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ago 11 2025 Adubação foliar com micronutrientes traz benefícios
No manejo nutricional, definir a quantidade e o momento ideal para aplicação de micronutrientes via folha é uma das decisões mais estratégicas da produção agrícola. No entanto, antes mesmo de escolher o adubo, o primeiro passo é o diagnóstico do solo, que determinará se o nutriente está abaixo, no ou acima do nível crítico.
Segundo Roniel Geraldo Ávila, consultor de Desenvolvimento de Mercado na Multitécnica, essa classificação orienta diretamente o método de cálculo. Quando o nutriente está abaixo do nível crítico, é necessário adubar planta e solo. A recomendação é calcular a dose com base na extração total da cultura — ou seja, multiplicar a produtividade esperada pela quantidade extraída do nutriente — e dividir essa quantidade em ao menos quatro aplicações. Já para produtores descapitalizados, é possível recorrer ao cálculo pela exportação (nutriente removido com a colheita), desde que com critério técnico.
Se o solo apresenta o nutriente acima do nível crítico, a estratégia muda: o objetivo é apenas repor o que será removido com a colheita. O cálculo é feito com base na exportação do grão, e a dose tende a ser menor, mas igualmente precisa ser fracionada em no mínimo três aplicações. A pulverização deve sempre garantir cobertura total das folhas para eficiência fisiológica e operacional.
Por fim, o tipo de produto também influencia no sucesso da adubação. Roniel alerta para evitar sais simples, que têm baixa solubilidade e desempenho limitado. A melhor escolha são produtos formulados, com tecnologias que protegem as moléculas, melhoram a penetração e favorecem a absorção. Adubar corretamente, portanto, é mais do que aplicar nutrientes — é tomar uma decisão técnica baseada em solo, cultura, produtividade, estratégia e finanças.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 11 2025 Biocombustível e agricultura: Brassica Carinata desponta no Brasil como cultura de inverno
O podcast RTC abordou no último episódio o cultivo da Brassica Carinata, cultura de inverno que começa a ganhar espaço no Brasil. Participaram da conversa Geomar Corassa, gerente de pesquisa e tecnologia da RTC/CCGL; Tiago Hörbe, pesquisador da RTC/CCGL e Robson Botta, coordenador técnico e de pesquisa da Nufarm Brasil.
Geomar Corassa destacou o crescimento do interesse pela cultura. “A gente tem observado uma crescente demanda e questionamentos em relação à cultura da carinata, tanto na área técnica quanto pelos produtores.”
Robson Botta explicou o histórico da espécie no país. “A carinata chegou no Brasil em 2014, dentro de um programa global da Agrisoma, que era uma empresa canadense, com foco no desenvolvimento de matérias-primas para a produção de combustível renovável.”
Botta ainda detalhou as origens da planta: “A carinata é uma brasica, da mesma família da canola, de origem etíope. Ela é uma planta oleaginosa que não é usada para alimentação, é utilizada exclusivamente para a produção de biocombustível.”
A planta vem sendo cultivada em alguns estados brasileiros, como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul, com foco nos períodos de entressafra. “É uma cultura que está sendo cultivada na entressafra da soja, ou seja, no outono/inverno, e nesse período a gente consegue ter um rendimento interessante de biomassa e de óleo”, comentou Botta.
Além do potencial agronômico, a carinata também se destaca pelos benefícios ambientais. Segundo Botta, “a molécula de óleo da carinata é de cadeia longa, ideal para produção de SAF (Sustainable Aviation Fuel), que é o combustível renovável da aviação.”
Tiago Hörbe ressaltou o papel da cultura como planta de cobertura: “Ela pode funcionar como uma excelente cobertura de solo, semelhante a nabo forrageiro e aveia, com um diferencial de gerar receita.”
Botta complementou: “A gente tem uma planta de cobertura que remunera. Esse é o ponto que tem despertado o interesse da indústria e também do produtor rural.”
O episódio também trouxe à tona o conceito de cultura ponte. “Ela se encaixa como uma cultura ponte entre duas culturas alimentares – soja e milho, por exemplo – sem competir com nenhuma delas”, explicou Botta.
Sobre a perspectiva de mercado e inserção da cultura no Brasil, Robson apontou: “A carinata está no pipeline de culturas do futuro. Já é uma realidade e já está na fase de expansão.”
Diante desses números, fica claro que a expansão da área cultivada com carinata é não apenas viável, mas necessária para atender às demandas de sustentabilidade, produção agrícola e energia renovável do futuro.
Para assistir o episódio completo, acesse o canal da RTC no Spotify: https://open.spotify.com/show/11U2b1ValE2c1Pj3gngpnq
Fonte: https://rtc.coop.br/
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ago 11 2025 RTC/CCGL desenvolve estudo com novo herbicida pré-emergente para controle de azevém na cultura do trigo
Os herbicidas pré-emergentes (Pré-E) são fundamentais para o sucesso do controle de plantas daninhas no trigo. Os Pré-E que controlam azevém (S-metolaclor, trifluralina e piroxasulfona) são não são eficazes em buva e nabo, necessitando complemento seja em Pré-emergência (flumioxazina) ou depois na pós-emergência.
A Rede Técnica Cooperativa (RTC) realizou um estudo para avaliar o controle de azevém e nabo no trigo com os herbicidas pré-emergentes piroxasulfona (Yamato), piroxasulfona + flumioxazina (Kyojin), e o recém lançado bixlozone (Giant), e a necessidade de complementação em pós-emergência com pinoxaden (Axial), metsulfuron (Ally), saflufenacil (Heat) ou carfentrazona (Aurora), aplicados em plantas daninhas com duas a quatro folhas.
O experimento foi conduzido na safra 2024 na área experimental da CCGL, em Cruz Alta. Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.
Fonte: https://rtc.coop.br/