia da aplicação de fungicidas do grupo das carboxamidas e do uso de Trichoderma spp. quando comparado a aplicações isoladas de triazóis ou misturas de triazol + estrobilurina no controle da giberela, bem como na redução da contamina- ção dos grãos pela micotoxina DON.

    Nos últimos anos, tem sido observado o aumento da intensidade e da frequência da giberela em trigo em muitas regiões onde este cereal é cultivado. A giberela é uma doença de infecção floral e as epidemias ocorrem associadas a períodos prolongados de chuva ou alta umidade durante a antese do trigo.

    Para o controle da doença, algumas estratégias de manejo podem ser empregadas. A primeira delas é a escolha de cultivares com melhores níveis de resistência à doença. Depois, deve-se pensar no escalonamento de semeadura e/ou a semeadura de cultivares com ciclos reprodutivos distintos. Outra etapa essencial é o manejo químico. Associado ao controle químico, o uso de biofungicidas pode ser uma estratégia promissora, tanto para reduzir as perdas de produtividade de grãos quanto para mitigar a contaminação por micotoxinas.

    As avaliações de giberela foram realizadas através da coleta manual de 100 espigas por parcela experimental. Foi avaliada a incidência e a severidade nas espigas, com auxílio de escala diagramática. Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/