Daily Archives

21 de maio de 2026

  • Trigo pode ganhar até 423 kg/ha com manejo fisiológico em ano de El Niño

    A implantação da safra de trigo começa em um cenário de maior atenção ao clima, com produtores ajustando o planejamento desde o início do ciclo. A expectativa de um El Niño mais intenso amplia o cuidado com períodos de chuva concentrada, janelas de restrição hídrica e oscilações de temperatura, fatores que interferem diretamente no estabelecimento da cultura e no perfilhamento.

    Para o responsável pelas operações da Elicit Plant Brasil, Felipe Sulzbach, a irregularidade climática reforça a necessidade de preparar a planta antes dos períodos mais críticos. Segundo ele, as lavouras que conseguem manter melhor equilíbrio fisiológico tendem a apresentar desenvolvimento mais uniforme e maior capacidade de sustentar o enchimento de grãos ao longo do ciclo. O executivo observa que o produtor tem adotado uma postura mais preventiva diante das últimas safras. “O cenário climático já entra no planejamento desde o início. O trigo sente bastante a combinação de chuva concentrada, restrição hídrica e variações de temperatura, principalmente nas fases que definem o potencial produtivo”, explica.

    Nas áreas acompanhadas pela empresa, a resposta das lavouras tratadas aparece principalmente em vigor inicial, emergência mais uniforme e maior estabilidade durante o ciclo. Conforme Sulzbach, esse comportamento ganha peso em anos de maior pressão climática, quando a regularidade de desenvolvimento passa a ser decisiva para reduzir perdas. Dados de centros de pesquisa citados pela Elicit Plant Brasil indicam incremento médio de 266 quilos por hectare com o uso de tecnologia frente ao manejo padrão. Em tecnologias em desenvolvimento, com abordagem mais avançada em elicitação fisiológica, os ganhos chegam a 423 quilos por hectare, o equivalente a cerca de sete sacas por hectare e avanço de até 11% no desempenho.

    A elicitação fisiológica busca estimular respostas naturais da planta para enfrentar situações de estresse abiótico, como falta ou excesso de água e variações de temperatura. No trigo, a empresa aponta que o manejo no período entre o alongamento e a fase que antecede a etapa reprodutiva contribui para manter área foliar ativa por mais tempo, melhorar o uso de água e nutrientes e sustentar o enchimento de grãos. Sulzbach ressalta que o ganho produtivo deve ser analisado junto com a estabilidade da lavoura. “Talvez mais importante do que o ganho absoluto seja a previsibilidade. Em um ano com influência de El Niño, a lavoura precisa responder de forma mais regular, porque isso reduz perdas ao longo do ciclo”, afirma.

    Segundo o responsável pelas operações da Elicit Plant Brasil, a construção da produtividade começa antes mesmo da semeadura. “Em um cenário de maior risco climático, não dá mais para trabalhar apenas de forma reativa. O produtor precisa preparar a planta para enfrentar os períodos de estresse e reduzir perdas durante o ciclo”, destaca Sulzbach.

    Além dos ganhos agronômicos, o retorno econômico tem entrado na avaliação do produtor. Com base nos resultados observados pela Elicit Plant Brasil, o uso de BomaFit, tecnologia da empresa, apresenta retorno sobre investimento superior a 3:1, ou seja, mais de R$ 3,00 para cada R$ 1,00 aplicado na tecnologia. Para Sulzbach, esse desempenho está ligado à redução de perdas por estresses abióticos e à maior previsibilidade da lavoura em anos de clima instável.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/

  • Confira como está o mercado de trigo do Sul

    O mercado de trigo no Sul do país segue sustentado por demanda ativa dos moinhos, oferta restrita de produto de melhor qualidade e impacto do câmbio sobre a competitividade das importações. Segundo informações da TF Agroeconômica, a alta do dólar voltou a elevar a paridade de importação no Rio Grande do Sul, pressionando os preços finais e reforçando a firmeza nas negociações internas.

    No mercado gaúcho, os moinhos continuam em busca de trigo de qualidade, produto que não tem sido encontrado com facilidade. Para lotes considerados bons, os preços podem chegar a R$ 1.500 por tonelada CIF, conforme a necessidade do comprador, com pagamento em 45 dias. Também foi observado aumento da procura por trigo branqueador, com bons volumes negociados. As coberturas de maio estão completas, enquanto junho é estimado em 50% coberto. Para a safra nova, a estimativa de volume negociado segue em 40 mil toneladas, sem novos relatos de vendas futuras. No balcão, o preço ao produtor subiu para R$ 64,00 por saca em Panambi.

    Em Santa Catarina, o mercado permanece como o mais estável da região Sul, recebendo ofertas do próprio estado, do Rio Grande do Sul e do Paraná. O trigo catarinense subiu para o mínimo de R$ 1.350 por tonelada FOB, para retirada e pagamento em 30 dias, com alguns negócios em pagamento semanal. No Paraná, as ofertas recuaram para a faixa de R$ 1.320 a R$ 1.350 por tonelada para trigo pão no Sudoeste. O trigo gaúcho aparece entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB para branqueador.

    No mercado de balcão catarinense, os preços ao produtor tiveram comportamento misto. Houve estabilidade em Canoinhas, Xanxerê, Chapecó e Joaçaba, enquanto Rio do Sul e São Miguel do Oeste registraram alta.

    No Paraná, os preços já se ajustaram a um novo patamar. O mercado segue firme, com ideias de venda entre R$ 1.400 e R$ 1.500 por tonelada FOB e comprador a R$ 1.450 no moinho para junho, diante de poucas ofertas. O trigo branqueador tem referência em torno de R$ 1.450 FOB. Para a safra nova, as últimas referências ficaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para setembro. Já o trigo argentino nacionalizado no porto tem ofertas entre US$ 290 e US$ 295, enquanto o trigo gaúcho é indicado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 FOB, mas encontra resistência dos moinhos paranaenses por causa dos custos logísticos e tributários.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/