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6 de agosto de 2025

  • Comercialização da safra 24/25 de soja chega a quase 79%

    Safras & Mercado informa que o ritmo da safra 25/26 de soja é mais lento que em anos anteriores

     

    A comercialização da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 78,4% da produção estimada até o dia 5 de agosto, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. O número representa avanço em relação ao mês anterior, quando o percentual era de 69,8%, com dados de 4 de julho.

    Apesar da evolução mensal, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 82,2% da produção já estava comprometida. A média dos últimos cinco anos para o período é ainda maior, de 85,7%. Considerando a atual estimativa de safra em 171,93 milhões de toneladas, o volume já negociado chega a 134,87 milhões de toneladas.

    Safra de soja 25/26

    Para a safra 2025/26, a comercialização antecipada segue em ritmo ainda mais lento. Até o início de agosto, apenas 16,8% da produção projetada foi negociada, o equivalente a 30,28 milhões de toneladas, com base na previsão de uma colheita de 179,88 milhões de toneladas.

    O percentual é inferior à média histórica para o período, que é de 26,8%, e também ao ritmo observado no mesmo período do ano passado, quando 22,5% da safra futura já havia sido comercializada. Em relação ao relatório anterior, de julho, houve leve avanço. Na ocasião, o índice estava em 16,4%.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Floração da canola impulsiona apicultura migratória no Rio Grande do Sul

    22% das lavouras estão em floração

     

    As precipitações em volumes satisfatórios que ocorreram nos últimos períodos no Rio Grande do Sul restabeleceram os níveis de umidade do solo e beneficiaram o desenvolvimento da cultura da canola, cujas lavouras estão 22% em floração, 4% em formação das síliquas e 74% na fase vegetativa, favorecida pela alternância entre chuvas e dias ensolarados. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (31/7), as condições atuais das lavouras de canola exigem maior atenção por parte dos produtores gaúchos quanto ao monitoramento e controle preventivo de patógenos, apesar de que, no geral, não foram constatadas ocorrências relevantes de pragas ou doenças, o que contribui para o desempenho das lavouras.

    O avanço das áreas de canola em fase de floração tem estimulado a atividade da apicultura migratória, e apiários têm sido deslocados para as proximidades das lavouras, visando ao aproveitamento das floradas para a produção de mel. As abelhas contribuem para a polinização cruzada das plantas, facilitando a fixação das flores e elevando o número de síliquas por planta e a produtividade final.

    Para esta safra de inverno, a Emater projeta o cultivo de 203.206 hectares com canola, e produtividade de 1.737 kg/ha. Na região administrativa da Emater de Ijuí, houve recuperação no desenvolvimento vegetativo das plantas, que estão emitindo folhas vigorosas e maiores, resultando em cobertura eficiente do solo e redução da competição com plantas daninhas. Observa-se emissão simultânea do caule principal e de ramos secundários, o que proporciona uniformidade à lavoura e alto potencial produtivo. Estima-se que 75% das áreas estejam em fase vegetativa; 18% em floração; e 7% em formação e enchimento de síliquas. Embora o manejo inicial das plantas daninhas tenha sofrido atraso em algumas áreas, a posterior aplicação de herbicidas foi eficaz, sem prejuízos ao desenvolvimento da cultura.

    Na região de Santa Rosa, 53% dos cultivos de canola estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 38% em floração e 9% em enchimento de grãos. As condições ambientais no período permitiram o avanço das práticas de manejo. NadeSoledade,o estado geral da cultura está satisfatório. As ações de manejo incluem monitoramento de pragas e tratamentos preventivos de doenças. Em diversas áreas, vêm sendo aplicados bioinsumos, como Trichoderma spp. e Bacillus subtilis para controle de patógenos, além de Beauveria bassiana no manejo de traça-das-crucíferas, entre outros agentes biológicos.

    Trigo –A semeadura está tecnicamente encerrada. Restam apenas áreas pontuais, sem impacto significativo no andamento da safra. Assim, o cronograma de implantação manteve-se dentro da janela recomendada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), assegurando a conformidade técnica e a adequada condução da safra.

    As precipitações em volumes significativos, distribuídas em todo o Estado, no final de semana passado (26 e 27/7), foram favoráveis para a cultura do trigo, uma vez que o mês de julho registrava predomínio de tempo seco, com acumulados pluviométricos insuficientes para repor a umidade do solo em profundidade. Em termos de manejo cultural, nos dias que precederam as precipitações, foram efetuadas adubações nitrogenadas em cobertura e controle de plantas daninhas em lavouras mais recentes – já finalizadas nas mais adiantadas. Também foram intensificadas as aplicações de fungicidas para evitar a proliferação de doenças, como manchas foliares. A área cultivada com trigo no Estado nesta safra está projetada pela Emater em 1.198.276 hectares. A estimativa de produtividade está em 2.997 kg/ha.

    Aveia-branca –As precipitações contribuíram para a recomposição dos níveis de umidade no perfil e nas camadas mais profundas do solo. Esse aporte hídrico favorece o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da aveia-branca, em termos de expansão foliar, alongamento de colmos e enchimento de grãos, mantendo o potencial produtivo. A ampla janela de semeadura — que se estendeu da segunda quinzena de abril até o início de julho — resultou em lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e hoje 78% da área estão em fase vegetativa, 16% em florescimento e 6% das lavouras estão em enchimento de grãos. A Emater projeta o plantio de 401.273 hectares, e produtividade de 2.254 kg/ha.

    Cevada –As precipitações também contribuíram para a uniformização do desenvolvimento das lavouras de cevada, para a transição entre a fase vegetativa e a reprodutiva, e para o perfilhamento e a emissão de colmos, mantendo o potencial produtivo, o que permitiu a continuidade das práticas de manejo, especialmente a aplicação de fertilizantes, nitrogenados e potássicos, em cobertura.

    Frutíferas

    Morango – Na região administrativa da Emater de Caxias do Sul, a maturação dos frutos se acelerou, em razão da insolação e das temperaturas moderadas, aumentando levemente a produção em relação ao período anterior. As lavouras implantadas neste ano se desenvolvem bem e emitem novas flores. Foram realizados plantios. A sanidade geral das lavouras está adequada. Apesar do cenário ter melhorado nos últimos dias, a quantidade colhida pelos produtores ainda está insuficiente para atender de forma plena os mercados habituais.

    Na última semana, houve um considerável pico nas vendas e no preço do morango, especialmente de maior calibre, devido à popularidade do chamado “morango do amor”, um morango coberto por brigadeiro branco envolto em uma calda de caramelo. O preço do quilo chegou a R$ 50 e segue em patamares elevados, em virtude da baixa produção e da elevada demanda local, pois é uma época de grande movimentação turística na Região das Hortênsias e na Serra. Assim, os agricultores estão adquirindo frutos de outros estados, o que eleva ainda mais os valores de venda: in natura direto aos consumidores, o quilo varia entre R$ 30,00 e R$ 40,00/kg; e congelado, de R$ 15 a R$ 20/kg. Já na Ceasa, os preços recebidos pelos agricultores ficaram entre R$ 25 e R$ 30/kg.

    Na região de Pelotas, a cultura do morango vem sendo prejudicada por baixas temperaturas, pouca insolação e alta umidade relativa do ar, o que limita o desenvolvimento, a floração e o tamanho dos frutos, além de favorecer doenças. A produção e os frutos estão menores, o que mantém os preços elevados: a R$ 30/kg em Turuçu e Morro Redondo; entre R$ 30 e R$ 40 em Rio Grande; e entre R$ 35 e R$ 45 em Pelotas e Capão do Leão. Já na região de Soledade, a restrição de radiação solar, principalmente na Região do Baixo Vale do Rio Pardo, tem atrasado a formação e a maturação de frutos, bem como afetado o sabor. A oferta e a demanda do produto estão em equilíbrio. O preço varia de R$ 20 a 25/kg.

    Pastagens e criações

    Nos campos nativos, houve redução da oferta de volumosos e perda de qualidade, em razão do excesso de fibra e do baixo valor nutricional. Já nas áreas de campo nativo melhorado, o desenvolvimento está adequado, possibilitando o pastejo dos animais. As pastagens de verão estão praticamente indisponíveis. Nas pastagens cultivadas, a oferta ficou limitada pelo atraso na semeadura e por fatores climáticos. Contudo, as espécies de inverno se recuperam de forma gradual, favorecidas pela elevação da temperatura e pela maior luminosidade e disponibilidade de umidade no solo, proporcionando melhor qualidade e aproveitamento para o pastejo.

    Bovinocultura de corte – Houve grande variação na condição corporal dos rebanhos. Nos animais mantidos somente em campos nativos, ocorreu redução de peso. Já os animais criados em pastagens cultivadas, restevas ou sistemas de ILP tiveram melhor desempenho. O uso de sal proteinado e de pastagens diferidas contribuiu para manter o escore corporal em algumas propriedades. Foram realizados diagnósticos de gestação, com descarte de vacas vazias. O período de parições resultou em terneiros com bom peso ao nascer. A sanidade segue, em geral, adequada, com prioridade de alimentação para reprodutores e matrizes gestantes.

    Bovinocultura de leite – A produção de leite apresentou estabilidade na maior parte das regiões. Em algumas áreas beneficiadas pela oferta de forragens de qualidade e pelas melhores condições climáticas, houve incremento. Nas criações a pasto, foi oferecida suplementação com concentrados energéticos, como silagem e feno. O estado corporal e sanitário dos rebanhos está satisfatório. As condições climáticas favoreceram o conforto térmico e o bem-estar dos animais, reduzindo problemas de casco e facilitando a ordenha.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Nutrição de bovinos deve combinar suplementação injetável e oral, diz médico-veterinário

    Para especialista, atenção à quantidade de aminoácidos nos produtos administrados aos animais de corte e leite é indispensável

     

    A nutrição nas fases de cria e recria é decisiva para o desempenho produtivo na bovinocultura de corte e leite ao longo de toda a vida do animal.

    O médico-veterinário e gerente de serviços bovinos da Ceva Saúde Animal, Marcos Malacco, chama atenção para o papel do intestino, que figura como órgão mais importante à imunidade por ser o responsável pelo primeiro contato do gado com partículas estranhas da ração, como bactérias.

    “Na parede do intestino, que chamamos de epitélio, existe uma série de células diferenciadas exatamente para receber e processar esses agentes externos e, então, levá-los ao sistema imune para ter o desenvolvimento da imunidade geral. Isso seria o que a gente chama de imunidade adaptativa.”

    Por conta dessa importância, Malacco reforça que tais células do aparelho digestivo precisam estar muito bem preparadas nutricionalmente para conferir uma resposta à agressão dos patógenos.

    Nutrição oral e injetável

    Segundo ele, o pecuarista precisa estar sempre atento à qualidade da matéria-prima que está sendo usada tanto na nutrição oral, ou seja, a do cocho, quanto pela parenteral, a injetável.

    “Então a dieta ou esses suplementos nutricionais devem ter uma formulação bastante equilibrada, com o número de aminoácidos essenciais necessários, que são dez, e são produzidos no organismo. Além disso, temos outros dez que a gente chama de não essenciais que são produzidos no nosso organismo a partir de outros aminoácidos ou outras substâncias”, detalha.

    Assim, o médico-veterinário considera que o equilíbrio na formulação e a qualidade dos princípios ativos que estão sendo usados na ração ou no suplemento injetável são essenciais. “Também é importante adquiri-los em locais idôneos, conhecidos e consagrados na produção desses nutrientes.

    Custo-benefício

    A respeito do custo-benefício da nutrição animal, Malacco acredita que um bom indicador é a taxa de sobrevivência dos bezerros.

    “Podemos começar, por exemplo, com a nutrição injetável, a que tenha a formulação mais completa possível, contendo o maior número de aminoácóidos, pelo menos todos os dez essenciais. Isso vai começar a dar aquele choque, digamos assim, no organismo do bezerro. Então, a partir daí, complementamos com a nutrição via cocho”, ensina.

    Em complemento a isso, o especialista da Ceva Saúde Animal lembra que a vaca também precisa estar saudável em metabólicos e nutricionais para poder transmitir um leite de alta qualidade e em quantidade suficiente para os bezerros.

    Por fim, Malacco reforça que alguns períodos da vida do animal são ideais para a suplementação injetável, como a da primeira vacinação, entre os 60 e 120 dias de vida.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/