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8 de setembro de 2025

  • Tecnologia no campo explica a força por trás da supersafra de soja, por Christian Pflug

    A safra brasileira de grãos 2024/25 caminha para um marco histórico. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve colher 339,6 milhões de toneladas, um salto de 42,2 milhões sobre a safra anterior. Entre os destaques, a soja brilha com 169,5 milhões de toneladas estimadas, o maior volume já registrado. Esse avanço não veio por acaso: ele é resultado direto da combinação de boas condições climáticas, gestão profissional no campo e o uso estratégico de ferramentas como biotecnologia, genética avançada e tratamento de sementes.

    Nesse cenário, quando combinadas, as tecnologias têm se mostrado ainda mais eficazes. Sistemas compostos por genética de alta performance, biotecnologias e herbicidas apresentam resultados superlativos, especialmente no controle de pragas. É o caso do controle do caruru (Amaranthus hybridus), uma das plantas daninhas mais severas que atingem as lavouras de soja. A daninha pode impactar a produtividade da oleaginosa em até 80%, segundo estudos da Embrapa, pois se trata de uma planta exótica e extremamente agressiva e de difícil controle, já que compete diretamente com as culturas por água, luz e nutrientes, reduzindo drasticamente a produtividade das lavouras. O uso combinado das cultivares com biotecnologias, aliado ao correto manejo de herbicidas para controle de plantas daninhas, impulsiona significativamente a produtividade da soja.

    A genética também desempenha um papel decisivo no campo. O desenvolvimento de cultivares adaptadas às principais regiões produtoras, que associam tolerância a herbicidas com proteção contra lagartas, é um dos maiores desafios na cultura da soja. Dispor de soluções que deem conta da questão é fundamental para o sucesso dos produtores. Atualmente, o mercado oferece opções elaboradas a partir de alto volume de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Como resultado, a inovação genética se tornou verdadeira aliada dos produtores rurais, trazendo elevado desempenho agronômico.

    Outro pilar dessa transformação silenciosa no campo é o Tratamento de Sementes (TS). Aplicações direcionadas de defensivos, bioestimulantes e nutrientes ainda na semente asseguram proteção nas fases iniciais da planta, elevando as chances de emergência uniforme e vigorosa. Isso se traduz em lavouras mais resilientes e produtivas desde o primeiro estágio da safra, especialmente em regiões com histórico de estresse climático ou alta pressão de pragas.

     Ao olhar para os números, fica evidente que a safra 2024/25 não é apenas um feito climático ou estatístico, mas o resultado direto da adoção de tecnologias modernas, de uma gestão profissional e do tratamento de sementes. Essa tríade fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e aponta para um futuro em que produtividade, sustentabilidade e inovação caminham lado a lado, com o produtor rural no centro dessa transformação.
    Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/
  • Buva desafia produtores e eleva custos: manejo integrado é chave no controle

    Evolução da resistência varia de acordo com o histórico de uso de herbicidas

     

    A buva (Conyza bonariensis), planta daninha presente em praticamente todas as regiões agrícolas do Brasil, segue como uma das principais ameaças à produtividade das lavouras. Altamente adaptável e resistente, a espécie tem elevado os custos de produção, exigindo investimentos crescentes em herbicidas, maquinário e estratégias de manejo integrado.

    Segundo pesquisadores, o avanço da resistência da buva aos herbicidas tradicionais, como o glifosato, preocupa agricultores especialmente em áreas de soja, milho e trigo. Em algumas regiões, relatos indicam resistência múltipla a diferentes mecanismos de ação, o que compromete a eficiência do controle químico isolado e pressiona a adoção de medidas complementares.

    Evolução da resistência

    A evolução da resistência varia de acordo com o histórico de uso de herbicidas em cada região. No Sul do Brasil, por exemplo, a dependência histórica do glifosato acelerou a seleção de biótipos resistentes. Já no Cerrado, embora a resistência seja mais recente, sua disseminação ocorre de forma rápida, impulsionada pela grande área cultivada em sistema de plantio direto e pelo uso repetitivo dos mesmos produtos.

    Técnicas de manejo mais eficazes

    Entre as estratégias mais eficientes, o manejo integrado se destaca. O uso de herbicidas pré-emergentes, combinado com aplicações pós-emergentes de diferentes mecanismos de ação, tem mostrado resultados consistentes. Além disso, a rotação de culturas e a utilização de coberturas vegetais são apontadas como práticas fundamentais para reduzir o banco de sementes no solo. Em algumas áreas, produtores também relatam maior eficiência ao associar controle químico e mecânico, especialmente em reboleiras mais densas.

    Avaliação entre controle químico e mecânico

    A escolha entre controle químico e mecânico deve considerar fatores como densidade de infestação, estádio de desenvolvimento da buva, custo de operação e condições climáticas. Enquanto o controle químico é mais viável em áreas extensas e com infestação inicial, o manejo mecânico pode ser uma alternativa para situações pontuais ou em áreas onde a resistência já limita a eficácia dos herbicidas.

    Influência do clima no ciclo da buva

    O clima exerce papel decisivo no ciclo da buva. Em períodos de inverno mais ameno, com baixa ocorrência de geadas, a planta se estabelece mais facilmente e amplia sua janela de emergência. Já em verões quentes e chuvosos, a germinação tende a ser mais intensa, favorecendo a rápida multiplicação da população. Esse comportamento exige monitoramento constante e ajustes no calendário de manejo.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/