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29 de janeiro de 2026

  • Falhas de manejo seguem reduzindo produtividade de pastagens

    De forma geral, os trabalhos reforçam que a correta implantação da pastagem

    Estudos técnicos realizados no país apontam que falhas de manejo seguem como uma das principais causas da perda de produtividade das pastagens, gerando impactos diretos sobre o desempenho animal e os custos da pecuária. Problemas na implantação, no manejo inicial e no pastejo comprometem o aproveitamento das forrageiras, reduzem ganhos de peso e produção de leite e elevam o custo por hectare.

    Pesquisas indicam que esse cenário está ligado ao descompasso entre o potencial genético das cultivares e práticas de manejo inadequadas ou genéricas. Forrageiras tropicais desenvolvidas para alta produtividade e melhor valor nutricional dependem de ajustes específicos para expressar plenamente seus atributos. Estudo conduzido no IFTM, em Uberlândia, mostrou que o manejo do pastejo do capim Mavuno influencia diretamente a estrutura do dossel, a proporção de folhas e a qualidade da forragem, além de indicar alturas mais adequadas em sistemas de lotação contínua.

    De forma geral, os trabalhos reforçam que a correta implantação da pastagem, com atenção à fertilidade e à correção do solo, é decisiva para o desempenho das forrageiras. A ausência de análise química limita o desenvolvimento radicular e reduz a eficiência do uso de fertilizantes. Também é consenso que erros na fase inicial comprometem a rebrota, reduzem a vida útil do pasto e aceleram processos de degradação.

    Segundo avaliação da Wolf Sementes, esses problemas se repetem pela subestimação do manejo desde a implantação. No caso do capim Mavuno, a empresa destaca a necessidade de solos corrigidos, boa preparação da área e ajustes adequados de pastejo. Diante desse contexto, a empresa passou a oferecer orientação técnica pós-compra aos clientes, com acompanhamento desde o plantio até períodos críticos, como a seca, buscando ampliar a eficiência produtiva no campo.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Secretaria da Agricultura, Mapa e cadeia produtiva debatem implementação da rastreabilidade no Estado

    Atividade ocorreu durante dois dias e encerrou na sede do Fundesa, nesta quarta (28)

    A troca de informações sobre o ciclo de implementação da rastreabilidade bovina, em âmbito estadual e nacional, foi o objetivo central dos debates promovidos pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), que conduz o projeto piloto no Rio Grande do Sul. Nesta terça (27/1) e quarta-feira (28/1), uma comitiva do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve no Rio Grande do Sul para alinhar estratégias, cronograma e integração de sistemas com o setor produtivo.

    No primeiro dia, houve uma reunião na sede da Seapi em Porto Alegre com integrantes do Grupo de Trabalho (GT) de Rastreabilidade da Secretaria. As atividades do segundo dia ocorreram na sede do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, o diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério, Marcelo Mota, e o coordenador-geral de Trânsito, Quarentena e Certificação Animal, Bruno Cotta, foram recebidos pelo secretário da Agricultura, Edivilson Brum, pelo secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, e pelo presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

    O encontro teve a participação de representantes das cadeias produtivas, técnicos do Serviço Veterinário Oficial (SVO), produtores e frigoríficos.

    O secretário da Agricultura, destacou a maturidade que essa discussão está tendo para a implementação do programa. “A produção de proteína é um importante segmento da economia gaúcha e tem grande representatividade em nível nacional pela qualidade dos produtos. E o que precisamos é agregar ainda mais valor ao nosso produto. Temos um quadro técnico de qualidade no Rio Grande do Sul, para a manutenção da sanidade animal, mas também temos um gado diferenciado, melhor ou igual a outros países”, enfatizou Brum.

    Já o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, ressaltou a importância do alinhamento entre Estado, governo federal e setor produtivo para garantir eficiência sanitária e ampliar a competitividade do rebanho gaúcho. Kerber também citou o avanço das ações de defesa sanitária nos últimos anos, os desafios relacionados às doenças que impactam a pecuária e a relevância das parcerias com universidades, além do uso de novas ferramentas e plataformas para modernização do sistema.

    Plano de rastreabilidade inclusivo e ousado

    O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, ressaltou que o Brasil é o maior produtor e exportador de carne bovina do mundo e que o mercado internacional tem exigido cada vez mais rastreabilidade individual. Segundo ele, o plano nacional é “inclusivo e ousado”, pois prevê a identificação de cerca de 220 milhões de animais em oito anos, trazendo respostas mais rápidas e seguras para toda a cadeia produtiva e qualificando a saúde animal no país.

    Durante o encontro, o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Marcelo Mota, apresentou detalhes sobre a base de dados que será gerida pelo Ministério e as etapas previstas para implementação do programa até 2033. Ele explicou que o Mapa será responsável pela gestão das informações, mas que a operacionalização da rastreabilidade ocorrerá com participação dos estados e do setor produtivo.

    O secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, coordenou o debate. Ele lembrou que o projeto piloto de rastreabilidade bovina do Rio Grande do Sul já conta com 50 propriedades voluntárias selecionadas para testar a aplicação dos brincos de identificação e sua integração ao Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), que será utilizado para o registro dos animais.

    Sobre o Plano

    O Programa Nacional de Identificação e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos (PNIB), coordenado pelo Mapa com participação dos estados e entidades representativas do setor, prevê um cronograma de sete anos para adaptação, com adoção obrigatória a partir de 2033. No Rio Grande do Sul, o projeto vem sendo aprimorado por meio do GT, com um projeto piloto lançado em agosto de 2025.

    A rastreabilidade individual permite acompanhar todo o ciclo de vida do animal — do nascimento ao abate — por meio de um número de identificação único, registrado em brinco ou bóton eletrônico. O sistema reúne informações como raça, idade, vacinação e movimentações, integradas a uma base de dados oficial, ampliando o controle sanitário, a transparência e a segurança na produção.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial