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10 de março de 2026

  • Metade da safra de milho pode estar em risco

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o país colha 138,45 mi tons

    A prevenção de doenças é um dos pontos decisivos para garantir o desempenho das lavouras de milho no Brasil. Em um cenário de produção elevada, os riscos fitossanitários seguem presentes durante todo o ciclo da cultura e podem comprometer significativamente o rendimento no campo.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o país colha 138,45 milhões de toneladas de milho na safra 2025/2026. Mesmo com a expectativa de grande volume, especialistas alertam que doenças causadas por fungos podem provocar perdas de até 50% na produtividade quando encontram condições favoráveis para se desenvolver.

    Informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que problemas que atingem folhas e colmos reduzem a capacidade da planta de realizar fotossíntese, prejudicando o enchimento dos grãos. Entre as doenças mais comuns estão cercosporiose, bipolaris, mancha-branca e diferentes tipos de ferrugem.

    Hudslon Huben, gerente sênior de FFE e GTM da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, explica que os sintomas costumam começar com pequenas manchas nas folhas, que evoluem para áreas necrosadas e podem provocar desfolha precoce. Em situações mais severas, o enfraquecimento do colmo pode causar tombamento das plantas e dificultar a colheita.

    “De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), quando as condições favorecem a proliferação de fungos, as doenças nas folhas e no colmo podem reduzir a produtividade em até 50%, transformando a expectativa de uma grande safra em prejuízo. Nesse cenário, o manejo preventivo é essencial para proteger a lavoura”, explica.

    Segundo o especialista, o manejo preventivo é o caminho mais eficiente para proteger o potencial produtivo da cultura. A ORÍGEO comercializa soluções da UPL Brasil como os fungicidas Evolution e Tridium, indicados para o controle das principais doenças foliares do milho, com aplicação preventiva ou no início da infecção.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Conflito externo agita preços das commodities

    A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago

    Os mercados internacionais de grãos iniciam o dia com oscilações influenciadas por fatores geopolíticos e pelo comportamento recente do mercado de energia, gerando movimentos de alta e correção nas principais commodities agrícolas. De acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica na abertura desta terça-feira, 10 de março, as negociações refletem incertezas externas e ajustes técnicos nas bolsas internacionais.

    No trigo, os contratos negociados em Chicago começaram o dia com máximas abaixo das mínimas da sessão anterior, formando um gap que, segundo análise do diretor da consultoria SovEcon, pode indicar espaço para recuperação proporcional das cotações. A avaliação aponta possibilidade de o cereal atingir entre US$ 7,00 e US$ 7,20 por bushel no médio prazo. O contrato para maio de 2026 chegou a ser negociado acima de US$ 6,40 por bushel, maior nível desde junho, antes de recuar para perto de US$ 6 no encerramento do pregão. No mercado físico brasileiro, os preços registram leve alta no Paraná e avanço mais expressivo no Rio Grande do Sul no comparativo diário.

    A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago. O dia começou com recuperação e formação de gap já preenchido, indicando possibilidade de novas altas no curto prazo. O mercado tem sido impactado pela volatilidade do petróleo, que chegou a se aproximar de US$ 120 por barril diante de temores de interrupções no fornecimento de energia no Golfo Pérsico, mas depois recuou após declarações destinadas a acalmar o mercado. Esse movimento se refletiu nas commodities agrícolas, que haviam registrado fortes ganhos recentemente e passaram por correções. O complexo da soja chegou a atingir máximas importantes, com o óleo de soja liderando as altas antes de recuar juntamente com o restante do mercado.

    No milho, os contratos em Chicago abriram a manhã em queda e com formação de gap abaixo dos níveis observados após a forte baixa de janeiro. O movimento ocorre após declarações indicando possível encerramento do conflito em andamento, fator que provocou reação imediata do mercado. No Brasil, o mercado acompanha também a discussão sobre a elevação da mistura de biodiesel de B15 para B17, medida que poderia favorecer a demanda interna e sustentar os preços do cereal.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Programa Supera Estiagem impulsiona irrigação e transforma produção agrícola no RS

    A estiagem é uma velha conhecida dos agricultores gaúchos. A falta de chuva ou a má distribuição das precipitações ameaça o desenvolvimento das lavouras e coloca em risco a produção. Para enfrentar esse desafio, a irrigação tem se mostrado uma aliada na busca por segurança e estabilidade no campo. “A água é o principal insumo da lavoura. O produtor pode fazer a melhor adubação e se não chover, não tem produção. A irrigação é uma segurança para o produtor”, avalia o extensionista da Emater/RS-Ascar, Roger Terra de Moraes.

    Apesar dos benefícios, o investimento em irrigação ainda é um obstáculo para muitos agricultores devido ao custo dos sistemas ou até pelas limitações de acesso à água. Em diferentes regiões do Estado, produtores têm buscado alternativas para enfrentar os períodos de seca, incluindo a família de Laura Ottoni, em Soledade.

    Em 2023, a propriedade passou a integrar a primeira etapa do Programa Supera Estiagem, promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Nessa fase, a irrigação foi implantada em nove dos 90 hectares da família. Dois anos depois, na segunda etapa da iniciativa, a área irrigada foi ampliada em mais 23 hectares, com a instalação de um pivô central.

    O sistema utiliza a água de um açude da propriedade, com mais de um hectare e cerca de três metros de profundidade, garantindo a reserva suficiente para a irrigação das lavouras. “A água do açude vem pelo pivô, que aplica uma lâmina de 9 a 10 milímetros em cada passada. Cada volta leva em torno de 23 horas, então, nos picos de necessidade de água, o produtor poderia fazer uma irrigação por dia e garantir a água suficiente para a necessidade da cultura”, explica o extensionista.

    A família planeja concentrar o uso da irrigação nas culturas de verão, especialmente o milho. Moraes destaca que a tecnologia também beneficia pastagens e outras atividades. “Num primeiro momento, o cálculo de viabilidade para irrigação é mais atrativo para o milho, mas também dá retorno para quem trabalha com pecuária, com leite, por exemplo, porque garante uma produção barata de alimento, de altíssima qualidade, numa pequena área”, afirma o extensionista.

    INVESTIMENTO QUE GERA RETORNO

    O projeto da família Ottoni teve um custo total de R$ 654 mil, além das despesas com adequação da rede elétrica. Desse valor, R$ 100 mil foram viabilizados pelo Programa Supera Estiagem. “O custo de produzir no sequeiro e no molhado é o mesmo. A diferença no molhado é que é possível agregar valor e ter uma produção mais garantida”, analisa o agricultor Adilson da Silva, genro de Laura Ottoni.

    O investimento também carrega um valor afetivo. O sonho de implantar a irrigação começou com o marido de Laura, José Ottoni, que sempre quis ver o sistema funcionando na lavoura. Após a sua morte, os genros Ronaldo e Adilson decidiram concretizar o desejo do sogro.

    “Meu marido sempre tinha essa ideia de irrigar. Ele gostava muito disso, e como tem a água perto que a gente pode usar, é uma maravilha. É plantar e saber que vai colher”, conta Laura Ottoni. “Eu acredito que seja um sonho realizado. Meu sogro era um empreendedor e o sonho dele era ter um sistema de irrigação. Então nós fizemos o caminho inverso, viemos da cidade para o interior e continuamos tocando depois que ele faleceu”, lembra o agricultor Ronaldo Bottega de Moraes.

    A Emater/RS-Ascar esteve ao lado da família desde o início, oferecendo orientação técnica em todas as etapas da implantação do sistema. Para Ronaldo de Moraes, o apoio da Instituição e as políticas públicas do programa estadual foram decisivos para transformar o projeto em realidade. “Os incentivos são fundamentais para que o nosso sonho seja realizado”.

    Animada com os resultados, a família já pensa nos próximos passos. A expectativa é que novas etapas do programa permitam ampliar a área irrigada. “Seria o sonho a terceira fase”, projeta Ronaldo. Para o extensionista Roger Terra de Moraes, o exemplo da família é inspirador. “Que mais produtores possam seguir esse exemplo, porque esse tipo de investimento é muito rentável e, com certeza, dará o retorno esperado pela família”, finaliza.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php