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22 de janeiro de 2026

  • Cultivo de sorgo é alternativa para diversificar a produção

    Valorizado pela sua tolerância à estiagem e menor custo de produção em comparação ao milho, o sorgo se mostra uma alternativa na rotação de culturas. Pela sua capacidade de suportar variações climáticas, especialmente na ocorrência de dias prolongados sem chuvas, a cultura se firma como uma oportunidade para o agricultor fazer cultivos de verão. “No aspecto agroeconômico, é uma excelente alternativa para melhorar as condições do solo. Por isso também se destaca como uma cultura importante para ser difundida”, destaca o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera.

    Nesse sentido, Baldissera afirma que, a partir dessa safra, a Instituição passa a fazer o levantamento e apuração das áreas cultivadas nas suas regiões administrativas.

    A importância dessa cultura se reflete também no incentivo do Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do Programa Milho 100%, que alcança sementes de sorgo granífero e forrageiro aos produtores.

    O diretor técnico visitou uma lavoura de sorgo em Boa Vista do Incra, na localidade de Três Capões, onde o cultivo ocorreu com assistência técnica dos extensionistas rurais. Em busca de uma alternativa para enfrentar os efeitos dos eventos climáticos no Estado e garantir renda, o produtor rural Vinicius Knob (Knób) procurou a Emater/RS-Ascar.

    A opção foi pelo grão, que é o 5° cereal mais produzido no mundo. “Esse trabalho, feito em parceria com a Emater, é fruto de uma inquietação, uma busca por alternativas, diante de um cenário extremamente agressivo, com seca e enchente, além de dificuldade de comercialização”, afirma Knob, junto à lavoura. Satisfeito com o resultado, ele já pensa no próximo plantio do sorgo.

    O resultado desse experimento foi apresentado durante o Dia de Campo, realizado na terça-feira (20/01) na propriedade. Sorgo granífero foi o tema do evento, que abordou aspectos como tecnologia de secagem e armazenagem de grãos, além de propriedades físicas e conservação do solo e da água.

    O extensionista rural Gilberto Bertolini afirma que a lavoura teve um custo de produção equivalente a 50 sacas por hectare, enquanto a produtividade chegou a 80 sacas por hectare. Ele afirma, no entanto, que o potencial produtivo pode chegar a cerca de 100 sacas por hectare. “Ali, nessa propriedade, houve uma chuva forte na época da semeadura, deixando menos sementes no solo”, esclarece.

    Embora a colheita tenha ficado abaixo do esperado, Bertolini avalia que o resultado é favorável ao sorgo em comparação ao milho, visto que a cultura apresenta um custo de produção de 20% a 30% menor, diferença explicada principalmente pelo valor da semente.

    Cultura estratégica

    Bertolini afirma que a plantação do sorgo é uma estratégia na rotação de culturas. “É uma gramínea de clima tropical, que apresenta elevado número de raízes capazes de melhorar a estrutura do solo”, analisa. “Além de uma boa produção de palha de cobertura”, acrescenta. Esse grão é utilizado tanto na alimentação humana, em farinhas, como em ração para animais.

    Manejo e conservação

    O melhor período para o plantio do sorgo é na primavera. “Na nossa região, a partir de agosto, início de setembro já pode ser semeada”, acrescenta Bertolini. O extensionista rural esclarece que é necessário evitar períodos de temperaturas muito baixas.

    No combate a plantas daninhas, ele observa que o esse grão tem um pouco de resistência a alguns herbicidas que são recomendados no cultivo do milho. “Uma vantagem do sorgo é ter poucas doenças, em relação ao milho”, analisa.

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • CCGL completa 50 anos e celebra trajetória construída pela união e pelo cooperativismo gaúcho

    A Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) completa 50 anos de atuação em 2026 celebrando uma trajetória construída coletivamente no cooperativismo gaúcho, marcada pela união, pelo trabalho e pelo compromisso com as pessoas, com o produtor rural e com o desenvolvimento sustentável das comunidades.
    Essa trajetória está inserida na história do cooperativismo gaúcho, que ao longo do tempo sempre esteve ao lao do produtor rural e de suas comunidades, gerando renda no campo e produzindo alimentos e serviços de qualidade para a sociedade. Com o passar os anos, esse modelo construiu soluções integradas em pesquisas e tecnologia, indústria e logística, fortalecendo o produtor rural e contribuindo de forma significativa para o crescimento do agronegócio, da economia do Rio Grande do Sul e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
    Nesse contexto, três iniciativas se destacam. Nos anos 1970, o cooperativismo passou a atuar de forma organizada na pesquisa e na tecnologia agrícola, fortalecendo as cooperativas e oferecendo suporte técnico aos produtores, em um período em que o trigo era estratégico para o Estado. Com a expansão da produção agrícola, especialmente do trigo e da soja, e a crescente integração aos mercados nacionais e internacionais, surgiu o Termasa, o primeiro terminal graneleiro do Brasil. Fruto de coragem, ousadia e de uma visão muito além de seu tempo, o empreendimento trouxe agilidade, qualidade e abriu as portas do mundo para os produtos das cooperativas e do agronegócio brasileiro.
    Em 1976, a fundação da CCGL marcou a entrada do cooperativismo gaúcho na industrialização de laticínios, transformando o leite em uma nova oportunidade para os produtores, com agregação de valor à produção e impulso ao desenvolvimento regional.
    Já nos anos 1990, a CCGL assumiu o Termasa e, na sequência, passou também a gerir o Tergrasa, em meio ao processo de desestatização e privatização dos portos. A partir dessa integração, nasceu o complexo Termasa–Tergrasa, que hoje movimenta cerca de 10 milhões de toneladas por ano, atendendo cooperativas agrícolas, cerealistas e traders, com contribuição direta para o campo e para a economia do Rio Grande do Sul.
    Nos anos 2000, com foco em gerar renda, competitividade e desenvolvimento no campo, a CCGL assumiu a Fundacep-Fecotrigo, garantindo a continuidade e o fortalecimento da pesquisa agrícola conectada à realidade do produtor e a sistemas de produção sustentáveis. A partir desse movimento, novas tecnologias passaram a ser validadas e difundidas, promovendo aumento de produtividade, alimentos mais saudáveis, redução de emissões e ganhos econômicos por meio de práticas agrícolas inovadoras. Essa estrutura conta com moderno centro de pesquisa e laboratórios de análise de sementes e solos, além da Rede Técnica Cooperativa (RTC), uma rede que integra áreas técnicas das cooperativas, conectando pesquisadores, técnicos e produtores na busca contínua por tecnologias economicamente viáveis, produtivas e sustentáveis. Todo esse ecossistema está integrado a um ambiente digital por meio da Smartcoop, iniciativa da Fecoagro que leva ao campo ferramentas modernas de gestão, inovação e inteligência coletiva.
    Ainda nos anos 2000, a CCGL retomou a industrialização de laticínios com a construção do maior parque de leite em pó do Brasil. O movimento devolveu aos produtores e às cooperativas uma indústria láctea própria, fortaleceu a cadeia do leite, garantiu agregação de valor à produção dos associados. Com atuação nacional e internacional, a indústria da CCGL é reconhecida por mercados altamente exigentes pelo elevado padrão de qualidade, segurança e confiabilidade de seus produtos, atestado por certificações como a IFS Food. Essas conquistas possibilitaram a abertura de novos mercados e tornaram a CCGL pioneira na exportação de leite em pó brasileiro para a China.
    Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a maior tragédia climática de sua história. Em meio ao impacto das enchentes e à colisão de uma embarcação em condições extremas, o Termasa precisou ser paralisado. O Tergrasa assumiu integralmente as operações de exportação, garantindo a continuidade do escoamento da produção. Em 2026, o Termasa será retomado, não apenas para retomar suas atividades, mas para se tornar ainda mais eficiente, competitivo e preparado para o futuro do agronegócio gaúcho.
    Ao completar 50 anos, a CCGL celebra uma história construída coletivamente, marcada pela união, pelo trabalho e pelo compromisso com as pessoas e com o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul. A missão permanece permanente: gerar conhecimento, desenvolver pessoas, gerar renda e qualidade de vida no campo, garantir a produção de alimentos de qualidade, abrir caminhos, conquistar mercados, fortalecer a economia das comunidades, expandir fronteiras e ampliar o futuro de quem produz.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/