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19 de janeiro de 2026

  • Milho silagem tem bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul

    Na Fronteira Noroeste, a maioria das lavouras foi cortada e ensilada

    As condições climáticas continuam propícias para o milho silagem, que apresenta adequada situação fitossanitária e bom desenvolvimento nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (15/1), na Fronteira Noroeste, a maioria das lavouras foi cortada e ensilada, e o rendimento de massa verde foi excelente. No entanto, algumas lavouras foram cortadas após o ponto de ensilagem, em razão das chuvas ocorridas no final de dezembro, que impediram a operação em muitas áreas.

    Estimam-se que 65% dos 366.067 hectares de área prevista pela Emater/RS-Ascar para esta safra no Estado estejam implantadas. A maioria está em fase de maturação e enchimento de grãos, com produtividade estimada em 38.338 kg/ha.

    Na região de Santa Rosa, mais de 48% das áreas cultivadas com milho silagem foram colhidas. Há 5% em desenvolvimento vegetativo, 2% em floração, 11% em enchimento de grãos e 34% em maturação. Na região de Ijuí, mais de 40% das lavouras de milho silagem foram colhidas, com alto volume de massa verde e boa quantidade de grãos. Em Santo Augusto, por exemplo, a produtividade está acima de 45 t/ha de massa verde. Na região de Caxias do Sul, as lavouras em florescimento e formação de espigas estão demonstrando ótimo desenvolvimento. Porém, a maior parte ainda está em desenvolvimento vegetativo. Na de Passo Fundo, as chuvas regulares auxiliaram na recuperação do potencial produtivo e 75% das áreas com milho silagem estão em pendoamento.

    Milho – As condições climáticas continuam favoráveis à cultura do milho em todo o Estado. A umidade do solo e o calor adequados têm garantido o bom desenvolvimento das lavouras. Nas áreas onde poderiam ocorrer perdas pela breve estiagem em novembro e dezembro, as projeções têm sido reavaliadas e devem se mostrar menos expressivas.

    A semeadura do milho está em fase final em várias regiões e chega a 94% da área projetada pela Emater/RS-Ascar para esta safra, que é de 785.030 hectares, mas a maior parte das culturas ainda está em enchimento de grãos. A colheita já começou e avança bem, exceto onde o excesso de chuvas do período dificultou a operação, e atinge 11% da área cultivada com milho no Estado. A produtividade média estimada pela emater/RS-Ascar é de 7.370 kg de milho por hectare.

    Soja – A semeadura da soja atingiu 97% da área. Das lavouras estabelecidas, 21% está em floração e 5% em enchimento de grãos. Os produtores aproveitaram as condições climáticas favoráveis para realizar aplicações de fungicidas com o objetivo de manter a sanidade das lavouras. As chuvas do período beneficiaram a cultura, proporcionando condições ambientais adequadas ao desenvolvimento das plantas. Os solos têm mantido boas condições de umidade em praticamente todo Estado, o que, associado ao clima propício, tem proporcionado desenvolvimento acelerado das plantas. Foram realizadas ressemeaduras pontuais em áreas com problemas de emergência ou tombamento, em função do excesso de chuvas nas semanas anteriores. De forma geral, a formação das lavouras é considerada satisfatória. Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.

    Feijão 1ª safra – A semeadura segue na região da Serra, onde se concentram as maiores áreas de plantio, com predomínio da fase de desenvolvimento vegetativo. Nas demais regiões do Estado, a colheita dos cultivares de ciclo precoce está em andamento. Essas lavouras se encontram em sua maioria nas fases finais de desenvolvimento, demandando monitoramento contínuo quanto às condições fitossanitárias, à uniformidade de maturação e ao momento ideal de colheita, para assim minimizar perdas quantitativas e qualitativas. A Emater/RS-Ascar projetou área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha.

    Arroz – A maior parte das áreas no Estado está em desenvolvimento vegetativo. A cultura tem apresentado situação fitossanitária adequada, assim como expectativas boas para a produtividade. Porém, a baixa cotação do arroz no mercado tende a causar uma diminuição da área plantada em comparação com a planejada, levando a uma produção total menor nesta safra. A área a ser cultivada está estimada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) em 920.081 hectares e a produtividade, estimada pela Emater/RS-Ascar, em 8.752 kg/ha.

    PASTAGENS – As chuvas recentes, associadas à adequada umidade do solo e às temperaturas elevadas, têm proporcionado boas taxas de crescimento das pastagens, rápida rebrota após o pastejo e aumento da oferta forrageira. Em áreas com altura e lotação apropriadas, a qualidade da forragem está excelente. Em diversas regiões, a regularidade das precipitações resultou em excedente de massa verde, exigindo ajustes de manejo para a preservação da qualidade.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, o retorno do sol, as chuvas ao final do período (cerca de 50 mm acumulados) e o predomínio de dias ensolarados favoreceram o desenvolvimento vegetativo das pastagens anuais e perenes de verão, bem como dos campos nativos, que apresentaram oferta satisfatória. A produção de feno e silagem pré-secada estão em andamento, com destaque para tifton e Jiggs. Na região de Caxias do Sul, as forrageiras anuais e as perenes de verão, como tifton, apresentaram excelente brotação, sustentando os pastejos. Os campos nativos estão em plena produção, possibilitando bons ganhos de peso para as diferentes categorias de animais.

    Na de Santa Rosa, em função do excedente de forrageiras, os produtores realizaram roçadas, especialmente nas pastagens anuais para reduzir a resteva e favorecer a rebrota. Também diminuíram a aplicação de adubação nitrogenada. Seguem os trabalhos de corte de forrageiras para a fenação e pré-secado em rolos. As áreas implantadas com BRS Capiaçu se desenvolveram adequadamente, e a ensilagem deve ocorrer ainda no mês de janeiro.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Nota Fiscal Eletrônica: Emater/RS-Ascar e Sefaz promovem live de atualização para produtores rurais

    Live de atualização será nesta terça (20/1)

    Desde o dia 5 de janeiro, todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul devem emitir nota fiscal eletrônica em operações internas, em cumprimento à norma nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Para orientar o setor sobre a transição, que marca o fim do talão de papel, na próxima terça-feira (20/01), às 10h, haverá uma live de atualização sobre o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil.

    A live é uma promoção da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e da Emater/RS-Ascar, com o apoio das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Para assistir, basta acessar o canal @EmaterRS no YouTube, ou através do link.

    PRAZO ESTENDIDO PARA PEQUENOS PRODUTORES

    Atendendo a pedidos do setor, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) prorrogou até 30 de abril o prazo para utilização dos talões impressos remanescentes. A flexibilização vale apenas para produtores com receita bruta inferior a R$ 360 mil. A partir de 1º de maio de 2026, fica totalmente vedada a emissão da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.

    FERRAMENTAS DISPONÍVEIS

    A Sefaz oferece duas alternativas gratuitas para emissão:

    – Nota Fiscal Fácil (NFF): aplicativo para celular, que funciona inclusive no modo offline. O produtor pode emitir a nota mesmo sem internet e, ao reconectar, o sistema autoriza automaticamente.

    – Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e): indicada para operações mais complexas, como exportações.

    No próprio aplicativo NFF, os usuários podem relatar problemas, sugerir melhorias ou solicitar inclusão de novos produtos.

    Para maiores informações, o manual de uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) está disponível neste link oficial.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Secretaria da Agricultura amplia calendário de plantio da soja

    Medida poderá ser adotada mediante solicitação do produtor

    O Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDV/Seapi) informou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na quarta-feira (14/1), a ampliação do prazo para o plantio da soja no Rio Grande do Sul até 15 de fevereiro.

    Os produtores que necessitarem realizar, de forma excepcional, o plantio da soja fora do calendário oficial do Estado deverão solicitar autorização à Seapi, por meio de formulário on-line disponível aqui. A solicitação poderá ser feita até 15 de fevereiro.

    O calendário de semeadura da soja estabelecido pelo Mapa para a safra 2025/2026 vai de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. Entre os fatores que motivaram o pedido de ampliação estão as condições climáticas adversas e o plantio tardio da cultura do milho no Estado. “É uma alternativa relevante para o produtor que de fato precisa deste tempo a mais”, destaca o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.

    De acordo com o documento encaminhado ao Mapa, o atraso no plantio das lavouras de milho, em razão das condições climáticas, assim como as chuvas ocorridas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, tendem a retardar a colheita da cultura em algumas situações. “Esses casos justificam a prorrogação do prazo de semeadura em situações pontuais, especialmente nos cultivos de soja em sucessão ao milho, cultura estratégica para o Estado”, observa o diretor do DDV, Ricardo Felicetti.

    O DDV disponibiliza os seguintes contatos para sanar dúvidas e prover mais informações: (51) 3288-6294, (51) 3288-6289 e [email protected]

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial