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fev 02 2026 Colheita da silagem de milho: ações importantes para maximizar a produtividade e qualidade do leite
O setor de Difusão de Tecnologias da CCGL elaborou o Boletim Técnico nº 148 com orientações sobre a colheita da silagem de milho, destacando a importância desse volumoso na dieta de bovinos leiteiros e seu impacto direto na produção de leite e na rentabilidade das propriedades.
O material reforça que a silagem de milho apresenta excelente relação custo-benefício, mas que a qualidade final do alimento depende de uma série de fatores, que vão desde o manejo da lavoura até o momento correto da colheita, o processamento da fibra e dos grãos e o acompanhamento técnico durante a ensilagem.
Um dos principais pontos abordados é o ponto ideal de colheita, que deve ser definido com base no teor de matéria seca da planta inteira, recomendado entre 30% a 35% a depender de qual máquina irá processar este material (colhedora de forragem autopropelida ou acoplada ao trator), faixa que garante melhor fermentação, armazenamento e aproveitamento dos nutrientes. O boletim alerta que teores fora desse intervalo podem comprometer a digestibilidade da fibra, o consumo pelos animais e aumentar perdas produtivas.
O conteúdo também detalha a influência do tipo de colhedora utilizada, diferenciando colhedoras de arrasto e autopropelidas, e destaca a necessidade de ajustes adequados das máquinas para garantir o correto processamento da fibra e a quebra eficiente dos grãos, fatores diretamente ligados à disponibilidade de amido e ao desempenho produtivo das vacas.
Outro aspecto enfatizado é a importância do acompanhamento técnico durante todo o processo de ensilagem, desde o planejamento forrageiro até a regulagem de facas, cracker e tamanho de partículas, assegurando o máximo aproveitamento nutricional da silagem.
O boletim completo está disponível na plataforma SmartCoop, onde é possível acessar todas as informações técnicas, tabelas e recomendações detalhadas.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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fev 02 2026 Com colheita acelerada e demanda fraca, soja desvaloriza no Brasil
Os preços da soja em grão encerraram janeiro em retração no Brasil, pressionados por uma combinação de fatores que inclui o avanço da colheita, a valorização do real frente ao dólar e a demanda interna enfraquecida. O cenário preocupa produtores e analistas, especialmente diante das incertezas climáticas no Sul do país.
De acordo com análise do Cepea, a perspectiva de uma safra recorde no Brasil tem contribuído para a pressão sobre os preços da soja. A oferta abundante se soma à valorização da moeda brasileira, que reduz a atratividade da soja nacional frente à norte-americana no mercado internacional, afastando importadores.
Esse movimento cambial tende a impactar diretamente a rentabilidade dos produtores brasileiros. “Com o real mais forte, o prêmio de exportação perde atratividade, tornando a soja dos Estados Unidos mais competitiva”, explicam os analistas do Cepea.
No campo, os trabalhos de colheita seguem em ritmo gradual. Até 24 de janeiro, 6,6% da área nacional havia sido colhida, segundo a Conab — desempenho superior aos 3,2% registrados no mesmo período da safra passada. O estado de Mato Grosso lidera com 19,7% da área já colhida, frente a 3,6% em igual período de 2025.
Apesar do avanço, há preocupação em regiões do Sul, onde o solo ainda apresenta níveis de umidade abaixo do ideal, principalmente em lavouras implantadas tardiamente. Essa condição pode comprometer o enchimento de grãos e o potencial produtivo. Previsões meteorológicas indicam possibilidade de chuvas mais generalizadas nos próximos dias, o que pode aliviar o estresse hídrico e recuperar parte das lavouras afetadas.
A conjunção de alta oferta, câmbio desfavorável e clima adverso em algumas regiões cria um ambiente de cautela no setor. Para os próximos meses, a recuperação dos preços dependerá da confirmação das chuvas no Sul e da retomada da demanda — interna e externa.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/