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12 de maio de 2026

  • Compactação exige planejamento

    A compactação do solo segue como um desafio relevante para a produtividade das lavouras, especialmente em áreas conduzidas sob plantio direto. O problema forma barreiras físicas que limitam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e dificultam o aproveitamento de nutrientes, com reflexos diretos no desempenho das culturas.

    No Brasil, o plantio direto ocupa mais de 35 milhões de hectares e é considerado uma estratégia importante de conservação. Para que o sistema alcance seu potencial, porém, é necessário identificar e corrigir camadas compactadas. Segundo Douglas Fahl Vitor, engenheiro agrônomo e Head de Inovação na Piccin Equipamentos, o diagnóstico deve considerar histórico de manejo, medições com penetrômetro e análise da mineralogia da argila.

    Segundo Douglas Fahl Vitor, engenheiro agrônomo e Head de Inovação na Piccin Equipamentos, o primeiro passo para enfrentar o problema é conhecer detalhadamente as áreas de risco dentro da propriedade. “O ponto de partida é identificar os talhões com maior possibilidade de compactação, seja pelo histórico de manejo, por medições com penetrômetro ou pela análise da mineralogia da argila. Com esse mapeamento, o produtor consegue decidir com muito mais precisão onde e quando intervir”, explica.

    No manejo mecânico, escarificadores e descompactadores são usados para romper camadas compactadas sem revolver a palhada superficial. A escolha depende da profundidade do problema. O ajuste correto entre hastes e profundidade também influencia o consumo de combustível, podendo reduzir desperdícios quando a intervenção é feita de forma precisa.

    “O solo é o principal patrimônio da propriedade. O plantio direto só entrega todo o seu potencial quando as condições físicas estão adequadas. A compactação é um problema, mas totalmente solucionável quando o produtor tem informação, planejamento e as ferramentas certas”, conclui o Head da Piccin.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Preços da soja têm menor abril em seis anos

    Os preços da soja no mercado físico brasileiro atravessam um momento de forte pressão, em um período considerado sensível para a comercialização da safra. Segundo avaliação da Veeries, as cotações registradas em abril são as mais baixas para o mês nos últimos seis anos, ampliando o desafio para produtores que precisam equilibrar fluxo de caixa e compromissos financeiros.

    O cenário ganha peso porque uma parcela relevante do custeio agrícola costuma vencer no fim de abril, no chamado “30/04”. Com isso, aumenta a necessidade de venda da produção justamente em um momento de preços enfraquecidos, o que reduz a margem de negociação do produtor e reforça a cautela nas decisões de comercialização.

    Apesar da expectativa de recuperação, o mercado ainda encontra dificuldades para sustentar uma reação mais consistente. A disponibilidade elevada de soja no Brasil mantém pressão sobre os preços internos e limita movimentos de alta no curto prazo. Nesse contexto, muitos produtores seguem acompanhando o mercado em busca de oportunidades melhores, mas as ofertas disponíveis continuam distantes dos níveis desejados.

    No cenário internacional, o óleo de soja chegou a oferecer algum suporte às cotações. Esse efeito, porém, foi em grande parte neutralizado no Brasil pelo comportamento do câmbio. A valorização do real reduziu a competitividade da soja brasileira e limitou repasses mais firmes das altas externas para o mercado doméstico.

    Com a oferta abundante no país influenciando o ritmo de comercialização, a formação de preços passa a depender cada vez mais de fatores externos. Entre eles, a definição da safra americana nos próximos meses tende a ganhar relevância para indicar se haverá espaço para recuperação ou se a pressão continuará predominando no mercado físico brasileiro.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/