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jan 15 2026 Agricultura divulga Calendário Oficial de Feiras e Exposições de 2026
O Calendário Oficial de Feiras e Exposições Agropecuárias do Rio Grande do Sul para o ano de 2026 foi publicado no Diário Oficial do Estado em 13 de janeiro de 2026, por meio da Instrução Normativa 01/2026. São 51 eventos cadastrados.
Como algumas datas podem sofrer alterações ao longo do ano, é aconselhável que o público vá acompanhando as atualizações do calendário no site da Secretaria. O link direto para o Calendário é www.agricultura.rs.gov.br/exposicoes-e-feiras.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 15 2026 Região Sul em alerta de tempestades até domingo (17)
A Região Sul do Brasil vem enfrentando um mês de janeiro com chuvas abaixo da média nesta primeira quinzena. No mês anterior, a maior parte dos três estados do Sul teve chuvas entre a média e acima da média, exceto pela porção centro-leste do Paraná, onde anomalias negativas de chuva predominaram e persistem. No entanto, uma mudança está prevista para os próximos dias.
Agora, o modelo de confiança da Meteored, o ECMWF, prevê uma sequência de dias de tempestades com chuvas intensas para a Região Sul do Brasil nos próximos dias, com os maiores acumulados previstos para o Nordeste do Paraná. Essas chuvas, porém, ocorrerão de forma irregular sobre a Região Sul. Confira a seguir onde e quando deve chover nos três estados.
A partir desta terça-feira (13) até o próximo domingo (18) a faixa leste entre Santa Catarina e o Paraná está sob alerta para tempestades intensas entre a tarde e a noite. Há previsão de raios, chuvas fortes e rajadas de vento acima de 40 km/h.
Tempestades com granizo são sistemas verticalmente intensos, formados quando há bastante umidade e calor próximos à superfície, e ventos capazes de transportar essa umidade para níveis elevados da atmosfera, onde a temperatura é abaixo de zero, iniciando os processos de congelamento.
Nessas condições, ocorre a formação de granizo, que, por sua vez, desencadeiram processos de eletrificação das nuvens, aumentando o risco de raios. Além disso, essas tempestades produzem chuva intensa e fortes rajadas de vento, resultado das correntes descendentes (para baixo) geradas pelo próprio sistema.
Na quinta-feira (15) as tempestades devem ser mais intensas sobre a região de Florianópolis (SC). A partir de sexta-feira (16), tempestades ainda estão previstas na faixa leste, mas uma nova frente fria avança pelo sul do Rio Grande do Sul, e as tempestades se espalham sobre quase toda a região ao longo do fim de semana.
A chegada de uma nova frente fria a partir de sexta-feira (16) deixa o Rio Grande do Sul em alerta para tempestades intensas desde a madrugada na fronteira Oeste, com risco de granizo.
As tempestades relacionadas ao avanço do sistema também devem alcançar o oeste de Santa Catarina e do Paraná até o fim do dia.
No sábado (17) as tempestades se espalham uma área que abrange desde o norte do Rio Grande do Sul e os territórios de Santa Catarina e Paraná, quase que em totalidade. As chuvas estão previstas serem mais intensas na faixa leste de Santa Catarina e do Paraná, embora não se descarte pancadas intensas em outras localidades ao longo do dia.
No domingo (18) ainda há risco de tempestades com chuvas intensas, principalmente no noroeste e nordeste do Paraná.
A previsão do ECMWF indica que os maiores valores acumulados de chuva até o final do domingo (18) devem ocorrer no Nordeste do Paraná, onde podem ultrapassar 100 mm.
No geral, a faixa leste da Região Sul (exceto pelo litoral sul do Rio Grande do Sul) deve receber mais chuva, com valores variando entre 60 mm e 100 mm, principalmente entre Santa Catarina e o Paraná.
Uma observação importante é que, enquanto no leste de Santa Catarina e ndo Paraná a chuva deve ocorrer de forma frequente ao longo de quase todos os dias, no Rio Grande do Sul os volumes tendem a se concentrar entre sexta-feira (16) e sábado (17), aumentando o risco de transtornos, especialmente alagamentos em áreas mais vulneráveis.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jan 15 2026 Controle do carrapato é um desafio para a pecuária gaúcha
Estado oferece gratuitamente teste sobre resistência dos parasitos aos principais carrapaticidas
O carrapato bovino, pequeno em tamanho, porém gigante em impacto, é um dos maiores desafios sanitários da pecuária brasileira. Estimativas apontam que o parasita acarreta prejuízos anuais superiores a US$ 3,9 bilhões no país, comprometendo produtividade, bem-estar animal e rentabilidade das propriedades.
No Rio Grande do Sul, as perdas chegam a R$ 300 milhões por ano, segundo dados da Emater/RS-Ascar, em série de entrevistas sobre o tema no programa de rádio da Instituição, disponível neste link.
Além da queda no ganho de peso e na produção de leite, o carrapato é vetor da tristeza parasitária bovina, considerada a principal causa de morte de bovinos no Estado. Embora registros oficiais indiquem cerca de dez mil mortes anuais, técnicos afirmam que o número real pode ser dez vezes maior, devido à subnotificação.
Outro fator alarmante é a resistência crescente aos carrapaticidas. Levantamento do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), revela que 70% das propriedades gaúchas já apresentam multirresistências, ou seja, os parasitas não respondem a pelo menos quatro das sete classes de produtos disponíveis. Em 5% das propriedades, não há eficácia em nenhum dos produtos comercializados, tornando o controle praticamente inviável.
Especialistas destacam que o problema não está apenas nos animais, mas principalmente no ambiente. Mais de 95% da população de carrapatos permanece no solo e no pasto, o que exige estratégias de manejo que vão além da aplicação de químicos. O ciclo do parasita, que se intensifica do verão ao outono, multiplica a infestação de forma exponencial, se não houver medidas preventivas já na primavera.
O pecuarista Ruberlei Jacques Dondé, de André da Rocha, cria bovinos de corte desde 2008 e alterna manejos convencionais e integrados. “Começamos o manejo no início da primavera e fazemos aplicações em sequência até dezembro e isso tem garantido uma baixa população de ectoparasitas. Mas no alto verão, como agora, aumenta o desafio, com novas gerações apresentando carrapatos. Aí entramos com mais um produto que ajuda no controle de carrapatos que podem já estar nos animais. O importante é o produtor conhecer como os produtos funcionam e posicionar conforme a necessidade de cada um. O que funciona para um produtor pode não funcionar para outro”, destaca.
Para enfrentar o desafio, o biocarrapaticidograma surge como ferramenta essencial. O exame gratuito, oferecido pela Seapi e realizado pelo IPVDF, identifica quais produtos ainda funcionam em cada propriedade, permitindo um controle mais direcionado e eficiente. A coleta de carrapatos engurgitados e o envio ao laboratório garantem um laudo detalhado sobre a eficácia dos diferentes grupos químicos.
“O Rio Grande do Sul é o único estado da federação que, há mais de 40 anos ininterruptamente, oferece de forma gratuita o serviço de teste de diagnóstico de resistência dos carrapatos aos carrapaticidas. Esse serviço é destinado aos produtores rurais, e é importante sempre disseminar essa informação para que o meio rural possa usar as ferramentas corretas na batalha contra o carrapato”, destaca o pesquisador José Reck Júnior, do Laboratório de Parasitologia do IPVDF.
Nos últimos quatro anos, a Emater/RS-Ascar realizou mais de 2,5 mil visitas técnicas e promoveu 60 eventos em parceria com o IPVDF, alcançando cerca de 60 mil produtores rurais. Para este ano, a Secretaria da Agricultura projeta o lançamento de uma cartilha contendo os dez passos para o controle do carrapato bovino, construída em conjunto com a Emater.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial