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mar 06 2026 Fim de semana indica instabilidade em todas as regiões do Estado
Para o final de semana, a previsão é de instabilidade devido à formação de um sistema de baixa pressão no Rio Grande do Sul. Há previsão de chuvas em todas as regiões do Estado. Já para a próxima semana, a previsão do tempo indica a aproximação de uma frente fria e a atuação de um sistema de baixa pressão volta a deixar o tempo instável em grande parte do RS. A elevação gradual de temperatura deve ocorrer a partir de segunda-feira (9/3).
As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 10/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (6/3) e sábado (7/3): o tempo deve permanecer instável devido à atuação de um sistema de baixa pressão. Nesse período, há previsão de chuva em todas as regiões do Estado e as temperaturas devem entrar em declínio.
Domingo (8/3): o sistema deve começar a se afastar do RS, deixando o tempo instável apenas na porção Nordeste.
Segunda (9/) e terça-feira (10/3): o tempo deve voltar a ficar instável em parte do Estado, devido à atuação de outro sistema de baixa pressão. Assim, há previsão de chuva fraca a moderada na metade Oeste na segunda (9/3) e nas metades Leste e Norte na terça-feira (10/3).
Quarta-feira (11/3): o tempo deve voltar a ficar mais estável em parte do RS, com previsão de chuva apenas em pontos isolados.
De maneira geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 5 e 100 milímetros (mm) ao longo da semana, com os maiores volumes previstos para a porção Central e Norte do Estado. Já na metade Sul, os acumulados tendem a ser menores, com exceção do litoral Sul, onde os volumes podem ser mais elevados.
O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 06 2026 Custos da produção de leite iniciam 2026 em queda
O Índice de Insumos para Produção de leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) iniciou 2026 com uma leitura deflacionária de 1,81%, conforme relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta sexta-feira (06/03).No período, a queda nos custos foi liderada pela soja (-2,9%) e milho (-2%), o que aliviou a pressão em um dos principais custos da cesta, a alimentação. Essa queda se deve ao avanço da colheita na região Centro-Oeste do País e uma expectativa de boa safra.
Custos com energia elétrica também tiveram queda, de 9,5%.Já os fertilizantes tiveram alto de 1,62%, um reflexo de frete mais caros, cotações mais altas de petróleo e tensões elevadas no Oriente Médio. Esse fator também influenciou o preço dos combustíveis, que subiram 1,27%.O desempenho do ILC neste começo de ano se mantém consistente com o do IGP-DI/FGV, que fechou em 1,10% no período. Uma correlação desses dois índices sugere que a desinflação no atacado ainda persiste e tem se transmitido, com defasagem curta, para componentes relevantes da cesta de insumos da atividade leiteira.
Essa queda nos custos, apesar de ser bem-vinda pelo produtor, não significa que o cenário esteja bom, já que o valor de venda do produto também está em queda, ainda mais acentuada do que o recuo nos custos. Nos últimos 12 meses, o preço repassado aos produtores de leite do estado caiu 24%, enquanto os custos caíram apenas 4,99%. Para o relatório de fevereiro, espera-se mais uma queda nas cotações de milho e soja, mas o cenário geopolítico pode exercer pressão nos custos que dependem de cotações internacionais e fretes.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/ -
mar 06 2026 RS tem 64% da área de milho colhida
A colheita do milho no Rio Grande do Sul atinge 64% da área cultivada, e 17% das lavouras em maturação. Os 19% remanescentes se distribuem entre desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos, estágios ainda dependentes de precipitações regulares, mesmo que as perdas estejam consolidadas em diversas regiões. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (05/03), o déficit hídrico entre meados de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro impactou as lavouras, de forma diferenciada, conforme a época de semeadura e a disponibilidade hídrica.
Nesse sentido, áreas implantadas no cedo, que atravessaram o período crítico em final de ciclo, apresentaram menor comprometimento relativo. Já nos cultivos em floração e em granação, há reduções de rendimento associadas à deficiência de umidade. As chuvas do período favoreceram de forma parcial as lavouras ainda em enchimento de grãos, especialmente nas regiões com maior concentração de área, mas não alteram o quadro de perdas nos cultivos sob estresse na fase crítica.
Em relação ao aspecto fitossanitário das lavouras de milho, destaca-se a elevada incidência de cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), levando à intensificação de monitoramento e do controle químico. Em áreas específicas, há registros pontuais de lagarta-do-cartucho. Para esta safra, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha.
Milho silagem – As condições climáticas foram parcialmente favoráveis, com chuvas leves e clima estável em várias regiões do Estado. O desempenho das lavouras apresenta elevada variabilidade, refletindo diferenças de época de implantação, disponibilidade hídrica durante o período reprodutivo e nível tecnológico empregado. Nas áreas implantadas mais cedo, a colheita da silagem está em andamento ou concluída; o rendimento de massa verde é adequado, em razão do elevado porte das plantas favorecido pelas chuvas registradas até o início de janeiro. Entretanto, em diversas situações, a proporção de grãos na massa ensilada foi limitada pela restrição de umidade durante o período de pendoamento, polinização e início do enchimento de grãos. Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha.
Soja – A cultura da soja está majoritariamente em estágios reprodutivos, com predomínio das fases de floração (18%) e enchimento de grãos (67%), as quais são determinantes para a consolidação do rendimento. A área em maturação totaliza 11%, e a colhida está restrita a lavouras pontuais, ainda sem expressão estatística. As precipitações ocorridas promoveram a recuperação parcial das lavouras em restrição hídrica mais intensa, sobretudo nas regiões do Estado de maior área cultivada. Ainda assim, a reposição da umidade foi insuficiente em parcelas expressivas, especialmente em solos de menor profundidade (neossolos), onde persistem problemas no enchimento de grãos e redução do peso específico. A Emater/RS-Ascar indica área de soja cultivada de 6.742.236 hectares.
Feijão 1ª safra – A semeadura está finalizada no Rio Grande do Sul. As áreas remanescentes estão nas fases de enchimento de grãos e maturação. A Emater/RS-Ascar projetou área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha para esta Safra. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a falta de chuvas e as altas temperaturas resultaram em plantas de menor estatura e redução no número de vagens e grãos, ocasionando redução no potencial produtivo. Na região de Ijuí, a colheita foi finalizada.
Feijão 2ª safra – A semeadura está finalizada no Estado, com área inferior à planejada, devido à falta de umidade em algumas regiões, durante a época de plantio, e insatisfação com as cotações do produto no mercado. A maioria das lavouras ainda se encontra em desenvolvimento vegetativo, e o seu crescimento pode sofrer atraso onde as chuvas foram insuficientes. O aspecto sanitário está adequado, mas a baixa precipitação pode favorecer pragas, como ácaros e tripes, em alguns locais, exigindo atenção dos produtores. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares e produtividade média de 1.401 kg/ha.
Arroz – A cultura do arroz evolui para a fase final do ciclo, com avanço gradual da colheita, embora ainda predominem lavouras nas fases de granação e maturação. As condições meteorológicas, como a alternância entre momentos de instabilidade e de dias ensolarados, favoreceram a redução da umidade dos grãos e a intensificação da colheita. A radiação solar elevada, ao longo de janeiro e fevereiro, contribuiu para o adequado enchimento de grãos e para a consolidação do potencial produtivo. De modo geral, o quadro produtivo é considerado normal, e há expectativa de safra cheia em importantes regiões orizícolas. De acordo com o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), a área cultivada com arroz no RS é de 891.908 hectares. A produtividade está projetada em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial