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abr 27 2026 Trigo ou milho: o que dá mais lucro?
A comparação entre milho e trigo indica um cenário de margens apertadas no campo, com diferenças importantes na relação entre risco, custo e tendência de preços. Segundo a TF Agroeconômica, o milho opera atualmente na faixa de R$ 66 a R$ 68 por saca no Brasil, com viés de queda diante da entrada da safrinha, enquanto o trigo no Sul do país aparece entre R$ 1.250 e R$ 1.400 por tonelada, com tendência de alta.
No exemplo considerado, o milho safrinha parte de uma produtividade de 100 sacas por hectare e preço de R$ 67 por saca, o que gera receita bruta de R$ 6.700 por hectare. Já o trigo, com produtividade de 50 sacas por hectare e preço de R$ 75 por saca, equivalente a cerca de R$ 1.250 por tonelada, alcança receita bruta de R$ 3.750 por hectare. A diferença mostra que o milho ainda entrega maior faturamento por área, mas esse desempenho precisa ser avaliado junto ao custo de produção.
No milho safrinha, os custos médios ficam entre R$ 5.500 e R$ 6.500 por hectare. Considerando uma referência de R$ 6.000 por hectare, a margem bruta fica próxima de R$ 700 por hectare, com possibilidade de resultado menor ou até negativo em alguns casos. No trigo, os custos variam de R$ 3.000 a R$ 4.000 por hectare. Com uma referência de R$ 3.500 por hectare, a margem bruta estimada é de cerca de R$ 250 por hectare, considerada apertada, porém mais estável.
A avaliação qualitativa aponta que o milho tem como pontos positivos a alta produtividade, o mercado interno forte e a relevância das exportações. Por outro lado, sofre pressão da safrinha, depende fortemente do clima e apresenta margens comprimidas. No trigo, os fatores favoráveis são a tendência de alta, a oferta restrita, a dependência de importação e o menor custo. Entre os pontos de atenção estão a menor produtividade, o impacto da qualidade sobre o preço e o mercado mais regional.Na comparação direta, o milho se destaca em receita bruta, mas tem custo alto, margem baixa, tendência de queda, maior risco de preço e menor previsibilidade. O trigo apresenta receita menor, custo médio, margem considerada média, tendência de alta, risco de preço moderado e previsibilidade também média. Com isso, a leitura atual indica milho com volume, mas pouca margem, enquanto o trigo oferece menor volume e melhor relação risco e retorno.
A estratégia indicada é reduzir a exposição ao milho e ampliar a participação do trigo, com hedge parcial. Para o milho, a orientação é vender em repiques e evitar carregar posição. Para o trigo, a recomendação é manter parte da produção e aproveitar a tendência de alta.Fonte: https://www.agrolink.com.br/ -
abr 27 2026 Colheita do milho se encaminha para o final no RS
A cultura do milho está em fase final de safra e a área colhida alcança 90% dos 803.019 hectares cultivados nesta Safra 2025/2026. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23/04), houve avanço limitado das operações no período, em função da ocorrência de precipitações, sobretudo na Metade Sul, onde a umidade dos grãos se manteve elevada, e houve restrição do tráfego de máquinas. Restam por colher lavouras de milho implantadas em períodos intermediários e tardios, que se encontram em estádios reprodutivos ou em final de enchimento de grãos, beneficiadas pelas recorrentes chuvas desde meados de março, consolidando os componentes de rendimento médio estimado para o Estado em 7.424 kg/ha. A expectativa de produção total se mantém em 5.961.639 toneladas de milho nesta safra no Rio Grande do Sul.
A qualidade dos grãos, de modo geral, é considerada satisfatória nas áreas de milho colhidas sob condições adequadas, embora a elevada umidade em períodos chuvosos tenha imposto restrições operacionais e maior cuidado no momento da colheita.
Milho silagem – As lavouras de milho destinadas à silagem se encontram, em sua maioria, colhidas. As áreas remanescentes (safrinha) seguem em fase reprodutiva, com bom acúmulo de biomassa, favorecido pela umidade adequada do solo. A área colhida alcança cerca de 87%, porém o avanço ocorreu de forma limitada no período, devido à elevada umidade das plantas e do solo, associada às chuvas frequentes. Essa condição tem dificultado o corte e a eficiência de enchimento e compactação dos silos, e pode haver impactos à qualidade da fermentação do material ensilado. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica área de 345.299 hectares, e produtividade média de 37.840 kg/ha.
Enquanto o milho vem sido colhido de forma escalonada, de 3 a 5% na semana, a soja tem a colheita concentrada e avança para o terço final, condicionada a janelas de tempo firme. A chuva atrapalhou um pouco, mas os produtores gaúchos aceleraram a colheita nos períodos de tempo seco e atinge 68% da área cultivada no Rio Grande do Sul, que é de 6.624.988 hectares.
Soja – A colheita da soja apresenta avanço significativo, mesmo condicionada às precipitações mais concentradas na Metade Sul, e irregulares no restante do Estado. As chuvas, mesmo desiguais, impuseram um ritmo mais lento na operação, e foram necessárias readequações para viabilizar a atividade, especialmente no aumento de número de máquinas colhedoras e ampliação de jornadas nas janelas de tempo firme. De modo geral, observa-se elevada variabilidade produtiva, como reflexo da distribuição irregular das precipitações ao longo do ciclo, principalmente durante o enchimento de grãos, quando episódios de déficit hídrico, associados a temperaturas elevadas, comprometeram o potencial produtivo. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A colheita está encerrando, com rendimentos próximos das expectativas iniciais na maior parte das regiões produtoras. Nos Campos de Cima da Serra, onde se concentra a maior produção estadual, a colheita está praticamente concluída, restando apenas áreas pontuais com cultivares tardias. Na região, a produtividade média não deve superar 1.200 kg/ha, ficando aquém do esperado. Há expressiva diferença de desempenho entre sistemas de cultivo: áreas irrigadas alcançaram até 2.800 kg/ha; lavouras de sequeiro variaram entre 900 e 1.200 kg/ha, demonstrando o impacto das condições hídricas sobre o resultado final da safra. Essa redução deve influenciar negativamente o resultado estadual, estimado em 1.781 kg/ha pela Emater/RS-Ascar. A área cultivada com feijão 1ª safra está estimada em 23.029 hectares no Estado.
Feijão 2ª safra – As lavouras da segunda safra se encontram em fase reprodutiva avançada de enchimento de grãos e início de maturação, e há pequena proporção colhida. O desenvolvimento da cultura tem sido favorecido pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas amenas. As plantas apresentam desenvolvimento vegetativo e reprodutivo satisfatórios, além de formação de vagens e enchimento de grãos ideais, mantendo o bom potencial produtivo. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares, e produtividade média de 1.401 kg/ha.
Arroz – A colheita das lavouras de arroz irrigado no Rio Grande do Sul se aproxima dos 88%, embora o avanço das operações tenha sido condicionado pelas precipitações recorrentes no período. As chuvas, mesmo em volumes moderados, associadas a períodos de elevada umidade relativa e de garoa, mantiveram o teor de umidade dos grãos elevado, restringindo o ritmo de colheita e exigindo maior seletividade nas janelas operacionais. As áreas remanescentes estão em estágio final do ciclo, maduras e prontas para a colheita.
De modo geral, o desempenho produtivo das lavouras de arroz está satisfatório, sustentado por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, apesar das variações localizadas decorrentes de fatores operacionais e de problemas pontuais de manejo. A qualidade dos grãos está adequada, com bom rendimento industrial. A área cultivada nesta safra, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), é de 891.908 hectares e a produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg/ha.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial