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maio 14 2026 Duas massas de ar polar trazem frio e geadas ao Brasil
Duas novas massas de ar polar avançarão pelo Brasil ao longo dos próximos sete dias, fazendo com que as temperaturas caíssem ainda mais e ocasionando a formação de friagens e perturbações.
Desde o final da semana, o centro-sul do Brasil tem sido afetado por uma intensa massa de ar polar. Diversos municípios no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná registraram ocorrências intensas, e cidades da serra catarinense registraram ocorrências invernais – como ocorrências pontuais de chuva congelada e neve.
Além disso, temperaturas negativas também foram registradas no sul de Minas Gerais, nos arredores da Serra da Mantiqueira, onde estações da rede do INMET registraram mínimas próximas dos -3°C, além de ocorrência de ocorrências.
Agora, como é possível observar no vídeo do início do artigo, uma nova massa de ar frio pode avançar novamente pelo Brasil já na quinta-feira (14), após passagem de uma frente fria intensa que não deve causar tempestades na região Sul.
Essa massa de ar polar volta a fortalecer o frio na região Sul, ocasionando mínimas de até 2°C em alguns municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Não se descarta a possibilidade de temperaturas de até 0°C e novas ocorrências de períodos.
Ainda assim, essa massa de ar frio não será tão intensa nem tão abrangente quanto a que avançou pelo Brasil no último final de semana, restringindo a atuação apenas sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mantendo as temperaturas baixas nestes estados.
No entanto, uma segunda frente fria, bem mais intensa e uma massa de ar frio severo avançoão pelo país a partir do sábado (16), causando uma queda muito mais expressiva e abrangente das temperaturas já no início da semana que vem.
Além de atingir todos os estados da região Sul (RS, SC e PR), essa massa de ar frio atingirá ainda estados do Sudeste (como SP, MG e RJ), Centro-Oeste (MS, parte de MT e GO) e Norte (RO, AC e sul do AM), com uma abrangência semelhante à da última massa de ar frio intenso.
Em outras palavras, o sistema pode ocasionar um novo episódio de friagem (quando as temperaturas caem até a região Norte), ocorrem severas na região Sul e ficam localizadas no Sudeste (especialmente a Serra da Mantiqueira). Há risco de temperaturas negativas serem registradas novamente na região da serra gaúcha e catarinense, como é possível observar no mapa abaixo.
Isso significa que a tendência para boa parte do mês de maio continua sendo de temperaturas abaixo da média no centro-sul do Brasil, com massas de ar polar e ondas de frio significativas em diversos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste ao longo das próximas semanas.
Fonte: http://agrolink.com.br/
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maio 14 2026 Crise ameaça oferta de fertilizantes no país
A oferta de fertilizantes para a safra de verão no Brasil entrou em fase de maior atenção diante do risco de encarecimento dos insumos e de atrasos nos fluxos internacionais antes do plantio de outubro. A avaliação é de Gabriel Diniz Faleiros, analista de mercado, em relatório da S&P Global sobre os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre preços, disponibilidade e margens agrícolas.
Segundo o levantamento, a crise provocada pelo conflito colocou os produtores brasileiros em uma posição mais difícil, especialmente pela alta superior a 60% nos preços dos nitrogenados e pela restrição severa na oferta de fosfatados. O cenário afeta diretamente a economia da produção agrícola, em um momento em que os produtores já enfrentam margens negativas para expansão de área, juros elevados e aumento da inadimplência.
O milho de verão aparece como a cultura mais vulnerável. A análise aponta risco de redução de área e de perdas de produtividade caso haja menor aplicação de nutrientes. O fator tempo amplia a preocupação, já que mesmo uma eventual interrupção rápida do conflito não eliminaria os impactos imediatos. A normalização dos fluxos de oferta poderia levar cerca de quatro meses, aproximando o mercado de um ponto crítico para a janela de plantio de outubro.
No caso dos nitrogenados, a China segue como principal fornecedor do Brasil, mas restrições recentes às exportações limitam a possibilidade de alívio no curto prazo. Para os fosfatados, países como Marrocos e Rússia poderiam ampliar embarques, porém o mercado global de enxofre permanece apertado, o que restringe a recomposição da oferta.
O relatório indica que os próximos meses serão decisivos para acompanhar os fluxos de importação, sobretudo entre abril e agosto, período considerado crítico para a chegada de fosfatados ao país. Caso condições de El Niño se confirmem, elas poderiam reduzir parte das perdas de produtividade no Sul, mas também agravar o quadro em estados do Norte.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/