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7 de abril de 2026

  • Praga do milho derruba safras pelo país

    A incidência de pragas e doenças tem provocado impactos significativos na produção de milho no Brasil, com reflexos diretos na produtividade e nos custos do setor. De acordo com estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os prejuízos associados aos enfezamentos transmitidos pela cigarrinha-do-milho alcançam níveis bilionários.

    Entre 2020 e 2024, o país perdeu, em média, 22,7% da produção anual de milho, o que representa cerca de 6,5 bilhões de dólares por ano. No acumulado das quatro safras analisadas, as perdas somaram 25,8 bilhões de dólares, com aproximadamente 2 bilhões de sacas que deixaram de ser produzidas. O levantamento utilizou dados históricos da produção nacional e informações de campo coletadas em diferentes regiões produtoras.

    Os enfezamentos, considerados atualmente a principal ameaça fitossanitária da cultura, são causados por patógenos transmitidos pela cigarrinha-do-milho. A praga está presente em todo o território nacional e tem alta capacidade de reprodução e dispersão, o que dificulta o controle. Em cerca de 80% das áreas avaliadas, foi apontada como fator determinante para a queda de produtividade.

    Além das perdas diretas, houve aumento no custo de produção, com crescimento de 19% nos gastos com inseticidas ao longo do período analisado. Mesmo com esse incremento, o controle exclusivamente químico tem se mostrado insuficiente, o que reforça a necessidade de adoção de estratégias integradas de manejo.

    O impacto da redução na produção vai além do campo, afetando cadeias como a de proteína animal e biocombustíveis, além de influenciar preços e a competitividade do país no mercado internacional.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Erros no início podem derrubar sua produtividade

    O manejo adequado no início do plantio é decisivo para o desempenho das lavouras ao longo do ciclo produtivo. Nessa fase, fatores como disponibilidade de água, temperatura, condições do solo e pressão de pragas influenciam diretamente o estabelecimento das plantas. Quando esse cuidado é negligenciado, especialmente na segunda safra, marcada por ciclo mais curto, as perdas de produtividade tendem a ser mais expressivas.

    A adoção de práticas que favoreçam o desenvolvimento uniforme das plantas contribui para melhor aproveitamento do potencial produtivo. Nesse contexto, os bioestimulantes têm ganhado espaço ao estimular processos naturais das culturas, reduzir impactos de estresses e promover maior equilíbrio fisiológico. O resultado é o fortalecimento das plantas e maior eficiência na absorção de nutrientes.

    Entre as tecnologias disponíveis, Besular e Searoot, desenvolvidos pela Rainbow Agro, são indicados para o manejo inicial. Besular é um fertilizante organomineral com alta concentração de potássio, importante para o equilíbrio hídrico e resistência das plantas. Já Searoot apresenta elevada concentração de carbono e potássio, atuando no estímulo do sistema radicular e no desenvolvimento inicial.

    Segundo Luiz Henrique Marcandalli, as soluções atuam em fases críticas da lavoura, favorecendo adaptação a diferentes condições e contribuindo para a produtividade. O uso desses insumos também favorece a homogeneidade da lavoura, com impacto direto na eficiência do manejo e na organização da colheita.

    Marcandalli destaca que “a adoção dessas tecnologias impacta diretamente os resultados no campo ao favorecer o desenvolvimento inicial mais consistente das plantas e sua resiliência ao longo de todo o ciclo. “Com um sistema radicular bem desenvolvido e maior equilíbrio fisiológico desde o começo, a cultura tende a reagir melhor às variações do ambiente e a manter um desempenho mais estável ao longo do ciclo produtivo”, conclui.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/

  • Milho entra em fase decisiva com lavouras implantadas

    O avanço do plantio da segunda safra de milho no Brasil se aproxima da totalidade nas principais regiões produtoras, marcando uma fase decisiva para o desempenho das lavouras. Com a maior parte das áreas já implantadas, o foco agora se volta para o acompanhamento técnico e a consolidação do potencial produtivo.

    De acordo com estimativa da Céleres Consultoria, a safrinha deve alcançar 18,76 milhões de hectares, com produção projetada em 117,64 milhões de toneladas, reforçando seu peso no abastecimento nacional . Nesse contexto, o GETAP entra na etapa final de inscrições, com prazo até 30 de abril, oferecendo aos produtores a possibilidade de avaliar o desempenho agronômico em áreas comerciais.

    Segundo a coordenação da iniciativa, o momento exige atenção à eficiência operacional, especialmente pela curta janela entre a colheita da soja e o plantio do milho. A sincronização dessas etapas e o uso adequado de máquinas são fatores considerados decisivos para reduzir riscos climáticos ao longo do ciclo. “Com o cereal praticamente todo semeado, entramos em uma fase estratégica de acompanhamento. O concurso permite transformar dados de campo em indicadores técnicos de performance, possibilitando ao produtor avaliar com precisão o potencial produtivo da sua área”, afirma Gustavo Capanema, coordenador da iniciativa.

    Outro ponto relevante está na qualidade do estabelecimento inicial da cultura. Práticas como tratamento adequado de sementes, escolha de híbridos com alto potencial e estratégias eficientes de nutrição são determinantes para garantir uniformidade e vigor das plantas.

    Com a cultura já implantada, o monitoramento fitotécnico e os ajustes de manejo passam a ser prioridade. O concurso segue como ferramenta de comparação técnica e incentivo ao aumento de produtividade, reunindo produtores com elevado nível de tecnificação e expectativa de bons resultados na safra atual.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/