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fev 05 2026 Integração de operações otimiza janela da safrinha
Esse modelo parte do princípio de que a aplicação do pré-plantio
A integração de operações no campo tem ganhado espaço como estratégia para ampliar eficiência e assegurar melhores resultados na safrinha de milho, especialmente em um cenário de janelas cada vez mais curtas. Segundo Valentina Maciel, engenheira agrônoma, a chamada operação Colhe–Aplique–Plante reúne colheita da soja, aplicação de pré-plantio e plantio do milho safrinha em um único fluxo operacional, permitindo ganhos diretos de tempo, organização e produtividade.
Esse modelo parte do princípio de que a aplicação do pré-plantio deve ocorrer em até dois dias após a colheita da soja, intervalo considerado decisivo para elevar a eficiência do manejo. Dentro desse prazo, o controle das plantas daninhas tende a ser mais efetivo, com menor ocorrência de rebrote e melhor posicionamento do herbicida no sistema produtivo, favorecendo o estabelecimento inicial do milho. A proximidade entre as etapas reduz falhas operacionais e contribui para um ambiente mais limpo no início do ciclo da cultura.
A condução correta da operação exige atenção rigorosa à escolha dos produtos utilizados no pré-plantio. A recomendação é o uso exclusivo de insumos sem período de carência, medida essencial para evitar riscos legais, problemas de fitotoxidez e possíveis prejuízos ao desenvolvimento do milho safrinha. O descuido nesse ponto pode comprometer não apenas a lavoura, mas também a segurança do sistema produtivo como um todo.
Planejamento detalhado, definição adequada dos insumos e execução precisa das atividades são apontados como fatores determinantes para o sucesso da estratégia. Quando bem aplicada, a integração das operações se consolida como ferramenta importante para otimizar a janela agrícola e sustentar bons níveis de produtividade na safrinha.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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fev 05 2026 Calor extremo e seca agravam cenário no RS: agro enfrenta quinto ano seguido de dificuldades
Calor extremo e seca agravam cenário no RS: agro enfrenta quinto ano seguido de dificuldades
O início de fevereiro traz um novo período de atenção para o setor agropecuário da Região Sul. De acordo com o meteorologista Luiz Renato Lazinski, o calor acima da média deve se intensificar nos próximos dias em grande parte do Rio Grande do Sul, centro e oeste de Santa Catarina e do Paraná, além de áreas na Argentina. A ausência de chuva em todo esse período reforça o quadro de preocupação, sobretudo para os produtores gaúchos.
“As temperaturas devem permanecer elevadas e não há indicação de chuva nos próximos dias para essas regiões. O Rio Grande do Sul tende a ser o mais impactado por essa condição. Estamos diante de mais um ano difícil para o setor agropecuário no estado, o quinto consecutivo”, afirmou Lazinski.
Altas temperaturas reduzem umidade e ameaçam desenvolvimento das lavouras
A ausência de sistemas meteorológicos que favoreçam a formação de chuvas mantém o tempo firme e as temperaturas elevadas. Em muitas áreas do interior do Rio Grande do Sul, os termômetros devem ultrapassar os 36 graus, com baixa umidade no ar, o que intensifica a perda de água no solo e nas plantas.
O momento é especialmente delicado para culturas como soja, milho e feijão, que estão em estágios decisivos de desenvolvimento. O estresse hídrico, combinado com o calor, pode comprometer o potencial produtivo, mesmo em áreas que vinham se desenvolvendo bem até o final de janeiro.
Produtores enfrentam o quinto ano seguido de desafios climáticos
Desde 2020, o agro gaúcho tem registrado perdas expressivas relacionadas a secas sucessivas. A recorrência desses eventos reforça a vulnerabilidade da produção frente às variações do clima e pressiona por medidas estruturantes.
“Estamos vendo uma repetição de condições adversas que exigem atenção redobrada no planejamento agrícola e políticas de apoio mais eficazes aos produtores”, pontuou o meteorologista.
Além dos danos potenciais às lavouras, o calor intenso também afeta a pecuária. Sistemas de criação, especialmente os de leite e confinamento, exigem manejo especial para reduzir o estresse térmico nos animais, com reforço de sombra, ventilação e oferta de água.
Em regiões onde o plantio de culturas de verão está mais avançado, técnicos recomendam o acompanhamento diário das lavouras e, sempre que possível, o uso de irrigação localizada para mitigar os efeitos do déficit hídrico.
As previsões indicam que o padrão atual de bloqueio atmosférico pode se estender ao longo de fevereiro.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/