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13 de novembro de 2025

  • Centro de Pesquisa de Sementes é tema do próximo “Chimarrão com Inovação”

    Apresentação ocorrerá na sexta-feira (14/11), às 10h, no canal do DDPA no Youtube

     

    O Centro de Pesquisa de Sementes (Cesem), em Júlio de Castilhos, e seu papel para a evolução da Pesquisa Agropecuária Gaúcha é o tema a ser abordado na próxima edição do “Chimarrão com Inovação”, na sexta-feira (14/11). O evento é organizado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e será transmitido de forma online e gratuita, a partir das 10h, no canal do DDPA no Youtube.

    O Centro de Pesquisa de Sementes foi fundado em 1937 para desenvolver pesquisas na área de melhoramento de plantas anuais, como o trigo e, posteriormente, a soja. O cenário atual, marcado pelas mudanças climáticas, trouxe novas demandas de pesquisa para o Cesem.

    “As atividades de pesquisa na produção vegetal vem focando em sistemas de cultivo que coordenam técnicas de manejo de conservação do solo, integração de diferentes espécies anuais de cobertura e produção de grãos, integração lavoura-pecuária e potencialização de sistemas de cultivo com baixa emissão de carbono”, destaca a pesquisadora Liege Camargo da Costa, que atua no Cesem desde 2011.

    A apresentação também abordará o acordo de cooperação assinado entre a Secretaria e a Cooperativa Agrícola de Júlio de Castilhos (Cotrijuc) como um exemplo de parceria público-privada no fortalecimento da pesquisa agropecuária gaúcha.

    Chimarrão com Inovação – Centro de Pesquisa de Sementes e a evolução da pesquisa agropecuária gaúcha

    Data: 14 de novembro, sexta-feira

    Horário: 10h

    Link: https://www.youtube.com/live/RW9fsdw60cA?si=IEkPlFFWTtn0jtul

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Pesquisa da RTC mostra que a escolha da cultivar pode dobrar a produtividade da soja

    A cada safra, uma nova história é escrita nas lavouras gaúchas. E, segundo o pesquisador em manejo de culturas da RTC/CCGL, Dr. Tiago Hörbe, essa narrativa começa muito antes da chuva cair: nasce na escolha da cultivar.
    “Quando o produtor sai com a plantadeira do galpão, ele já está definindo o enredo da safra”, afirma Hörbe. “A decisão sobre qual cultivar utilizar e como posicioná-la é determinante para o sucesso da produção. Depois que a semente está no solo, não há segunda chance. A próxima oportunidade virá apenas no ano seguinte.”
    Os resultados das pesquisas conduzidas pela Rede Técnica Cooperativa (RTC) comprovam o peso dessa decisão. Em um mesmo talhão, sob as mesmas condições de solo, manejo e clima, a simples troca de uma cultivar por outra gerou diferença de até 15 sacas por hectare. “O ambiente era o mesmo o que mudou foi apenas o genótipo. E essa variação representa um impacto econômico expressivo”, pontua o pesquisador.
    Nos últimos cinco anos, a equipe da CCGL avaliou 20 cultivares de soja, de diferentes ciclos, em quatro épocas de semeadura, de outubro a dezembro. O estudo mostrou que o desempenho das plantas varia significativamente conforme o grupo de maturação e o momento de plantio, revelando um intervalo ideal entre 5 e 20 de novembro, quando as condições de água e luminosidade tendem a favorecer a expressão do máximo potencial produtivo.
    Ao compilar os resultados das cinco safras (2020 a 2024), a média das lavouras “erradas” ficou em 38 sacas por hectare, enquanto os experimentos mais assertivos alcançaram 81 sacas. “A diferença de mais de 40 sacas mostra o valor do planejamento. Não é sobre acertar o olho da mosca todo ano, mas sim sobre reduzir erros com estratégias simples, como o escalonamento de épocas de semeadura e grupos de maturação”, explica Hörbe.
    O estudo também analisou o comportamento climático do Rio Grande do Sul nas últimas três décadas. O levantamento indica que 72% dos anos são marcados por incertezas climáticas, entre episódios de La Niña, El Niño e neutralidade. “O produtor precisa entender que o clima é incerto, mas previsível dentro de certos padrões. Quando ele combina diferentes épocas de semeadura com cultivares de ciclos distintos, consegue driblar estresses hídricos, tanto precoces quanto tardios”, destaca o pesquisador.
    Com base em dados históricos, a RTC aponta que anos de La Niña fraca,condição projetada para a safra 2025/26, podem, inclusive, oferecer excelentes produtividades, desde que o manejo seja ajustado. “Muitos agricultores estão céticos após os desafios das últimas safras, mas os dados mostram que há boas perspectivas. O clima pode ser favorável, desde que a decisão técnica esteja correta”, reforça Hörbe.
    A recomendação prática é dividir a área em três blocos de semeadura, espaçados por cerca de dez dias, combinando cultivares de grupos de maturação com diferença mínima de cinco pontos. Essa estratégia amplia a estabilidade produtiva e reduz o risco de perdas concentradas por estresse climático. “O escalonamento é o que transforma a média em segurança. Quando o produtor distribui o risco, ele aumenta suas chances de acertar, independentemente do comportamento do clima”, resume o pesquisador.

    Pesquisa e tecnologia à disposição do produtor

    Os resultados apresentados fazem parte de uma ampla base de dados desenvolvida pela RTC, disponível na plataforma digital SmartCoop. “Nosso objetivo é dar previsibilidade à decisão do produtor. Dominar essa escolha é dominar o futuro da safra”, conclui Hörbe.
    Para quem deseja se aprofundar no tema, as análises completas estão disponíveis no canal da RTC no YouTube e na plataforma SmartCoop.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/