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dez 19 2025 Pesquisa que vira resultado: segundo dia do Show Técnico Cooperativo 2025 destaca decisões mais assertivas no campo
O segundo dia do Show Técnico Cooperativo 2025 reforçou o papel da pesquisa como ferramenta direta de tomada de decisão na agricultura. Realizado no Campo Experimental da CCGL, em Cruz Alta, o evento mobilizou produtores rurais, técnicos, pesquisadores e lideranças cooperativistas em uma programação voltada à aplicação prática do conhecimento, com impacto direto na rotina das propriedades.
Promovido pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), com a participação de 28 cooperativas do Rio Grande do Sul, o Show Técnico apresenta resultados de pesquisas desenvolvidas para responder às principais demandas do campo. Ao longo do percurso técnico, os visitantes acompanham oito estações de pesquisa que abordam temas como manejo de solo, fitossanidade, entomologia, gestão, produção de grãos e leite, além de espaços pensados para acolher as famílias, como o espaço kids.
Para o vice-presidente da CCGL, Guillermo Dawson Jr., o Show Técnico é o momento em que todo o trabalho desenvolvido pela RTC se materializa de forma clara e acessível. “É uma proposta que reúne cooperativas e traduz, em conhecimento, os resultados que chegam ao produtor. Aqui conseguimos enxergar disciplina, organização e uma entrega muito bem estruturada, pensada para quem está no campo”, destaca.
Segundo Dawson, o evento percorre temas fundamentais para a tomada de decisão nas propriedades, passando por manejo de solo, gestão, fitopatologia, entomologia, produção de grãos e leite. “É uma entrega consistente e robusta, construída de forma coletiva pela CCGL e pelas cooperativas do Rio Grande do Sul, para que esse conhecimento chegue cada vez mais longe”, afirma. Ele ressalta ainda que a RTC e a plataforma SmartCoop ampliam o conceito de intercooperação para além das fronteiras gaúchas.Para o diretor de Relações Institucionais da CCGL, Fábio Branco, “o cooperativismo é muito importante para o Rio Grande do Sul, especialmente na geração de emprego e na movimentação de renda, contribuindo para melhorar a renda do produtor”. Segundo ele, o Show Técnico “permite trazer o que há de melhor, seja em tecnologia, seja na técnica, na produção e, principalmente, na prática, a partir do trabalho desenvolvido na RTC e coordenado pela CCGL”.
A relevância do evento também é destacada pelas lideranças cooperativistas. Para Leocezar Nicolini, presidente da Cotriel e integrante do Conselho Técnico de Grãos da RTC/CCGL, o Show Técnico evidencia o papel estratégico da assistência técnica. “O que a CCGL e a Rede Técnica promovem é levar tecnologia e informação desde a implantação das culturas até a busca por mais eficiência e resultado. O diferencial está justamente na pesquisa que sai do campo experimental e chega à prática do produtor”, afirma.
Quem percorreu as estações técnicas confirma essa percepção. O produtor Adelar Gasparin, associado da Coopatrigo, de Garruchos (RS), destaca a aplicabilidade dos conteúdos apresentados. “Já visualizamos manejo de ervas daninhas, irrigação, época de plantio. É um show mesmo. Para nós, produtores, é uma grande riqueza de conhecimento, e vale a pena vir, mesmo deixando tarefas na propriedade”, relata.
Já o produtor Neuri Preto, da Coopibi, ressalta o caráter técnico e isento do evento. “Aqui a gente vê a realidade como ela é, baseada em pesquisa. As informações são apresentadas de forma simples, fácil de levar para o dia a dia da propriedade”, comenta.
Para o gerente de Suprimento de Leite da CCGL, Jair da Silva Mello, o Show Técnico cumpre um papel essencial ao integrar diferentes cadeias produtivas. “É fundamental trazer informação e tecnologia tanto para produtores de leite quanto de grãos, garantindo renda, sustentabilidade e continuidade das atividades no campo”, reforça.
Com grande participação do público e forte integração entre pesquisa, cooperativas e produtores, o Show Técnico Cooperativo 2025 segue, em seu segundo dia, consolidando-se como um dos principais espaços de difusão de conhecimento aplicado à realidade do campo, fortalecendo o cooperativismo e preparando o produtor para os desafios presentes e futuros da agricultura.Fonte: https://rtc.coop.br/
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dez 19 2025 Verão inicia neste domingo (21/12)
Estação deve ter chuvas abaixo da média
O verão no Hemisfério Sul começa oficialmente neste domingo (21/12), às 12h03 (horário de Brasília), e termina dia 20 de março de 2026, às 7h46. A estação tende a ter chuvas abaixo da média, segundo o meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), Flávio Varone. “O verão vai começar bastante úmido no final de dezembro, com muita nebulosidade e pancadas de chuva em boa parte do Rio Grande do Sul”, afirma. “Mas ao longo dos meses de janeiro e fevereiro ocorre uma diminuição dessa chuva”, prevê.
De acordo com Varone, as precipitações de dezembro vão favorecer algumas áreas onde está começando o plantio da safra de verão, mas podem prejudicar outras onde a safra já foi iniciada. “Outro lado bom é que os reservatórios vão atingir níveis satisfatórios em todas as regiões do Estado”.
Janeiro favorece a safra de verão
Em janeiro, as chuvas devem ser regulares no Estado. “Não se espera falta de umidade ao longo do mês. Claro que é sempre bom lembrar que os meses de verão têm a temperatura mais alta, com máximas passando dos 30 graus praticamente todos os dias”, enfatiza o meteorologista. “Isso favorece uma maior evaporação e evapotranspiração das plantas. Fazendo um balanço do que vai chover, com o que vai evaporar, não devemos ter grandes perdas nesse sentido. Então, em janeiro, mesmo com chuvas ocorrendo abaixo da média, devemos ter uma distribuição relativamente boa, o que vai favorecer a safra de verão”.
Fevereiro deve ser mais seco
Fevereiro deve ser mais seco em todo o Rio Grande do Sul. “A temperatura vai seguir próxima da normalidade, porém, vai aumentar a condição de evaporação e evapotranspiração das plantas, o que pode prejudicar algumas regiões do Estado”, alerta Varone. “O grande problema de fevereiro é que se esperam períodos curtos de estiagens, de 15 a 20 dias. E isso pode prejudicar principalmente as culturas de verão, como a soja, que precisa de mais umidade nesse período. Os eventos de chuva devem ficar mais espaçados ao longo do mês de fevereiro”, enfatiza o meteorologista.
Março deve ter chuvas expressivas
Conforme Varone, no final do verão, em março, a tendência é de retorno de chuvas mais expressivas. “Isso deve acontecer já no final de fevereiro e durante o mês de março”, avalia.
Temperaturas acima dos 30 graus
Com relação às temperaturas, a tendência é que fiquem acima dos 30 graus. “Não são esperadas grandes ondas de calor, como em períodos de 10 ou 12 dias com temperaturas próximas dos 40 graus. Não se espera isso”, acredita Varone. “Claro que em uns dois ou três dias, as temperaturas podem chegar perto dos 40 graus, mas não será a normalidade. O normal é que fiquem acima dos 30”, esclarece.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial