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dez 22 2025 Agrymet aponta atenção redobrada para chuvas intensas e temperaturas acima da média no RS
A mais recente edição do ClimaCast RTC CCGL, parceria entre a Rede Técnica Cooperativa (RTC) e a Agrymet, traz um alerta importante para os produtores do Rio Grande do Sul nas últimas semanas de dezembro e no início de 2026. A análise indica instabilidades climáticas, possibilidade de chuvas intensas em algumas regiões do Estado e temperaturas acima da média nos próximos meses, fatores que exigem atenção no manejo das lavouras.
As previsões são apresentadas pela CEO e cofundadora da Agrymet, Bárbara Sentelhas, especialista em meteorologia aplicada ao agronegócio, e integram o monitoramento climático contínuo oferecido pelo ClimaCast, que busca apoiar decisões mais seguras, sustentáveis e eficientes no campo
Chuvas retornam ao Estado a partir do dia 22
De acordo com a análise, a chuva chega a partir do dia 22 de dezembro, com a atuação de uma área de baixa pressão vinda da Argentina, que avança pelo Uruguai e alcança o território gaúcho.
As chuvas devem iniciar pela porção sul do Estado, com volumes entre 15 e 30 milímetros, podendo ser mais elevados em alguns pontos. No dia 23 de dezembro, a previsão indica chuvas mais intensas, especialmente nas regiões Centro-Sul, com acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros, aumentando o risco de excesso hídrico e impactos em áreas mais sensíveis. Nas regiões centrais e norte, a precipitação tende a ocorrer de forma mais isolada e com volumes menores, enquanto o leste e nordeste do Estado devem registrar menor ocorrência de chuva nesse período.
Outro ponto central da análise é o acompanhamento das condições do Oceano Pacífico. Segundo Bárbara Sentelhas, o fenômeno La Niña chegou a atingir os critérios mínimos de monitoramento, com temperaturas da superfície do mar abaixo da média no trimestre recente. No entanto, os dados mais atuais indicam que essa condição não deve se intensificar nem se prolongar.
A tendência é de que o Pacífico equatorial permaneça levemente mais frio durante o verão, mas caminhe para a neutralidade a partir de fevereiro, reduzindo os efeitos típicos de uma La Niña mais forte. Esse comportamento é influenciado pelo aquecimento observado em outras áreas dos oceanos, o que limita quedas mais acentuadas de temperatura.
Próximo trimestre: menos chuva em algumas regiões e calor acima da média
Para o trimestre janeiro, fevereiro e março, os modelos climáticos indicam chuvas abaixo da média, principalmente na região Centro-Sul do Rio Grande do Sul. Já as áreas Centro-Norte e Nordeste do Estado tendem a registrar volumes mais próximos da normalidade.
Em relação às temperaturas, há consenso entre os modelos analisados: o Estado deve enfrentar temperaturas acima da média, com anomalias entre 0,2°C e 1°C, especialmente no Centro-Oeste e extremo Oeste do Rio Grande do Sul. Esse cenário pode aumentar a demanda hídrica das culturas e exige atenção no manejo, especialmente em períodos de menor disponibilidade de água no solo.
A análise também aponta um sinal de alerta de longo prazo. Embora ainda seja cedo para afirmações definitivas, alguns modelos indicam a possibilidade de um evento de El Niño no segundo semestre de 2026. Caso se confirme, o fenômeno pode provocar chuvas mais intensas e períodos mais quentes, especialmente durante o inverno no Sul do Brasil. “É um indicativo que merece acompanhamento constante, pois eventos de chuva intensa no Rio Grande do Sul podem trazer impactos significativos”, reforça Bárbara.
Encerrando a última atualização mensal de 2025, o ClimaCast reforça a importância do planejamento baseado em informação qualificada, permitindo que os produtores se antecipem a riscos climáticos e adotem estratégias mais eficientes no campo. A parceria entre RTC e Agrymet segue em 2026, com novas análises e atualizações periódicas, fortalecendo a tomada de decisão, a sustentabilidade da produção e a busca por melhores resultados no agronegócio gaúcho.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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dez 22 2025 Chuvas retomam plantio da soja no Rio Grande do Sul
Semeadura da soja avança e atinge 89% no estado
A semeadura da soja no Rio Grande do Sul foi retomada e está próxima da conclusão na maior parte das áreas do Estado, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (18). O levantamento indica que 89% da área projetada já foi plantada, com predominância de lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo.
As chuvas registradas na primeira quinzena de dezembro recompuseram a umidade do solo e permitiram a retomada generalizada do plantio, além de favorecerem a recuperação fisiológica das lavouras implantadas em outubro e novembro, que apresentavam sintomas de estresse hídrico após um período seco de duas a três semanas.
Apesar da melhora nas condições hídricas, foram observados problemas pontuais de estabelecimento, principalmente em áreas com preparo convencional. Nessas regiões, a ocorrência de selamento superficial, formação de crostas e processos erosivos comprometeu a emergência das plantas, especialmente sob volumes elevados e concentrados de chuva. Em áreas conduzidas sob plantio direto, com cobertura adequada de palhada, a emergência foi mais uniforme e houve menor necessidade de replantio.
As lavouras semeadas dentro da janela preferencial apresentam estande e vigor inicial adequados, enquanto os plantios mais tardios exigem maior atenção quanto à emergência das plântulas. De acordo com a Emater/RS-Ascar, o cenário atual é considerado favorável, mas a manutenção do potencial produtivo dependerá da regularização das precipitações, diante da elevada demanda hídrica provocada pelas altas temperaturas e pela evapotranspiração. O escalonamento do plantio, decorrente de cerca de três semanas sem chuvas, é avaliado como um fator de redução de riscos produtivos frente à possibilidade de estiagens associadas ao fenômeno La Niña.
Até o momento, a pressão de doenças permanece baixa, com destaque para a ferrugem-asiática, que não apresenta incidência relevante nas lavouras acompanhadas.
Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares de soja no Estado, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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dez 22 2025 RTC desenvolve estudo sobre efeitos da pluviosidade e do manejo sobre a produtividade da soja em Cruz Alta
A cultura da soja é altamente dependente da água disponível no solo, sobretudo nas fases de florescimento e enchimento de grãos. Práticas de manejo do solo e das culturas com foco na sustentabilidade provocam alterações positivas na qualidade do solo. Diante da variabilidade climática acentuada no sul do Brasil, em especial no RS, entender como a pluviosidade influencia a produtividade de grãos da soja é fundamental para estruturar o manejo que propicie armazenar água no solo e definir estratégias técnicas e financeiras que visem à rentabilidade da propriedade a longo prazo. Desta forma, a Rede Técnica Cooperativa desenvolveu um estudo para analisar séries históricas de pluviosidade e avaliar a sua relação com a produtividade de grãos de soja a partir de um experimento de longa duração com diferentes manejos de rotação de culturas.
Para tal, foi analisada a produtividade de soja de 1986 a 2024 (39 safras) considerando a média do município de Cruz Alta e a média de um experimento conduzido na unidade de Pesquisa & Tecnologia da CCGL, do qual utilizou-se os dados do plantio direto no sistema sem rotação e com rotação de culturas. Para o cálculo da pluviosidade na safra de soja, considerou-se as chuvas de 01 novembro a 31 de março, utilizando-se os dados da estação meteorológica da CCGL entre as safras de 1974/1975 e 2023/2024 (50 safras).
Com o estudo, concluiu-se que em 50 safras de soja, somente em 18 a pluviosidade foi maior do que 800mm, indicando forte influência da restrição hídrica para a produção de soja. Na observação das 5 décadas, nota-se que em 4 houve presença frequente de deficit hídrico.
Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.
Fonte: https://rtc.coop.br/