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29 de dezembro de 2025

  • Lavouras de milho silagem reagem às chuvas de dezembro

    A semeadura do milho destinado à silagem voltou a avançar no Rio Grande do Sul após a ocorrência de precipitações recentes, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (25). As chuvas permitiram tanto a retomada do plantio quanto a recuperação parcial de lavouras afetadas anteriormente por altas temperaturas e pela escassez hídrica, além de impulsionarem a colheita, que até então ocorria de forma incipiente.

    De acordo com o informativo, “a intensidade dos danos provocados pela restrição hídrica variou conforme a qualidade do solo e os manejos adotados”, o que evidencia a influência desses fatores na capacidade das lavouras de enfrentar eventos climáticos adversos. A Emater/RS-Ascar estima que a área destinada ao milho para silagem alcance 366.067 hectares nesta safra, com produtividade média projetada de 38.338 quilos por hectare.

    Na região administrativa de Lajeado, os produtores já iniciaram o corte das lavouras para a confecção de silagem. Em Santa Maria, entretanto, a capacidade produtiva permanece reduzida em razão das altas temperaturas e da baixa precipitação registrada entre o final de novembro e o início de dezembro.

    Em Santa Rosa, a colheita segue em ritmo de avanço, com o uso de ensiladeiras autopropelidas de grande porte em propriedades de maior escala. Parte dos cultivos implantados após a colheita do trigo ainda se encontra em fase de desenvolvimento vegetativo, e a destinação final dessas áreas, para grão ou silagem, dependerá tanto das condições da cultura quanto do mercado.

    Já na região de Soledade, foram registradas perdas de produção e de qualidade nas lavouras mais precoces, especialmente aquelas em floração e enchimento de grãos. Segundo o levantamento, essas perdas variam conforme o manejo adotado, a qualidade do solo e as características do híbrido utilizado. As cultivares tardias, por sua vez, apresentaram recuperação após as chuvas recentes e demonstram maior potencial produtivo.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Mercado de trigo fecha ano sob pressão de oferta global

    Ao longo do período, os preços oscilaram

    O mercado internacional de trigo encerrou 2025 marcado por uma trajetória predominantemente negativa nos contratos negociados em Chicago, refletindo um ambiente de ampla oferta e dificuldades para sustentação de preços. Segundo análise da TF Agroeconômica, a tentativa de recuperação registrada no primeiro trimestre do ano não se sustentou e deveria ter sido aproveitada pelos agentes do mercado.

    Ao longo do período, os preços oscilaram dentro de uma estrutura técnica claramente baixista, com topos e fundos descendentes. As máximas anuais foram observadas entre janeiro e fevereiro, na faixa de 670 a 680 cents por bushel, enquanto as mínimas ocorreram entre outubro e novembro, próximas de 510 a 520 cents. A perda do patamar de 600 cents no meio do ano funcionou como um divisor técnico, acelerando o movimento de queda e reforçando a pressão vendedora.

    No campo dos fundamentos, a oferta global confortável teve papel central na limitação de qualquer reação mais consistente. Safras volumosas nos principais países produtores, estoques elevados e a ausência de perdas climáticas relevantes ao longo do ano impediram mudanças na dinâmica do mercado. No comércio internacional, a forte competitividade entre exportadores do Mar Negro e a sensibilidade dos compradores a preços reduziram a participação relativa dos Estados Unidos em diversos momentos, ampliando a pressão sobre os contratos futuros em Chicago.

    Fatores geopolíticos chegaram a gerar episódios pontuais de volatilidade, especialmente ligados às tensões no Mar Negro, mas sem interrupções prolongadas nos fluxos comerciais. Essas reações foram rápidas e logo revertidas. O cenário macroeconômico também contribuiu para o viés defensivo, com dólar relativamente forte ao longo do ano, reduzindo a competitividade do trigo americano e desestimulando posições compradas de longo prazo no mercado financeiro.

    No último trimestre, houve um repique técnico associado principalmente à cobertura de posições vendidas, sem entrada estrutural de novos compradores e sem alteração da tendência de médio e longo prazo. Para 2026, a leitura predominante aponta para um mercado operando em faixa lateral-baixista, com preços entre 500 e 580 cents por bushel, e possibilidade de alta consistente apenas diante de choques climáticos relevantes, eventos geopolíticos de maior impacto ou deterioração clara dos estoques globais.
    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Colheita da silagem de milho: ações importantes para maximizar a produtividade e qualidade do leite

         O setor de Difusão de Tecnologias da CCGL elaborou o Boletim Técnico nº 148 com orientações sobre a colheita da silagem de milho, destacando a importância desse volumoso na dieta de bovinos leiteiros e seu impacto direto na produção de leite e na rentabilidade das propriedades.

    O material reforça que a silagem de milho apresenta excelente relação custo-benefício, mas que a qualidade final do alimento depende de uma série de fatores, que vão desde o manejo da lavoura até o momento correto da colheita, o processamento da fibra e dos grãos e o acompanhamento técnico durante a ensilagem.

    Um dos principais pontos abordados é o ponto ideal de colheita, que deve ser definido com base no teor de matéria seca da planta inteira, recomendado entre 30% a 35% a depender de qual máquina irá processar este material (colhedora de forragem autopropelida ou acoplada ao trator), faixa que garante melhor fermentação, armazenamento e aproveitamento dos nutrientes. O boletim alerta que teores fora desse intervalo podem comprometer a digestibilidade da fibra, o consumo pelos animais e aumentar perdas produtivas.

    O conteúdo também detalha a influência do tipo de colhedora utilizada, diferenciando colhedoras de arrasto e autopropelidas, e destaca a necessidade de ajustes adequados das máquinas para garantir o correto processamento da fibra e a quebra eficiente dos grãos, fatores diretamente ligados à disponibilidade de amido e ao desempenho produtivo das vacas.

    Outro aspecto enfatizado é a importância do acompanhamento técnico durante todo o processo de ensilagem, desde o planejamento forrageiro até a regulagem de facas, cracker e tamanho de partículas, assegurando o máximo aproveitamento nutricional da silagem.

    O boletim completo está disponível na plataforma SmartCoop, onde é possível acessar todas as informações técnicas, tabelas e recomendações detalhadas.

     

    Fonte:https://rtc.coop.br/