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31 de julho de 2025

  • Manejo adequado de Olerícolas busca reduzir danos no período de geadas

    A possível ocorrência de geadas durante o inverno do Rio Grande do Sul chama a atenção dos produtores de olerícolas, que devem estar preparados para manter os cuidados necessários para preservar a produtividade e a qualidade das hortaliças. A geada causa danos significativos às plantas, incluindo queima de folhas, interrupção do crescimento e até a morte da vegetação, especialmente em estágios sensíveis como floração e frutificação. “O congelamento da água nas células vegetais pode romper as paredes celulares, causando danos físicos e levando à necrose”, explica Gervásio Paulus, extensionista e coordenador técnico estadual de Olericultura da Emater/RS-Ascar.

    “O manejo adequado durante esse período é fundamental para minimizar os impactos das baixas temperaturas, evitar perdas na lavoura e garantir a continuidade da produção”, ressalta, ao observar que técnicas simples, quando bem aplicadas, podem fazer a diferença na sustentabilidade das atividades agrícolas durante o frio intenso. Segundo Paulus, “nessa época do ano, o excesso de umidade, a ocorrência de geadas e a baixa luminosidade acabam afetando a fotossíntese das plantas, prejudicando seu desenvolvimento, o que favorece a ocorrência de podridão e de doenças fúngicas e bacterianas”.

    A produção de olerícolas no Estado está distribuída por diversas regiões, com destaque para os Campos de Cima da Serra, que se consolida como polo importante no cultivo de hortaliças. Municípios como São Francisco de Paula, Bom Jesus e São José dos Ausentes se destacam no plantio de batata e couve-brócolis, sendo referência nessas culturas.

    Outras regiões também possuem forte presença na produção de olerícolas. A Serra, o Sul, o Noroeste e o Nordeste concentram o cultivo de cebola, com destaque para cidades como São José do Norte, Tavares e Nova Pádua. Já o tomate é produzido em Caxias do Sul, Nova Bassano e Pelotas, enquanto que o aipim tem expressão em municípios como Santo Antônio da Patrulha, Novo Hamburgo e São José do Hortêncio. As olerícolas folhosas, por sua vez, são cultivadas em diferentes áreas do Estado, com maior destaque para Santa Rosa, Maquiné e Caxias do Sul.

    Segundo o último boletim do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, os produtores da região de Santa Rosa relatam que a vegetação ainda não se recuperou dos efeitos das geadas intensas e que boa parte dos cultivos está sendo eliminada para a implantação de mudas não danificadas.

    MANEJO ADEQUADO DAS OLERÍCOLAS

    A ocorrência de geadas necessita da adoção de boas práticas no cultivo de olerícolas, tornando-se essencial para evitar perdas na produção. Técnicas simples, aplicadas de forma correta, podem reduzir de forma significativa os impactos negativos das baixas temperaturas sobre as hortaliças.

    Entre as medidas recomendadas estão o uso de coberturas físicas, como túneis e estufas, a irrigação adequada em horários estratégicos, além da escolha de cultivares mais tolerantes ao frio. A orientação técnica especializada dos extensionistas da Emater/RS-Ascar é uma aliada fundamental para que os agricultores consigam adaptar o manejo às condições climáticas adversas, preservando a produtividade e a qualidade dos alimentos, e garantindo renda para as famílias produtoras.

    “Nos cultivos protegidos, o risco de a produção ser afetada pelos eventos climáticos é menor, porque o ambiente é regulado, entre um ou dois graus acima da temperatura externa, o que é suficiente para evitar esse efeito da geada nas hortaliças”, destaca Paulus.

    Algumas hortaliças, como alface, rúcula, couve, espinafre e outras folhosas, são mais sensíveis às variações bruscas de temperatura e, por isso, exigem atenção redobrada durante os períodos de geada. O planejamento da produção, com base nas previsões meteorológicas e no calendário, também é uma ferramenta importante para a tomada de decisão no campo.

    “A Emater orienta os produtores e atende às demandas conforme solicitado, com foco no acompanhamento técnico e na divulgação de tecnologias que possibilitem o cultivo em ambiente protegido, além do manejo adequado da irrigação, que é importante fator nesse contexto”, complementa o extensionista.

    A Emater/RS-Ascar tem atuado junto aos agricultores familiares por meio de orientações presenciais, oficinas e materiais técnicos, reforçando as ações preventivas no manejo das olerícolas. O objetivo é garantir a segurança alimentar das famílias, manter a oferta nos mercados locais e contribuir para a sustentabilidade da atividade, mesmo em condições climáticas adversa.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • O papel dos biocombustíveis na agricultura brasileira

    O agronegócio brasileiro tem se mostrado protagonista na busca por soluções que aliem produtividade e sustentabilidade. Um dos caminhos promissores para essa transformação está na adoção crescente do uso de combustíveis alternativos nas máquinas agrícolas, contribuindo para um campo mais eficiente e ambientalmente responsável.

    O Brasil tem uma matriz energética privilegiada. O etanol, por exemplo, já é uma realidade consolidada na mobilidade urbana e possui um potencial imenso no campo. O biometano, derivado de resíduos de usinas de milho e cana-de-açúcar, também se apresenta como uma alternativa estratégica: além de sustentável, ele pode ser produzido nas próprias fazendas, o que aumenta a segurança energética do produtor e reduz sua dependência da volatilidade do diesel.

    Na AGCO, estamos comprometidos em liderar essa transição energética, com uma abordagem centrada no agricultor, apoiada pela inovação tecnológica e movida pelo propósito de descarbonizar a agricultura de forma viável e eficiente. Hoje, nossas máquinas já operam com motores eletrônicos que atendem aos padrões mais exigentes de emissões, como o MAR-1, e já estamos trabalhando ativamente na próxima fase, o MAR-2, com foco na redução de Nox (óxidos de nitrogênio que contribuem para a poluição do ar) e material particulado presente nos gases liberados pelo motor durante a queima de combustível.

    Nossa engenharia está dedicada ao desenvolvimento de máquinas que operem com combustíveis renováveis. Porém, a transição energética exige muito mais do que apenas trocar o combustível, a viabilidade depende de cada componente da máquina, que precisa ser ajustado: transmissões, sistemas hidráulicos, refrigeração e eletrônica embarcada. É uma verdadeira reengenharia de toda a máquina.

    A infraestrutura também é ainda um desafio. Para que o biometano se torne uma opção viável, é necessário investimentos feitos pelos produtores em biodigestores, sistemas de armazenamento e transporte de gás. A AGCO tem atuado ao lado de clientes estratégicos para superar esses obstáculos, oferecendo consultoria técnica e desenvolvimento de soluções.

    Sabemos que o produtor rural brasileiro faz conta, investe, mas quer segurança e retorno. Por isso, mantemos projetos em parceria com grandes agricultores, com testes em campo em condições reais de operação e análise detalhada de desempenho, consumo, durabilidade e viabilidade econômica.

    Outro fator fundamental é o treinamento. A tecnologia está evoluindo rapidamente e garantir que o agricultor e sua equipe saibam operar esses novos sistemas é parte essencial da entrega de valor. Nossos programas de treinamento e suporte no pós-venda são parte relevante dessa jornada, já que o agricultor precisa entender e dominar a nova tecnologia para extrair dela os melhores resultados.

    Portanto, a transição energética é inevitável. Estamos vendo avanços importantes na mistura de biodiesel ao diesel tradicional, com perspectivas de alcançar o B20 nos próximos anos. Ao mesmo tempo, o uso do etanol em máquinas agrícolas deve crescer. A AGCO se prepara para todos esses cenários, desenvolvendo soluções para uma matriz energética agrícola diversificada e resiliente. O Brasil tem tudo para ser protagonista nesse processo. Afinal, um agro mais limpo, eficiente e inovador é bom para o produtor, para o planeta e para todos nós.

     

    Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/