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26 de agosto de 2025

  • Pesquisador da RTC desenvolve estudo sobre diversidade genética e estrutura populacional da cigarrinha-do-milho no Brasil e países vizinhos

    O pesquisador em Entomologia da RTC/CCGL, Dr. Glauber Stürmer, desenvolveu um estudo junto a outros pesquisadores sobre a diversidade genética e estrutura populacional da cigarrinha-do-milho Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae) no Brasil e países vizinhos. A cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae), e as doenças do milho a ela associadas são atualmente consideradas o principal entrave à produção enfrentado pelos produtores de milho em toda a América do Sul, especialmente no Brasil.

    Para o estudo, foi utilizado o gene parcial da subunidade I da citocromo c oxidase mitocondrial (mtCOI) para caracterizar populações de D. maidis coletadas em oito localidades brasileiras e uma paraguaia, além de dados públicos de mtCOI da Argentina e do México, a fim de investigar a diversidade genética e a estrutura populacional dessa importante praga do milho.

    Os resultados revelaram baixa diversidade genética na região parcial do gene mtCOI das populações analisadas de D. maidis. Foram identificados seis haplótipos, sendo um deles potencialmente ancestral (haplótipo A), predominante no México e na América do Sul tropical, e outro possivelmente mais recente (haplótipo B), predominante em áreas temperadas do continente. A estrutura populacional detectada indica que surtos de D. maidis em diferentes regiões estão associados principalmente a populações locais, com pouca contribuição da dispersão de longa distância dos insetos e fluxo gênico limitado entre diferentes países e macro-regiões.

    Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Cultura do monitoramento: Agricultura regenerativa e sistema plantio direto

    A agricultura contemporânea exige a conciliação entre produtividade e sustentabilidade, desafio que impõe novas formas de compreender e manejar os agroecossistemas. Nesse contexto, a cultura do monitoramento emerge como prática essencial, capaz de traduzir em números e indicadores os ganhos obtidos com estratégias conservacionistas. Mais do que uma ferramenta, trata-se de uma postura permanente que transforma o manejo em processo de aprendizagem contínua, fortalecendo tanto a prática agrícola quanto sua legitimidade social e científica.

    Monitorar significa registrar, quantificar e interpretar transformações. Ao se estabelecer como cultura, esse hábito rompe com o improviso e substitui a percepção subjetiva por parâmetros técnicos que permitem verificar a evolução dos sistemas ao longo do tempo. Os números, nesse sentido, tornam-se mediadores do diálogo entre agricultores, técnicos e pesquisadores, oferecendo evidências objetivas como infiltração da água, cobertura do solo, agregação, diversidade biológica e segurança produtiva. Sem essa base, a agricultura regenerativa corre o risco de se limitar a um discurso normativo, sem comprovar seus resultados na prática.

    Na agricultura regenerativa, regenerar é um processo dinâmico e não um estado final. Isso exige que o monitoramento seja capaz de revelar trajetórias e tendências, em vez de apenas resultados isolados. A infiltração da água, por exemplo, pode ser medida com testes de campo simples, indicando a estabilidade da estrutura do solo. A cobertura permanente, por sua vez, pode ser acompanhada visualmente ou por imagens de satélite, revelando a proteção contra radiação solar, impacto de gotas ou conservação da umidade. A agregação é avaliada pela forma e resistência dos agregados e pela presença de matéria orgânica, sinalizando resiliência física e biológica. Já a diversidade, observada em plantas de cobertura e na biota edáfica, traduz a vitalidade do ecossistema agrícola. Todos esses indicadores, quando analisados em conjunto, expressam o grau de segurança produtiva e a racionalidade do manejo.

    O sistema plantio direto, consolidado como uma das maiores conquistas da agricultura conservacionista no Brasil, oferece um campo privilegiado para a aplicação dessa cultura. Seus três princípios básicos, cobertura permanente, diversificação de espécies e mínima mobilização do solo, somente podem ser garantidos mediante monitoramento constante. Avaliações periódicas permitem distinguir o plantio direto de alta qualidade de versões empobrecidas, que acabam reproduzindo problemas típicos da agricultura convencional, como compactação, erosão e dependência excessiva de insumos químicos.

     

    Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/

  • Dependência do fósforo ameaça agricultura

    “Hoje somos dependentes da adubação fosfatada”

     

    A agricultura mundial enfrenta um alerta crescente em relação à dependência da adubação fosfatada. O Fósforo é um nutriente essencial para o desenvolvimento das plantas, influenciando processos como enraizamento, formação de sementes e qualidade dos grãos. No entanto, trata-se de um recurso mineral não renovável, com reservas concentradas em poucos países, o que aumenta o risco de escassez e encarecimento, colocando em risco a segurança alimentar global.

    Nos solos tropicais, como os do Brasil, a baixa disponibilidade natural de fósforo reforça a necessidade de adubação. O problema é agravado pelo fenômeno da fixação, em que o nutriente rapidamente deixa de estar disponível para as plantas, exigindo aplicações em quantidades muito superiores às realmente necessárias. Isso eleva os custos de produção e acelera o esgotamento das reservas mundiais.

    “Hoje somos dependentes da adubação fosfatada. Para alcançar altas produtividades, é necessário um manejo sustentável não apenas ambientalmente, mas também economicamente. E isso passa, inevitavelmente, pelo uso do P, que é o grande gargalo”, explica Luiz Fernando Ribeiro, engenheiro agrônomo e responsável pela área de desenvolvimento de negócios da Superbac em Minas Gerais e Goiás.

    Frente a esse desafio, surgem alternativas tecnológicas capazes de aumentar a eficiência do uso do fósforo. Fertilizantes organominerais, já utilizados há décadas, e o avanço no uso de microrganismos que tornam o nutriente assimilável pelas plantas se destacam como soluções promissoras. Também ganham espaço os produtos biotecnológicos que combinam adubos químicos a condicionadores biológicos de solo, ampliando a absorção de nutrientes e reduzindo a dependência de insumos minerais.

    Apesar dos avanços, a adoção dessas tecnologias ainda enfrenta barreiras culturais e econômicas. A tradição de aplicar doses elevadas de fósforo, aliada à baixa fertilidade dos solos tropicais, dificulta mudanças de prática no campo. Para garantir a sustentabilidade da produção agrícola no longo prazo, é fundamental que produtores e indústria caminhem juntos em busca de soluções que mantenham a produtividade sem comprometer as gerações futuras.

     

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/