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26 de maio de 2026

  • El Niño amplia riscos para o agro global

    Eventos intensos de El Niño marcaram o clima global em diferentes períodos da história moderna e deixaram impactos relevantes para a agropecuária, a energia e o mercado de commodities. As informações são de Luís Eduardo Paiva Garcia, diretor executivo na Norteagri.

    Entre os episódios mais fortes estão os de 1877 e 1878, 1982 e 1983, 1997 e 1998, além de 2015 e 2016. Segundo o levantamento, quem tem hoje mais de 44 anos vivenciou três dos quatro maiores eventos de El Niño da história moderna, um indicativo da frequência com que esses fenômenos recentes passaram a integrar a realidade climática e econômica global.

    O evento de 1877 e 1878 teve pico no Niño 3.4 estimado entre 2,7°C e 3,0°C. O período foi associado a secas e fome severa na Índia, na China e no Nordeste do Brasil, com estimativas de 30 milhões a 50 milhões de mortes globais. Por sua intensidade e alcance, é considerado o El Niño mais devastador da história moderna.

    Já o ciclo de 1982 e 1983 registrou pico de cerca de 2,1°C. O fenômeno provocou enchentes no Peru e no Equador, secas na Austrália e na Indonésia, além de grandes prejuízos agrícolas e pesqueiros. Foi também o primeiro “super El Niño” monitorado por satélites.

    Em 1997 e 1998, o pico ficou próximo de 2,4°C. O episódio foi marcado por eventos climáticos extremos em praticamente todos os continentes, com fortes enchentes nas Américas e secas na Ásia e na Oceania. O período é tratado como referência moderna de intensidade.

    O El Niño de 2015 e 2016 teve pico estimado em 2,6°C. Seus efeitos incluíram secas agrícolas, quebras de safra em diferentes regiões, ondas de calor recordes e impactos em commodities agrícolas, além de forte influência sobre temperaturas globais recordes.

    De forma recorrente, esses eventos costumam ampliar a volatilidade na produção de alimentos, energia e commodities em geral, com secas severas em partes da Ásia, Oceania e Brasil, chuvas extremas nas Américas e redução da produtividade agrícola em diversas regiões.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Área de trigo pode recuar no Sul

    O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por preços firmes em algumas praças, oferta limitada em regiões produtoras e maior cautela no planejamento da próxima safra de inverno. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o cenário combina negociações pontuais da safra velha, pressão sobre margens da indústria e tendência de redução da área destinada ao cereal.

    No Rio Grande do Sul, foram reportados alguns negócios para a safra velha, com moinhos interessados em compras para julho, oferecendo entre R$ 1.400 e R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto vendedores indicavam R$ 1.350 por tonelada FOB. A indústria relata dificuldades com os preços da farinha, que não avançam, e também com os farelos. Para a safra nova, a discussão entre produtores já se concentra no inverno, com tendência generalizada de retração no plantio de trigo. Os principais motivos são custos elevados, crédito rural restrito e receio dos efeitos do El Niño durante o inverno e a primavera.

    Nesse contexto, produtores gaúchos avaliam substituir parte do trigo por canola, plantas de cobertura ou rotações com milho precoce e soja safrinha. A decisão reflete o desgaste financeiro acumulado em ciclos adversos e a busca por alternativas de menor risco. O trigo branqueador também segue difícil, com aceitação de produto de até 270 de W a R$ 1.400 por tonelada FOB no armazém do vendedor. Junho está quase todo coberto, enquanto julho tem estimativa de 40% de cobertura. Em Panambi, o preço de balcão subiu para R$ 65,04 por saca.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/