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9 de dezembro de 2025

  • Encontro sobre Canola e Carinata reunirá 25 cooperativas em Cruz Alta

    A Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL), a Rede Técnica Cooperativa (RTC) e a plataforma Smartcoop realizam, no dia 9 de dezembro, um encontro técnico estratégico voltado exclusivamente às cooperativas, com foco no papel cada vez mais relevante da canola e da carinata na agricultura do Rio Grande do Sul. O evento ocorrerá no Auditório Central da CCGL, em Cruz Alta, e reunirá representantes de direção, áreas comercial e técnica de 25 cooperativas, além de especialistas, pesquisadores e lideranças do setor produtivo, para discutir avanços, mercado e oportunidades para o cooperativismo gaúcho.

    A programação contempla um panorama técnico atualizado sobre as pesquisas conduzidas pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), destacando resultados recentes e as principais possibilidades de uso das duas culturas como alternativas para o sistema de produção do Estado. Os participantes terão acesso a análises que evidenciam o potencial de expansão, bem como seus desafios e oportunidades sob a perspectiva das cooperativas e dos produtores rurais.

    Outro eixo central do encontro será dedicado ao mercado. Especialistas apresentarão cenários e tendências para a comercialização de canola e carinata, abordando demanda crescente, utilização industrial, perspectivas de preços e novas cadeias que vêm se estruturando no Rio Grande do Sul e no país. O objetivo é fornecer aos gestores das cooperativas elementos estratégicos para a tomada de decisão e o planejamento de médio e longo prazo.

    A programação inclui ainda uma mesa-redonda com lideranças do setor, que abordarão o papel das cooperativas no fortalecimento dessas culturas e as oportunidades que surgem diante do avanço tecnológico e da busca por sistemas mais eficientes e sustentáveis.

    Com a iniciativa, CCGL, RTC e SmartCoop reforçam o compromisso com a inovação, o compartilhamento de conhecimento e o desenvolvimento do cooperativismo. O encontro se consolida como um espaço de diálogo qualificado e de construção conjunta de estratégias para ampliar a competitividade do agronegócio gaúcho.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Infestação de maria-mole e o risco da intoxicação em bovinos é tema de comunicado técnico da Secretaria da Agricultura

    Pesquisa foi feita em 2023 e 2024

     

    Uma boa cobertura vegetal e o pastoreio ovino são formas de controle mais eficazes contra a infestação de maria-mole (Senecio spp.), um grave problema que afeta a bovinocultura brasileira, especialmente a do Rio Grande do Sul. É o que apontou o estudo “Emergência e quantificação da infestação de maria-mole (Senecio spp.) em área de abrangência do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor – IPVDF”, realizado pelo pesquisador do Laboratório de Histopatologia, Fernando Karam em 2023 e 2024, em parceria com a Emater/RS-Ascar. A pesquisa deu origem ao Comunicado Técnico 11 “Infestação de maria-mole (Senecio spp.) e o risco da intoxicação: resultados de pesquisa”, lançado recentemente pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).

    Karam explica que a planta causa a seneciose, uma doença hepática fatal e sem tratamento nos animais, com alta letalidade (próxima a 100%). Segundo ele, nesses dois anos, foram visitadas propriedades rurais nos municípios de Guaíba, Eldorado do Sul, Viamão e Charqueadas. “Os resultados confirmaram o predomínio da infestação muito alta de maria-mole na maioria dos locais investigados e comprovaram que, nas poucas áreas de baixa infestação, esse fato deveu-se à boa cobertura vegetal e ao pastoreio ovino”, esclarece o pesquisador. “Essas medidas são as mais eficazes, entre outras, já que para a intoxicação nos animais não há soluções terapêuticas, e esse prejuízo na cadeia produtiva da bovinocultura é muito expressivo”.

    Karam conta que, principalmente no outono e no inverno, os bovinos ingerem acidentalmente a planta. “E nessa época ela possui alto teor de alcaloides tóxicos, exigindo controle por roçadas estratégicas, uso de ovinos e manejo do pasto para evitar mortes e grandes prejuízos econômicos”.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial