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ago 29 2025 Lavouras de canola apresentam desenvolvimento satisfatório no RS
Entre as culturas de inverno, a canola encontra-se em fase mais avançada de desenvolvimento, com 14% das áreas em desenvolvimento vegetativo, 67% em floração, 17% em enchimento de grãos, e 2% em maturação ou colhidos. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (28/08), as lavouras de canela apresentam satisfatório vigor vegetativo e pegamento de flores, em função da maior disponibilidade de radiação solar nas últimas semanas. Em razão da floração mais prolongada, característica da cultura, os cultivos estão simultaneamente com flores na extremidade superior das inflorescências (racemos) e síliquas em formação na parte basal. Essa condição assegura o potencial produtivo, especialmente quando associada à adequada atividade de polinizadores e fertilidade do solo.
Apesar do desempenho satisfatório, alguns fatores afetaram o potencial produtivo em áreas específicas, tais como chuvas excessivas na ocasião da semeadura; geadas na primeira semana de julho, que coincidiram com a fase de floração em algumas lavouras; e episódios recentes de granizo, a sanidade da cultura, em geral, é considerada adequada, e há baixa incidência de mofo-branco e redução de traça-da-canola. Contudo, a presença de pulgões foi registrada em algumas áreas, exigindo monitoramento e controle pontual.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura da canola se desenvolve com adequada emissão de brotações laterais e elevada quantidade de botões florais por ramo. As folhas basais apresentam bom porte e pequena senescência natural; já as folhas superiores e dos ramos laterais, de tamanho reduzido, mantêm sanidade apropriada. Na região, 70% das áreas estão em floração, 15% em enchimento de grãos — com excelente número de grãos por síliqua, e 2% em maturação. Destaca-se, ainda, a redução da incidência de traça-da-canola em relação ao observado em anos anteriores.
Trigo – As precipitações irregulares, com volumes elevados na Região Sul do Estado, causaram danos em algumas áreas cultivadas com trigo. Já no Noroeste e no Planalto, onde localizam-se a maior extensão de cultivo de trigo no RS, as precipitações foram moderadas, sem causar prejuízos ao desenvolvimento das lavouras.
Atualmente, a cultura do trigo apresenta 82% das lavouras em fase vegetativa; 15% em floração; e 3% em enchimento de grãos. Em relação às condições de desenvolvimento, de modo geral, as plantas apresentam vigor vegetativo e sanidade satisfatórios e expectativa positiva de rendimento. Contudo, ainda há preocupação por parte dos produtores com a ocorrência de doenças fúngicas em áreas de maior umidade e no período crítico de floração. As aplicações de fungicidas serão retomadas, assim que melhorarem as condições de trânsito nas lavouras.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, as condições climáticas antes das chuvas foram favoráveis ao crescimento do trigo, permitindo a realização de adubação nitrogenada e controle de plantas daninhas. O estande é considerado uniforme, e a cultura apresenta bom vigor. Já na de Pelotas, as chuvas em 23 e 24/08, associadas à alta nebulosidade anterior, à cerração frequente e às temperaturas mais baixas, limitaram o desenvolvimento vegetativo das lavouras. Apesar do atraso relativo no crescimento das plantas, as condições de sanidade permanecem satisfatórias.
Aveia-branca – As lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório, favorecido pelas temperaturas amenas, adequada disponibilidade de radiação solar e manutenção da umidade nos solos. As precipitações mais intensas concentraram-se na Região Sul do Estado, sem comprometer de forma generalizada o andamento da cultura.
Em termos fenológicos, a fase vegetativa ainda é predominante, abrangendo 52% das áreas, estando ainda 28% estão em floração, 17% em enchimento de grãos, e 2% em maturação. Foi colhida uma pequena parcela, que corresponde a áreas implantadas antes do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e que sofreram danos por geadas em julho, resultando em antecipação do ciclo, baixos rendimentos e grãos de qualidade inferior, destinados ao arraçoamento animal. Entretanto, essa área não tem representatividade estatística.
Cevada – A cultura apresenta evolução satisfatória, beneficiada por precipitações entre 20 e 40 mm nas regiões de maior extensão de cultivo, contribuindo para a reposição da umidade do solo e favorecendo o final do desenvolvimento vegetativo. Estão 92% das áreas em fase vegetativa e 8% em florescimento, com perspectivas produtivas compatíveis às expectativas iniciais. Além disso, a sanidade e o vigor dos cultivos continuam adequados, sem registros de incidências relevantes de pragas ou doenças.
Na região administrativa de Erechim, as lavouras de cevada apresentam desenvolvimento uniforme e ótima sanidade. Esses cultivos, de elevada qualidade, são destinados principalmente à indústria cervejeira. Já na região de Ijuí, as lavouras destinadas à produção de grãos para malteação encontram-se predominantemente em estádio de alongamento do colmo, com boa condição fitossanitária. Já as áreas voltadas ao consumo animal estão em início de emissão de espigas, também com adequado desenvolvimento e vigor vegetativo.
CULTURAS DE VERÃO
Milho – As precipitações ocorridas na semana passada interromperam de forma momentânea o plantio do milho em diferentes regiões do Estado. De forma geral, as chuvas foram benéficas para garantir a adequada disponibilidade hídrica nos solos, favorecendo a germinação e a emergência dos cultivos. Contudo, em áreas da Metade Sul, onde os volumes pluviométricos superaram os 200 mm, houve encharcamento de lavouras, especialmente em várzea, atrasando a retomada da operação.
As primeiras áreas implantadas com milho no Estado apresentam adequado estande de plantas e estão em estádios iniciais de desenvolvimento vegetativo, entre VE e V3/V4 (emergência e quatro folhas visíveis). Observa-se bom vigor inicial nas áreas semeadas em solos bem drenados. Já nos locais com excesso de umidade, há risco de perdas iniciais por apodrecimento de sementes e dificuldade de emergência.
A semeadura do milho deverá ser acelerada nos próximos dias, pois o calendário de plantio está dentro da janela considerada de menor risco, conforme o Zarc.
A Emater/RS-Ascar está finalizando o levantamento da área cultivada e do potencial produtivo da cultura. A perspectiva é de que aumente a extensão de área de cultivo. As informações consolidadas serão divulgadas em evento específico na próxima terça-feira (02/09), durante a 48ª Expointer. A produtividade da Safra 2024/2025 foi de 7.378 kg/ha. A área cultivada totalizou 718.190 hectares (IBGE).
FRUTÍCOLAS
Ameixa – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a variedade Fortune, conhecida como “Italianinha”, está em plena floração. Muitos agricultores dispensaram o uso de indutores de brotação para a quebra de dormência, em virtude do satisfatório acúmulo de horas de frio registradas até o momento. No atual cenário, a não utilização dos indutores de brotação também é uma estratégia para garantir um período de floração mais longo, que, às vezes, ocorre em 2 ou 3 ciclos, evitando perdas totais de produção por geada, visto que a planta estaria em diferentes estágios fenológicos e, consequentemente, distintos níveis de resistência ao frio. A variedade Letícia, segunda mais cultivada na Serra, ainda está em dormência. Contudo, em pomares localizados em regiões com microclima mais ameno, os produtores iniciam o uso de indutor de brotação, visto que essa variedade é mais exigente em horas de frio.
Morango – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, a safra foi aberta oficialmente em Bom Princípio, a Capital Estadual do Morango, em solenidade no dia 09/08, no centro da cidade, em frente ao Morangão de Bom Princípio, estrutura de 7 metros de altura em formato de morango. Em levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar e em parceria com a Secretaria da Agricultura do município, estima-se que há 1,124 milhão plantas de morango em produção comercial, com expectativa de colheita de mais de 1,0 milhão de quilos da fruta. De maneira geral, o tempo tem favorecido o desenvolvimento das plantas e a formação dos frutos. Na maioria das lavouras, observa-se intensa emissão de flores neste período, o que indica boa produção em início de setembro, quando ocorrerá a 21ª edição da Festa Nacional do Moranguinho.
O morango continua em destaque em âmbito nacional em função da popularização do doce “Morango do Amor”. A alta procura pressionou os preços para cima no início de agosto, chegando a R$ 60,00/kg. Atualmente, com o aumento da colheita, houve redução nos preços, mas ainda seguem em alta, variando entre R$ 30,00 e R$ 45,00/kg, conforme o tamanho e a quantidade vendida.
Pêssego – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, apesar de ainda ter pomares em florescimento, a maioria está no final da floração, na fase de queda das pétalas, e iniciando brotação foliar. Os produtores continuam realizando a primeira adubação e os tratamentos fungicidas preventivos, pois a floração é uma fase bastante crítica para a entrada de doenças nas frutas. O estado fitossanitário e o aspecto vegetativo das plantas indicam ótima safra para este ano, o que anima os produtores, mas ainda há grande preocupação em relação às geadas.
PASTAGENS E CRIAÇÕES
Os efeitos das chuvas foram variáveis nas regiões: em algumas, provocaram barro e retardaram o desenvolvimento das pastagens; em outras, estimularam o rebrote das áreas nativas e cultivadas e permitiram a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura. Continuou a semeadura de milho para silagem, e os produtores se organizaram para a implantação das forrageiras anuais de verão, garantindo a continuidade da oferta de alimento aos rebanhos. As lavouras de aveia, estabelecidas no outono, estão em fase final de ciclo, e houve redução acentuada na disponibilidade de folhas e na qualidade da forragem.
OVINOCULTURA – As chuvas e a queda das temperaturas afetaram o bem-estar de grande parte dos rebanhos. Os ovinocultores estão focados no manejo das matrizes e de cordeiros, com atenção especial ao período de parição. São realizados procedimentos como assinalação, castração, caudectomia e a administração da vacina contra ectima contagioso, assim como as vacinações contra clostridioses, principalmente em cordeiros que recebem maior aporte nutricional.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, as condições dos rebanhos continuaram satisfatórias, bem como o escore corporal. No entanto, a menor luminosidade e a queda gradual das temperaturas reduziram a disponibilidade de forragem, levando produtores a intensificar a suplementação com silagem, ração e feno. Na de Passo Fundo e na de Santa Maria, os rebanhos apresentaram condições sanitárias propícias. O mercado de carne seguiu estável, e houve equilíbrio entre oferta e demanda. Já na de Soledade, a maior parte dos rebanhos apresentou escore corporal dentro do esperado, assim como as condições sanitárias; as verminoses foram controladas. A oferta de cordeiros permaneceu baixa, e a lã fina foi comercializada a R$ 3,00/kg.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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ago 29 2025 Confira como está o mercado de trigo
O mercado disponível de trigo no RS permanece lento
As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul seguem em ótimo desenvolvimento, com 95% das áreas em boas ou excelentes condições, segundo levantamento da TF Agroeconômica. Apenas 5% das lavouras são consideradas medianas, enquanto 4% já iniciaram o enchimento de grãos, 14% estão em florescimento e 82% em desenvolvimento vegetativo. A colheita deve começar em 15 de outubro, com potencial de colher até 15% das áreas ainda em outubro. A qualidade e sanidade das lavouras são destacadas como muito boas, o que mantém as expectativas positivas para a safra estadual.
O mercado disponível de trigo no RS permanece lento, influenciado pelo abastecimento dos moinhos e pela limitada oferta do cereal. Os preços indicativos para venda no interior variam entre R$ 1.250,00 e R$ 1.300,00 por tonelada, com trigo branqueador na região de Lagoa Vermelha cotado a R$ 1.650,00 FOB. O estoque final de safra velha deve se encerrar em setembro nas mãos de armazenadores, com o estoque de passagem ficando integralmente com os moinhos. Até o momento, cerca de 90 mil toneladas da safra nova já teriam sido negociadas, sendo 60 mil para exportação e 30 mil para moinhos.
Em Santa Catarina, o mercado segue travado, com pequenas vendas pontuais e vendedores locais sem trigo disponível para a safra nova. O excesso de oferta de trigo gaúcho limita aumentos de preço, que estão entre R$ 1.300 e R$ 1.330 FOB, mais frete e ICMS. Os preços pagos aos produtores no estado tiveram recuos em algumas regiões, como Canoinhas (R$ 75,00/saca) e Xanxerê (R$ 75,00/saca), enquanto outras regiões mantiveram ou tiveram leves altas.
No Paraná, o mercado também segue lento, com preços spot recuando para R$ 1.400 CIF e preços futuros em R$ 1.300 CIF moinho. O trigo importado, principalmente do Paraguai e da Argentina, apresenta-se competitivo em comparação ao produto local. A média de preços pagos aos produtores paranaenses recuou 0,57%, para R$ 75,44/saca, mantendo a margem de lucro dos triticultores em torno de 3,5%, abaixo do observado no início do ciclo, mas ainda com oportunidades de lucro no mercado futuro.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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ago 29 2025 Nova tecnologia promete soja mais resistente
Três gigantes do agronegócio anunciaram um passo importante para o futuro da soja no Brasil. A BASF, em parceria com a Corteva Agriscience e a MS Technologies, firmou um acordo que promete levar ao campo a primeira tecnologia de resistência a nematoides disponível comercialmente. O avanço é considerado estratégico, já que esses microrganismos, como o nematoide de lesões radiculares e o nematoide de cisto da soja, estão entre os principais vilões da produtividade e são de difícil controle pelas práticas convencionais.
Segundo as empresas, a nova característica genética apresentou resultados consistentes em testes de longa duração, garantindo elevado nível de proteção contra os nematoides. Essa inovação será incorporada às sojas Enlist E3® e Conkesta E3®, que já oferecem benefícios consolidados aos produtores. A primeira permite o uso combinado de diferentes herbicidas para o manejo eficiente de plantas daninhas resistentes, enquanto a segunda alia a mesma tolerância a herbicidas com proteínas específicas para o combate a lagartas que atacam a cultura.
A combinação dessas tecnologias deve ampliar o leque de ferramentas disponíveis ao agricultor, reforçando a sustentabilidade e a segurança da produção. Para a BASF, a iniciativa representa a entrega de uma solução inédita em biotecnologia agrícola; para a Corteva e a MS Technologies, a oportunidade de agregar valor a materiais que já têm grande adesão entre os produtores latino-americanos.
A previsão é de que as primeiras cultivares contendo a nova característica estejam acessíveis aos agricultores brasileiros no final desta década ou início da próxima, após a conclusão dos processos regulatórios e testes adicionais. Outros mercados também podem ser contemplados futuramente.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/