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23 de outubro de 2025

  • Manejo preventivo é chave para evitar fitotoxicidade

    As recomendações técnicas indicam realizar a dessecação antecipada

    A ocorrência de plantas daninhas “no limpo” em sistemas de plantio direto é um desafio recorrente nas lavouras de verão subtropical, exigindo atenção especial ao manejo herbicida. Segundo Guilherme Oliveira, desenvolvedor de produtos para milho na GDM Seeds, a adoção de estratégias preventivas é essencial para evitar perdas de produtividade e reduzir riscos de fitotoxicidade.

    O uso de herbicidas pós-emergentes como medida corretiva pode causar sintomas de sensibilidade no híbrido, especialmente quando associado a fatores como dose elevada, formulações mais agressivas e condições climáticas adversas que potencializam a absorção do produto. Embora a aplicação pós-emergente elimine o mato, o custo biológico imposto à planta é elevado, resultando em estresse e menor desempenho produtivo.

    As recomendações técnicas indicam realizar a dessecação antecipada da área com produtos sem residual que comprometam a germinação e o desenvolvimento inicial do milho. Além disso, destaca-se a eficiência do sistema “Plante e Aplique”, que combina o plantio com o uso de herbicidas pré-emergentes, como estratégia ideal para controlar o banco de sementes e impedir novos fluxos de plantas daninhas no período mais sensível da cultura.

    O manejo preventivo deve ser tratado como uma etapa estratégica do cultivo, não apenas como uma prática operacional. A escolha correta do manejo herbicida é fundamental para maximizar o potencial produtivo, evitando o estresse desnecessário da planta e os riscos de fitotoxicidade. As informações foram divulgadas em seu perfil na rede social LinkedIn.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • RTC alerta sojicultores para aumento da ocorrência da bicheira da semente no RS

    A Rede Técnica Cooperativa (RTC) emitiu um alerta aos sojicultores do Rio Grande do Sul sobre a ocorrência significativa da bicheira da semente (Delia platura) nas lavouras do Estado. As condições atuais de umidade elevada, presença de restos culturais e temperaturas mais baixas estão favorecendo o desenvolvimento dessa praga, que pode comprometer o estande de plantas e afetar diretamente a produtividade das lavouras.

    Segundo o pesquisador em entomologia da RTC/CCGL, Dr. Glauber Stürmer, a bicheira da semente é uma mosca cuja fase larval ataca principalmente os cotilédones das sementes de soja, causando a morte das plântulas e falhas na emergência. “Essa é uma praga extremamente silenciosa. Muitas vezes o produtor não visualiza o inseto, mas percebe o problema pelas falhas no estande de plantas”, explica o especialista.

    De acordo com Stürmer, as condições climáticas registradas nos últimos dias, com umidade, material vegetal em decomposição e a onda de frio prevista para continuar, são ideais para o aparecimento e multiplicação da praga nas áreas de cultivo. “Temos observado ocorrências significativas em diferentes regiões do Estado, o que exige atenção redobrada neste momento inicial de plantio”, reforça.

    A RTC orienta os produtores a intensificarem o monitoramento das áreas e verificarem a eficiência do tratamento de sementes, adotando medidas que favoreçam uma emergência rápida e uniforme da soja. Cuidados como a profundidade adequada de semeadura e o uso de sementes bem tratadas são fundamentais para reduzir os riscos de perdas.

    O alerta reforça o compromisso da RTC em fornecer informações técnicas atualizadas que auxiliem os produtores e cooperativas na tomada de decisões preventivas durante o manejo da safra.

    Fonte:https://rtc.coop.br/

  • Climacast de outubro destaca risco de chuvas abaixo da média e temperaturas mais altas no RS

    O Climacast Mensal, parceria entre a Agrymet e a RTC, trouxe uma análise detalhada das condições climáticas previstas para as próximas semanas e dos impactos esperados sobre os cultivos agrícolas no Rio Grande do Sul. A análise é da co-fundadora da Agrymet, Bárbara Sentelhas, que apontou tendências importantes para o período.

    Segundo Bárbara, o estado deve registrar volumes expressivos de chuva nos próximos dias, especialmente no noroeste gaúcho, com acumulados que podem chegar a 100 milímetros. No entanto, a meteorologista destaca que essa condição será passageira, dando lugar a um período de maior estabilidade a partir da próxima semana.

    As temperaturas também devem oscilar fortemente: após dias mais quentes, a entrada de uma nova massa de ar frio entre os dias 19 e 20 poderá provocar queda acentuada nas mínimas e até risco de geada tardia em regiões de maior altitude e áreas de baixada.

    No cenário climático de médio prazo, os modelos internacionais indicam uma tendência de formação de uma La Niña fraca e de curta duração. O fenômeno, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, pode influenciar o regime de chuvas no estado. “Há uma probabilidade elevada de que o trimestre entre outubro e dezembro registre precipitações abaixo da média, sobretudo nas regiões norte e noroeste do Rio Grande do Sul”, explica Bárbara.

    A especialista reforça que isso não significa ausência de chuva, mas sim uma redução no volume acumulado. “O estado continuará tendo eventos de precipitação, mas o total do período tende a ser inferior ao esperado para a época”, afirma.

    Em contrapartida, a tendência para as temperaturas é de valores acima da média histórica, o que reforça o alerta para o manejo de culturas sensíveis ao calor e à falta de umidade.

    Para os agricultores gaúchos, essas projeções exigem atenção redobrada nas estratégias de plantio e irrigação, especialmente nas regiões mais vulneráveis à irregularidade das chuvas.

    O Climacast publicado faz parte da parceria entre a Agrymet e a RTC, com o objetivo de levar informações técnicas e acessíveis sobre o clima e seus impactos na produção agrícola. Acompanhe as próximas atualizações no aplicativo SmartCoop e nas plataformas da RTC.

     

    Fonte:https://rtc.coop.br/