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17 de novembro de 2025

  • Show Técnico Cooperativo acontece em dezembro e deve reunir mais de dois mil produtores em Cruz Alta

    Nos dias 17 e 18 de dezembro, o Campo Experimental da CCGL recebe o Show Técnico Cooperativo, com 28 cooperativas e oito estações de inovação que apontam tendências para o futuro da agricultura

    O campo que ajudou a escrever parte da história da agricultura gaúcha será, mais uma vez, palco de inovação e cooperação. Nos dias 17 e 18 de dezembro, o Campo Experimental da CCGL, às margens da ERS-342, em Cruz Alta, receberá a edição 2025 do Show Técnico Cooperativo, um encontro que pretende reunir mais de duas mil pessoas, produtores, pesquisadores, técnicos e famílias, em torno de um propósito comum: compartilhar conhecimento e discutir o futuro do agro.

    Promovido pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), com a participação de 28 cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul, o evento chega a edição 2025 com a proposta de mostrar resultados de pesquisa transformados em soluções práticas para o campo. Serão dois dias de imersão técnica em um dos espaços de pesquisa mais tradicionais do país, um local que, desde 1971, serve como vitrine para a inovação agrícola e símbolo do cooperativismo gaúcho.

    “Estamos preparando uma entrega técnica de alto nível para todos os participantes. Tudo aquilo que pesquisamos, testamos e validamos será apresentado no Show Técnico. Compartilhar conhecimento é a nossa missão”, destaca Geomar Corassa, gerente de Pesquisa da RTC/CCGL.

    Ao longo do evento, os participantes percorrerão oito estações técnicas, conduzidas por pesquisadores e especialistas. As temáticas passam por tecnologias digitais, como a plataforma SmartCoop, que vem ampliando o acesso à informação e à gestão de dados nas propriedades, Planejamento forrageiro, Manejo de doenças, Manejo de insetos praga, Qualidade do solo, Clima e sistemas de produção, Gestão e Irrigação e Manejo de Plantas daninhas

    Mais do que demonstrar novas práticas, cada estação será um espaço de diálogo e troca, no qual a pesquisa se junta a realidade do campo.

    O Show Técnico Cooperativo também vai ser mais uma vez, um ponto de encontro de gerações. Além da programação técnica, o evento contará com espaço kids, reforçando o papel social e comunitário das cooperativas. A entrada é gratuita através das cooperativas e mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado à entidades assistenciais.

    “A ideia é que o produtor venha com a família e viva o espírito cooperativista em sua forma mais completa”, reforça Geomar.

    Mais do que um evento técnico, o Show Técnico Cooperativo é uma celebração da força do cooperativismo gaúcho e da capacidade de inovação do campo. No mesmo solo onde a Fundacep iniciou sua trajetória de pesquisa há mais de meio século, o agronegócio do futuro continua a ser desenhado: com tecnologia, sustentabilidade e, acima de tudo, cooperação.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Pré-emergentes na soja exigem uso combinado no Cerrado

    O manejo inicial da lavoura de soja depende cada vez mais do uso eficiente de herbicidas pré-emergentes, segundo Ranuelli Renon Flor, engenheiro agronomo. Em áreas de alta infestação ou com histórico de resistência, o uso correto dessas moléculas garante um início de safra mais limpo e com menor competição por recursos. A combinação entre diferentes grupos químicos é essencial para ampliar o espectro de controle e evitar falhas no manejo.

    Entre os produtos mais utilizados no Cerrado, destacam-se três princípios ativos com funções complementares. O S-metolacloro, do grupo 15, tem se mostrado altamente eficaz no controle de gramíneas anuais como capim-arroz, milhã e braquiária. Ensaios indicam desempenho entre 85% e 95% quando aplicado em condições de boa umidade. Seu efeito sobre folhas largas é limitado, sendo comum a associação com outras moléculas para reforçar o controle.

    Já o diclosulam, pertencente ao grupo 2, oferece excelente desempenho sobre folhas largas como caruru, picão-preto, corda-de-viola e leiteiro. Pode alcançar até 95% de controle em espécies suscetíveis e mantém residual próximo a 60 dias, dependendo do clima e do solo. No entanto, requer atenção quanto ao risco de efeito residual sobre culturas implantadas na sequência.

    A flumioxazina, do grupo 14, é hoje uma das principais alternativas para o manejo de folhas largas resistentes ao glifosato. Estudos mostram eficácia entre 90% e 98% em espécies sensíveis, sendo especialmente útil contra caruru, picão-preto e apaga-fogo. Seu desempenho sobre gramíneas é mais moderado, mas torna-se muito eficiente quando associada a moléculas com residual prolongado.

    “Nenhum pré-emergente “faz tudo” sozinho. A escolha deve considerar: banco de sementes do talhão, textura e matéria orgânica do solo, histórico de resistência, necessidade de residual”, conclui.

     Fonte: https://www.agrolink.com.br/
  • 1º Tambotec destaca evolução da pecuária leiteira na Campanha Gaúcha e apresenta resultados de propriedades assistidas pela CCGL

    A comunidade de Santa Lúcia, em Candiota, foi palco neste sábado (15) do 1º Tambotec: Dia de Campo da Pecuária de Leite, um evento regional que reuniu produtores, entidades e cooperativas para discutir caminhos de desenvolvimento da atividade na Campanha. A iniciativa foi organizada de forma integrada pela CCGL, Prefeitura de Candiota, Sindicato Rural, EMATER/RS, SENAR, COOPAMPA e CAMAL/COTRIJUC, fortalecendo a união entre instituições que atuam diretamente no avanço produtivo do setor.

    O Tambotec teve como propósito aproximar produtores de fontes de conhecimento técnico, promover capacitação prática e apresentar resultados de propriedades que vêm transformando seus sistemas de produção a partir de acompanhamento especializado. Entre os destaques do dia esteve o case da propriedade de Agérico e Luci Mere, escolhida como anfitriã do evento por representar, de forma concreta, o impacto da assistência técnica continuada.

    Associados à CAMAL/COTRIJUC e produtores de leite CCGL, Agérico e Luci Mere iniciaram o trabalho com a assistência técnica gerencial da CCGL em agosto de 2022. Na época, buscavam superar desafios relacionados à produtividade e qualidade do leite, com meta de alcançar 22 litros/vaca/dia. A partir de um diagnóstico completo, conduzido pelo Assistente Técnico de Campo Thiago Pereira Vieira, a propriedade reorganizou o sistema produtivo, adotou novas práticas de manejo e implantou melhorias estruturais, como aquisição de ordenha canalizada.

    Os resultados vieram em etapas. Em apenas quatro meses a produtividade saltou de 10 para 18 litros vaca/dia; já em 2024, a maioria dos gargalos já havia sido solucionada, restando apenas ajustes de CCS, resolvidos no ano seguinte, com redução superior a 60% e adequação à normativa. A partir de ajustes de adubação e aumento da produção de milho, a propriedade ampliou a oferta de alimento e consolidou a evolução produtiva. Em 2026, a média atingiu 30 litros/vaca/dia, desempenho que contribuiu para um crescimento geral de 344,2% no período de três anos de assistência e um incremento produtivo de 89,93% por vaca entre 2022 e 2025.

    Seu Agérico ressaltou que o crescimento da propriedade foi uma surpresa até para ele. “Ter alcançado 30 litros de média me surpreendeu, porque o sonho era menor, mas a assistência nos provou que é sempre possível chegar a patamares maiores”, pontuou.

    Já o produtor Vener Ebert Enns destacou a remuneração adicional oferecida pela CCGL pela produção de sólidos no leite, através do programa Mais Sólidos, Maior Valor. A propriedade da família trabalha há quatro décadas com vacas Jersey, e se dedica a aumentar a produção de sólidos. “A CCGL agrega muito, com certeza, seja na remuneração por sólidos, seja na assistência, que nos ajuda muito na propriedade, especialmente no que se refere ao manejo de solos”, pontuou.

    A produtora Solange de Abreu, que prestigiou o Tambotec, relatou mudanças significativas após a assistência técnica da CCGL, que orientou a adoção de ajustes de dieta, manejo e seleção do rebanho. “A vaca entrega o que a vaca come. Aprendemos que pequenos ajustes fazem toda a diferença no resultado final”, destacou.

    Ela lembra que com a orientação do Thiago fez uma seleção nas vacas da propriedade, diminuiu o plantel, mas aumentou a produção. “Diminuímos o número de vacas e passamos de 3 para 8 mil litros de leite”, pontua.

    Thiago explica que, neste caso, após os ajustes, a produtora já está aumentando a reposição de animais com maior potencial genético.

    Para a CCGL, o Tambotec se consolida como um espaço de diálogo, qualificação e demonstração prática de que a evolução da pecuária leiteira na Campanha é resultado de cooperação entre entidades e produtores. A primeira edição do evento mostrou que o desenvolvimento regional passa pela troca de conhecimento e pela valorização de práticas que fortalecem a atividade de forma contínua e sustentável.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Mês de outubro registra chuvas abaixo da média

    Informações estão no Comunicado Agrometeorológico 93 da Seapi

     

    O mês de outubro, segundo o Comunicado Agrometeorológico nº 93, se caracterizou pelas chuvas abaixo da média no estado. O Comunicado é uma publicação mensal da equipe do Laboratório de Agrometeorologia e Climatologia Agrícola (LACA) do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    O total de chuva variou entre 50 e 150 mm, especialmente na região central do estado. No extremo sul, no entanto, os valores foram inferiores e variaram entre 30 e 50mm. Por sua vez, na porção norte, os totais mensais variaram entre 150 e 300 mm. Os menores valores foram registrados na região da Campanha e Fronteira Oeste, enquanto os maiores totais mensais ocorreram em áreas da divisa com Santa Catarina, no Litoral Norte e também na região Metropolitana de Porto Alegre e no Alto Uruguai.

    De acordo com o Comunicado, “na comparação com a normal climatológica padrão (1991-2020), a precipitação pluvial de outubro ficou abaixo da média em praticamente todo estado, com desvios negativos entre -25 e -100 mm, com áreas pontuais com desvios até -150 mm”.

    No mês de outubro, as temperaturas médias do ar ficaram entre 14°C e 20°C na maior parte do RS, configurando um padrão próximo da normalidade. Os valores mais elevados concentraram-se na porção noroeste e oeste, onde ocorreram áreas com médias próximas de 18°C a 22°C enquanto as menores médias ocorreram na região da Campanha, Serra e Campos de Cima da Serra, com valores variando entre 14°C e 16°C. Não houve registro de geadas durante o mês de outubro.

    Culturas

    A redução na disponibilidade hídrica no mês de outubro não chegou a trazer prejuízos ao crescimento e desenvolvimento das plantas na maioria das lavouras estabelecidas no estado. De modo geral, as condições de tempo seco foram favoráveis ao avanço da colheita das culturas de inverno, que vem apresentando bons rendimentos, e também para a semeadura do arroz, especialmente nas áreas que vinham apresentando atraso de semeadura em decorrência do excesso de chuvas do início da primavera. Para a cultura da soja, a semeadura avançou lentamente, tanto pela menor disponibilidade de umidade no solo em algumas regiões, quanto pela estratégia recomendada que é de escalonamento da semeadura para redução do risco climático. Em função das temperaturas do ar amenas observou-se redução na velocidade de germinação e emergência da soja em algumas áreas.

    As condições meteorológicas de outubro, de modo geral, foram favoráveis ao desenvolvimento das frutíferas na maior parte do Estado, especialmente as de clima temperado como videiras, pessegueiros, ameixeiras, kiwizeiros e caquizeiros, para as quais as expectativas são de boa safra, dada as condições registradas até o momento. No entanto, a ocorrência de dias com temperaturas mais baixas, no mês de outubro, pode ter prejudicado as frutíferas de clima tropical, como melancia e melão, que apresentaram em algumas regiões, desenvolvimento inadequado.

    Prognóstico climático

    O Comunicado indica também que as chuvas devem variar de normal a ligeiramente abaixo da média na maioria das regiões do Rio Grande do Sul nos meses de novembro e dezembro de 2025. O mês com maiores desvios negativos de precipitação pluvial deverá ser dezembro, especialmente na metade sul e no oeste do Estado. As temperaturas do ar sobem gradativamente, devendo ter anomalias mais positivas em dezembro. Os dados dos prognósticos são do Boletim Copaaergs.

    “O prognóstico de La Niña para essa safra, mesmo fraco e de curta duração, deve ser considerado como um sinal de atenção pelos produtores, pois deficiências hídricas podem ocorrer, mas não como uma tragédia anunciada. Condições de estiagens, recorrentes no Rio Grande do Sul, devem ser enfrentadas com planejamento e cuidados contínuos, especialmente com a adoção de estratégias de redução do risco climático como zoneamentos agrícolas, escalonamento de épocas de semeadura e seguro agrícola”, afirma a engenheira agrônoma e pesquisadora do DDPA, Amanda Heemann Junges, uma das autoras do Comunicado.

    Junges destaca ainda que é preciso observar os cuidados relativos ao uso e armazenamento de água, seja por meio de sistemas de irrigação e açudes, seja pela conservação e melhoria das propriedades dos solos, grandes armazenadores de água para os cultivos. Os outros autores da publicação são o meteorologista Flávio Varone, e as engenheiras agrônomas Loana Silveira Cardoso e Ivonete Fátima Tazzo, todos do DDPA/Seapi.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial