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12 de janeiro de 2026

  • Produtores rurais poderão usar notas fiscais em papel remanescentes até 30 de abril

    Desde a segunda-feira (05/01), a emissão de nota eletrônica passou a ser obrigatória para todos os produtores rurais em operações internas no Rio Grande do Sul. Atendendo a pedido de produtores, a Secretaria da Fazenda prorrogo, até 30 de abril o prazo para utilização do talão de produtor rural impresso remanescente, de modelo 4. A medida é válida para produtores rurais com receita bruta inferior a R$ 360 mil.

    A ação visa garantir maior prazo de adequação às exigências que valem para todos os Estados a partir de norma definida no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A Receita Estadual gaúcha, em diálogo com o setor, está publicando decreto estadual, que formaliza a prorrogação do uso da nota em papel, a contar de 5 de janeiro.

    A partir de 1º de maio de 2026, fica vedada a emissão de Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.

    Entenda a mudança
    O modelo 4 da Nota Fiscal, em papel, conhecido como “talão do produtor”, deixou de ser aceito desde o último dia 5. A mudança começou pela faixa produtores dos que têm maior faturamento e, aos poucos, foi expandida para pequenos produtores. A obrigatoriedade começou a valer em 2021 para os que tinham faturamento superior a R$ 4,8 milhões. Em janeiro de 2025, foram abrangidos também quem teve receita bruta de R$ 360 mil ou mais com a atividade rural, além de todas as operações interestaduais. Para o último grupo, foi flexibilizado o uso das notas em papel até 30 de abril.

    AGILIDADE

    A modernização da documentação fiscal no setor agropecuário é uma mudança nacional que torna o processo de emissão de notas mais ágil e seguro, reduzindo burocracias, minimizando falhas no preenchimento dos dados e evitando o risco da perda de documentos, além de antecipar a realidade após a Reforma Tributária, que deve extinguir completamente as notas em papel.

    A Secretaria da Fazenda (Sefaz) oferece duas alternativas. O aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), disponível para download gratuito pelo celular, é o mais indicado. Como muitos trabalhadores estão no campo, sem acesso à internet, o APP pode ser utilizado no modo offline. Desta forma, os usuários emitem a nota fiscal e, quando o aplicativo é conectado novamente a uma rede de internet, a nota é autorizada.

    No próprio aplicativo, os produtores podem apontar problemas, sugerir recursos ou solicitar a inclusão de novos produtos para transação. Outra opção para a emissão de nota eletrônica é o Nota Fiscal Avulsa (NFA-e), também gratuito. O sistema é indicado para operações mais complexas, como, por exemplo, as de exportação.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Trigo enfrenta equilíbrio instável em meio a oferta ampla

    Os fatores de baixa seguem predominantes

    O mercado de trigo vive um momento de equilíbrio instável, marcado por forças que limitam quedas mais acentuadas, mas ainda insuficientes para alterar a tendência predominante de baixa observada nas últimas semanas. Segundo a TF Agroeconômica, o comportamento recente dos preços reflete mais ajustes técnicos e movimentos pontuais de cobertura do que uma mudança estrutural no cenário, influenciado por oferta global abundante, postura defensiva dos fundos e um ambiente macroeconômico adverso, com dólar valorizado.

    Entre os fatores de sustentação, ganham destaque os fundamentos produtivos e climáticos nos Estados Unidos, onde o déficit de umidade nas áreas de trigo de inverno eleva o risco para a safra 2026. Soma-se a isso a expectativa de redução da área plantada, estimada em 13,12 milhões de hectares, abaixo dos 13,42 milhões registrados na temporada anterior, sinalizando menor potencial de oferta futura. No campo geopolítico, a intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia, com ataques a embarcações civis próximas a Odessa e o uso de armamentos mais sofisticados, reforça o prêmio de risco logístico e mantém o mercado sensível a qualquer interrupção no fluxo exportador do Mar Negro. Os estoques finais dos Estados Unidos também apresentam leve viés altista, com projeção de 24,39 milhões de toneladas, abaixo do número divulgado em dezembro, ajudando a conter pressões negativas mais fortes.

    Por outro lado, os fatores de baixa seguem predominantes. Os fundos de investimento continuam pouco atuantes no lado comprador, enquanto o dólar forte frente ao euro reduz a competitividade do trigo americano. A oferta mundial permanece confortável, com diversos exportadores disputando espaço em um ambiente de competição agressiva por preços. No Brasil, a queda nas exportações, com janeiro registrando 287,4 mil toneladas frente a volumes maiores em meses anteriores, reforça a percepção de maior disponibilidade interna e pressão sobre as cotações.

    Apesar de o trigo estar barato em termos históricos recentes, o mercado ainda não apresenta sinais técnicos claros de reversão, mantendo a necessidade de acompanhamento atento dos relatórios do USDA e da evolução do conflito no Mar Negro, principais vetores de volatilidade no curto prazo.