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ago 05 2025 Soja não-transgênica aposta em sustentabilidade e conquista de novos mercados com nova diretoria
O Instituto Soja Livre (ISL) empossou sua nova diretoria nesta sexta-feira (01/08), em Cuiabá, com a missão de expandir a presença da soja não-transgênica brasileira no mercado global. Com um novo time à frente da instituição, a aposta é em uma comunicação estratégica que destaque a sustentabilidade, a produção de baixo carbono e a qualidade do grão brasileiro, visando, principalmente, os exigentes mercados da Europa e da Ásia.
A soja não-transgênica, que hoje representa cerca de 2% da produção nacional, é vista como um nicho de alto valor agregado e com grande potencial de crescimento. A nova diretoria do ISL, liderada pelo presidente Luiz Fiorese, pretende unir a cadeia produtiva — de produtores rurais a indústrias e compradores internacionais — para fortalecer a produção e a comercialização. A meta é reforçar a mensagem de que a soja brasileira convencional é sinônimo de preservação e sustentabilidade.
“Estou assumindo esse desafio com muita alegria e honra, pois estou no projeto há 16 anos e acredito no Soja Livre”, afirmou Luiz Fiorese. “Queremos deixar claro que produzimos com sustentabilidade e preservação, que é uma agricultura de baixo carbono. A expectativa é muito boa, pois o produtor de soja não-transgênica é um especialista muito dedicado.”
A busca por contratos de longo prazo para dar segurança aos produtores rurais é uma das prioridades da nova gestão. Elton Hamer, presidente da Aprosmat e diretor administrativo do ISL, reforça a importância desse ponto. “O que precisamos trabalhar fortemente são os contratos de longo prazo para dar segurança aos produtores rurais. A Aprosmat vê o ISL como uma segurança, assim como a Embrapa, pois é importante não termos o produto vinculado apenas a empresas estrangeiras”, destacou Hamer. Ele ainda ressaltou a parceria com empresas como Caramuru, CJ Selecta e Amaggi, que já possuem mercado na Europa.
A valorização da soja convencional vai além do aspecto financeiro. Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT, salientou que a escolha por essa cultura também está ligada ao manejo da lavoura. “Temos um mercado mundial que preza pela soja convencional e o Instituto Soja Livre foi feito para fomentar essa produção e é composto por produtores que optam por essa cultura. E não estão somente buscando renda, mas também manejo de ervas daninhas e doenças de solo, por exemplo”, disse Costa Beber.
Para Guilherme Thomazi, diretor de Relações Internacionais do ISL, a chave para o sucesso está na comunicação e na certificação, que garantem a credibilidade do produto. “O mercado da soja não transgênica no mundo está na Europa e, de uns anos para cá, vemos uma procura muito grande do mercado asiático. Nos últimos 15 anos que atuo no ramo de certificação, vejo que estes países não conhecem o Brasil, então, temos que reforçar muito a comunicação lá fora”, afirmou Thomazi.
Ele enfatizou a necessidade de “mostrar a ‘cara’ do Brasil” para os compradores, destacando a qualidade superior da soja brasileira, que, segundo ele, possui 3% a mais de proteína, um fator crucial para a indústria de rações e para a conversão de proteína vegetal em carne. Thomazi acredita que, com parcerias estratégicas e a certificação adequada, o ISL conseguirá posicionar a soja não-transgênica como uma alternativa de alto valor agregado e alinhada com as demandas por sustentabilidade dos mercados internacionais.
Com a nova diretoria, o Instituto Soja Livre se consolida como um importante elo entre a produção nacional e as oportunidades no exterior, mostrando que a agricultura brasileira tem potencial para liderar não apenas em volume, mas também em qualidade e sustentabilidade.
A nova diretoria do Instituto Soja Livre é composta por Luiz Fiorese (presidente), Evandro Gianezini (vice-presidente), Elton Hamer (diretor administrativo), Dr. Sebastião Pedro (diretor técnico), Marcelo Calzerani (diretor financeiro) e Guilherme Thomazi (diretor de relações internacionais). O Conselho Fiscal é formado por César Borges, Diogo Balistieri, Rodrigo Brogin, Odilon Lemos, Francisco Soares e Marcos Borges.
Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/
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ago 05 2025 Plantio de soja no Brasil deve avançar 2% e nova safra pode bater recorde, dizem analistas
A área plantada com soja no Brasil em 2025/26 deverá crescer 2,0% em relação à temporada passada, permitindo que o maior produtor e exportador da oleaginosa tenha um novo recorde produtivo, apesar de margens não tão boas para os agricultores, afirmaram consultorias nesta segunda-feira.
A Céleres estimou em 48,6 milhões de hectares a área plantada para o novo ciclo, com plantio a partir de setembro. Mas a semeadura cresceria menos de 1 milhão de hectares, um avanço considerado mais “comedido” diante de margens positivas, “mas pressionadas”. Desafios para um crescimento mais robusto das importações da China também foram citados pela consultoria.
“Com preços esperados mais limitados para março/26, o produtor deve agir com prudência na gestão de comercialização e de novos investimentos no curto prazo”, disse o analista Gabriel Santos, em relatório nesta segunda-feira com as primeiras projeções publicadas pela Céleres.
Com esse aumento na área e um avanço de 0,5% nas produtividades esperadas, o Brasil poderia produzir 177,2 milhões de toneladas de soja, apagando o recorde do ciclo anterior, de 172,8 milhões de toneladas.
A Céleres destacou que com a estimativa de margem operacional de cerca de 12 sacas por hectare em Mato Grosso — levemente abaixo da média histórica –, o principal Estado produtor brasileiro ainda deve ser “protagonista” no avanço de área de soja no Brasil com alta de 250 mil hectares em relação a safra passada.
Os Estados do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) devem ampliar o plantio em 250 mil hectares, e Mato Grosso do Sul e Goiás em 100 mil hectares, cada, segundo a Céleres.
Santos citou que do lado da demanda “há desafios claros para um crescimento mais robusto das importações chinesas no curto prazo, o que já é evidenciado nessa temporada”.
Mas ele destacou que a expectativa de aumento de excedente no país, real desvalorizado e as incertezas na política externa dos EUA — segundo maior produtor de soja — sustentam crescimento nas exportações da oleaginosa no ciclo 25/26, que deverão atingir 110 milhões de toneladas, versus 106 milhões no ciclo anterior.
AUMENTO NA SOJA E NO MILHO VERÃO?
Para a StoneX, corretora e consultoria especializada em commodities, a área plantada com soja aumentará também 2% em relação ao ciclo passado, permitindo uma produção de 178,2 milhões de toneladas, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira.
A StoneX indicou também um avanço da produtividade influenciado por uma esperada recuperação da safra do Rio Grande do Sul, que vem sendo afetada por problemas climáticos nos últimos anos.
Na semana passada, a consultoria Datagro apontou uma visão ainda mais positiva em termos absolutos, estimando a produção brasileira da oleaginosa em 182,9 milhões de toneladas em 2025/26, aumento de 5% ante a máxima histórica vista na colheita deste ano.
Segundo a StoneX, as exportações brasileiras poderiam atingir 112 milhões de toneladas, também um patamar recorde, em momento em que a China, maior importadora, lida com disputas comerciais com os Estados Unidos.
“As questões geopolíticas e tarifárias podem beneficiar a soja brasileira, especialmente pelas possibilidades de atritos entre EUA e China”, afirmou a especialista de Inteligência de Mercado, Ana Luiza Lodi, em nota.
A StoneX também considera que o Mato Grosso deverá concentrar o crescimento em termos absolutos, adicionando cerca de 400 mil hectares, para 13 milhões de hectares no total.
E também avalia que o milho primeira safra no Brasil deverá ter crescimento de área, também de 2%, principalmente na região Sul, com destaque para os Estados do Paraná e Rio Grande do Sul.
“Embora milho verão e soja sejam culturas concorrentes na ocupação do solo, o Brasil dispõe de uma base territorial ampla e dinâmica, com possibilidade de expansão sobre áreas de pastagem, especialmente degradadas”, disse à Reuters, após ser consultada.
Já a Céleres considera que a área de milho na safra primeira safra brasileira deve apresentar “leve redução” (100 mil hectares, -2,4%) em 25/26, diante da perda de competitividade com as culturas concorrentes, especialmente a soja na região Sul.
A Céleres projeta um potencial ligeiro avanço anual da colheita total de milho em 2025/26, cuja maior parcela advém normalmente da segunda safra. A produção totalizaria mais de 148 milhões de toneladas.
Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/