Daily Archives

23 de setembro de 2025

  • Outubro começa com semeadura da soja

    Prazo está definido pela portaria 1.217/2025 do Mapa

    A partir de primeiro de outubro os produtores estão autorizados a iniciar a semeadura da soja na safra 2025/2026, segundo calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) através da Portaria n° 1.217/2025. Pela portaria, o período vai até o dia 28 de janeiro de 2026.

    O calendário é uma estratégia de enfrentamento da ferrugem asiática, garantindo assim o manejo da praga, a manutenção das ferramentas químicas e a produtividade da cultura para o estado.

    Vazio sanitário

    O vazio sanitário, que encerra no dia 30 de setembro, é o período em que é proibido cultivar, manter ou permitir, em qualquer estágio vegetativo, plantas vivas emergidas de soja em uma determinada área para evitar a ferrugem asiática.

    Durante este período, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) realiza inspeções para acompanhar o cumprimento da portaria. Até o momento foram realizadas 131 inspeções e encontradas duas lavouras com plantas vivas. Os proprietários destas lavouras foram notificados a realizar a destruição das plantas.

    Monitora Ferrugem

    O Monitora Ferrugem é um programa gaúcho desenvolvido pela Seapi e a Emater/RS-Ascar, em parceria com outras instituições. Através do uso de coletores de esporos instalados em diferentes localidades do estado, o Monitora Ferrugem avalia a presença de esporos associada a condições climatológicas, realizando um diagnóstico regionalizado sobre o risco de ocorrência da doença.

     

    Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Ferrugem asiática da soja tem focos identificados na safra 2024/2025

    Pesquisadores da Seapi monitoram o fungo; clima seco e ondas de calor limitaram avanço da doença

    A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, registrou as primeiras ocorrências já em outubro de 2024 no Rio Grande do Sul, logo após o fim do vazio sanitário, em lavouras de Cruz Alta. O monitoramento realizado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) e pela Emater/RS-Ascar detectou altos níveis de esporos (infecção) nas semanas iniciais da safra 2024/25, com destaque para Muitos Capões (602 esporos), Três Passos (372), Ijuí (293) e Cruz Alta (205).

    Os resultados constam da Circular Técnica nº 29 – Programa Monitora Ferrugem RS. Outubro e novembro concentraram os maiores níveis de inóculo, seguidos por março. Entre as regiões, o Planalto Médio apresentou a situação mais crítica, com 5.584 esporos, seguido pelo Planalto Superior–Serra do Nordeste (2.908) e pelo Alto/Médio Vale do Uruguai (2.281). A análise indicou que os picos do fungo ocorreram logo após períodos de chuva e em condições de alta umidade relativa do ar.

    Apesar da elevada infecção inicial, o clima freou a expansão da doença. A safra 2024/25 foi marcada pela neutralidade climática — sem predominância de El Niño ou La Niña —, mas com chuvas abaixo da média em grande parte do estado e ondas de calor em fevereiro e março, quando as temperaturas ultrapassaram os 41°C. Esses fatores reduziram a formação de novos focos e resultaram em avanço menor que o observado na safra anterior, quando o El Niño favoreceu a maior disseminação da ferrugem.

    O estudo conta ainda com a participação de outras instituições de pesquisa, além do Departamento de Defesa Vegetal (DDV/Seapi). O diretor do DDV destaca que o objetivo é monitorar a presença do fungo nas áreas de produção de soja e identificar as condições meteorológicas favoráveis ao seu desenvolvimento, permitindo a elaboração de um prognóstico de risco de ocorrência da ferrugem-asiática. “As informações geradas podem ser utilizadas para o início do controle da doença e para a tomada de decisão quanto ao uso de fungicidas”, enfatiza Ricardo Felicetti.

    Pesquisa e monitoramento

    O programa de monitoramento aerobiológico da ferrugem no RS mantém coletores de esporos em 77 lavouras de soja, distribuídas em 75 municípios que representam as 11 regiões ecoclimáticas do estado. Os dados são atualizados semanalmente e disponibilizados em mapas online, auxiliando produtores no manejo preventivo da doença.

    De acordo com a doutora em fitopatologia da Seapi, Andréia Mara Rotta de Oliveira, uma das autoras do estudo, os resultados da Circular Técnica “reforçam a relevância do monitoramento climático aliado à vigilância do patógeno como estratégia essencial para o manejo preventivo da ferrugem asiática da soja”.

    Atualmente, o estado cumpre o período de vazio sanitário da soja, em vigor de 3 de julho a 30 de setembro, quando é proibida a manutenção de plantas voluntárias ou em qualquer fase de desenvolvimento. A medida é considerada fundamental para reduzir a sobrevivência do fungo entre as safras.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Primavera começa nesta segunda-feira (22/9)

    Estação termina dia 21 de dezembro

    A primavera de 2025, que inicia nessa segunda-feira (22/9), às 15h19, tende a ser próxima da normalidade, ou seja, começa úmida, mas deve terminar mais seca aqui no Rio Grande do Sul. É o que prevê o meteorologista e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Flávio Varone.  “A exemplo do que nós tivemos no inverno, a primavera vai começar com uma condição bem típica da estação, com passagem de sistemas meteorológicos que provocam chuva regular e grande amplitude térmica”.

    De acordo com Varone, no final de setembro e durante o mês de outubro, a umidade vai predominar. “Vamos ter uma condição de nebulosidade, umidade e chuva durante vários momentos, e isso vai trazer uma condição para outubro de chuva dentro da média e até acima da média na metade Norte do Estado, principalmente”.

    Já para novembro, a tendência é de redução da chuva, com volumes abaixo do esperado em boa parte do Rio Grande do Sul. “Principalmente na segunda metade e no final do mês, a tendência é a diminuição da umidade e, consequentemente, da chuva”, acredita Varone. “Essa condição deve acontecer também em dezembro, que deve ser um pouco mais seco no Estado”.

    Com relação à temperatura, ainda haverá alguma massa de ar mais frio no começo da primavera. “No final de setembro e em parte de outubro também deve ter uma temperatura mais baixa em alguns momentos. Isso traz uma condição bem típica da estação que é uma grande amplitude térmica, ou seja, noites, madrugadas mais frias e temperaturas mais elevadas durante o período diurno, principalmente à tarde”, explica o meteorologista.

    “Então, em novembro e dezembro são esperadas temperaturas mais elevadas, acima da média. No último mês do ano, que já é o final da primavera (ela vai até dia 21), a temperatura deve estar bem mais alta aqui no Estado.”, conclui Varone.

     

    Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial