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29 de maio de 2026

  • Safra de trigo deve encolher no RS

    A semeadura do trigo começou no Rio Grande do Sul acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para os principais materiais cultivados no Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, o cenário da safra 2026 aponta para uma redução significativa da área plantada em comparação ao ciclo anterior.

    As condições de tempo seco favoreceram os trabalhos de manejo de resteva, dessecação e preparo das áreas, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. Em parte das regiões produtoras, porém, a baixa umidade do solo dificultou o estabelecimento das primeiras áreas semeadas, levando produtores a aguardarem chuvas mais regulares para garantir melhores condições de germinação e emergência.

    Segundo a Emater/RS-Ascar, a perspectiva de redução da área cultivada está associada aos elevados custos de produção, à baixa atratividade econômica do cereal e ao aumento da percepção de risco produtivo diante da atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera.

    Mesmo diante desse cenário, parte dos produtores tem antecipado a semeadura em áreas sem vínculo com financiamentos ou seguro rural. A estratégia busca posicionar as fases de florescimento e enchimento de grãos antes do período de maior intensidade das chuvas de primavera.

    Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 quilos por hectare e produção total de 3,45 milhões de toneladas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar, na Fronteira Oeste, a semeadura avança lentamente, mesmo com a colheita da soja praticamente encerrada. Em Manoel Viana, produtores já possuem insumos adquiridos e áreas preparadas, mas aguardam precipitações devido à baixa umidade do solo.

    Em São Borja, aumentaram os relatos de desistência do cultivo do trigo. Conforme o boletim, a combinação entre previsão de El Niño intenso, custos elevados e maior rigor na classificação qualitativa dos grãos vem ampliando a migração para culturas alternativas, como canola, carinata, linhaça e painço.

    Na Campanha, os produtores seguem aproveitando o tempo seco para preparar o solo, já que a implantação das lavouras costuma ocorrer a partir do fim de junho.

    Na região de Caxias do Sul, a semeadura ainda não começou. Na Serra, o plantio normalmente ocorre entre a segunda quinzena de junho e o início de julho, enquanto nos Campos de Cima da Serra a concentração dos trabalhos acontece ao longo de julho. A expectativa é de retração de aproximadamente 30% da área cultivada.

    Na regional de Frederico Westphalen, a estimativa inicial aponta redução próxima de 20% em relação à safra passada.

    Em Ijuí, a semeadura já alcança cerca de 7% da área projetada. As sementes estão em fase de embebição, ainda sem emergência observada. O avanço foi favorecido pelo início do período recomendado pelo zoneamento e pelas condições operacionais do solo. Também continuam os trabalhos de dessecação para manejo de plantas espontâneas.

    O boletim destaca ainda que empresas do setor de energia vêm estimulando o cultivo voltado à produção de etanol, em substituição ao trigo destinado à indústria alimentícia. A baixa procura por sementes fiscalizadas e crédito de custeio também tem ampliado o uso de sementes salvas e recursos próprios, reforçando a tendência de redução da área cultivada.

    Na regional de Santa Rosa, a semeadura atinge 6% da área prevista e está concentrada em lavouras sem financiamento ou cobertura de seguro rural. A expectativa de um inverno com menor intensidade de geadas também favorece a antecipação do plantio. A estimativa preliminar indica retração próxima de 30% da área cultivada em relação a 2025.

    Já na região de Soledade, a previsão é de redução superior a 30% da área cultivada. Até o momento, cerca de 7% da área projetada já foi semeada.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Drones ampliam eficiência nas lavouras

    O uso de Drones agrícolas avança no campo brasileiro e consolida uma nova etapa de eficiência nas aplicações. A tecnologia vem ganhando espaço em diferentes culturas, com ganhos operacionais, redução de perdas e maior precisão em áreas onde máquinas terrestres encontram limitações.

    Com maior capacidade de carga, velocidade e sistemas de atomização mais modernos, os equipamentos já são utilizados em lavouras anuais, sistemas perenes e áreas de difícil acesso. Segundo Alexandre Gazoni, engenheiro agrônomo e diretor comercial da Sell Agro, os drones evoluíram e hoje atendem desde soja, milho e algodão até café, oliveira e noz-pecã.

    Entre os principais benefícios está a possibilidade de operar em terrenos alagados, encostas e locais onde o tráfego de máquinas pode atrasar o manejo. Nessas situações, a rapidez da aplicação ajuda a reduzir riscos de perdas causadas por pragas e doenças. Na soja, a substituição de máquinas terrestres por drones ou aeronaves também pode evitar o amassamento de plantas, especialmente em fases críticas da lavoura.

    A expansão do uso, porém, aumenta a necessidade de atenção técnica. Os adjuvantes ganham importância por ajudarem a preservar as gotas, reduzir evaporação e deriva e melhorar a absorção dos ativos pelas plantas. Em condições de calor, vento e radiação, esses produtos contribuem para manter a calda viável por mais tempo e elevar a eficiência da pulverização.

    Apesar do avanço, ainda há desafios. A regulagem do tamanho de gotas, a velocidade de operação, a escolha correta de adjuvantes e o manejo climático são fatores decisivos para aproximar a qualidade das aplicações com drones dos sistemas motorizados tradicionais. A expectativa é de crescimento acelerado da tecnologia, com novas soluções voltadas à ultrabaixa vazão e à estabilização das misturas.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Expectativa de aumento expressivo da área impulsiona final da semeadura da canola no RS

    A semeadura da canola segue sendo realizada em todas as regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Favorecida pelas condições de tempo seco e pela adequada trafegabilidade nas lavouras, a operação se aproxima da conclusão em algumas áreas, embora a persistência de baixa umidade no solo tenha desacelerado o ritmo da implantação e condicionado a emergência das plantas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (28/5), as lavouras de canola já estabelecidas se encontram em desenvolvimento vegetativo inicial. A tendência é de grande expansão de área de cultivo, impulsionada por alternativas economicamente mais atrativas e pela diversificação dos sistemas de produção de inverno.

    A área a ser cultivada com canola no Estado segue em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Em 2025, foram cultivados 174.394 hectares, com produtividade média de 1.653 kg/ha e produção total de 285.481 toneladas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Fronteira Oeste, as maiores extensões de cultivo projetadas estão em Maçambará e São Borja, com previsão de 12.268 e 10.000 hectares respectivamente. Em razão da insuficiente umidade do solo após longa sequência de dias sem precipitação, parte das áreas ainda será implantada fora da melhor janela de semeadura, que foi encerrada no último dia 20. Na Campanha, há previsão de cultivo apenas em Lavras do Sul.

    Na região de Santa Rosa, grande parte das áreas destinadas à oleaginosa foi semeada e apresenta emergência razoável. Contudo, a irregular distribuição das precipitações nas últimas semanas resultou em emergência desuniforme, em especial em áreas com menor retenção de umidade. Essa condição tende a provocar desuniformidade no desenvolvimento e na maturação das plantas, com potencial impacto negativo sobre a qualidade dos grãos e aumento das perdas durante a colheita mecanizada. Na região de Soledade, a semeadura da canola se encontra em fase final de execução. A área projetada para cultivo é de aproximados 9.000 hectares.

    Trigo – A semeadura do trigo está em fase inicial, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para os principais materiais utilizados no Estado. As condições de tempo seco favoreceram as operações de manejo de resteva, dessecação e preparo das áreas, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. No entanto, em parte das regiões produtoras, a baixa umidade do solo limitou o estabelecimento das primeiras áreas semeadas, o que condicionou os produtores a aguardarem precipitações mais regulares para assegurar condições adequadas de germinação e emergência.

    O cenário do trigo para a safra 2026 sinaliza redução expressiva da área cultivada, em relação ao ciclo anterior, devido à combinação de fatores, como elevados custos de produção, baixa atratividade econômica do cereal e aumento da percepção de risco produtivo, associado à atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera. Contudo, a semeadura é antecipada em parte de áreas não vinculadas a financiamentos ou cobertura securitária, como estratégia para posicionar as fases de florescimento e de enchimento de grãos antes da intensificação das precipitações primaveris. A estimativa de área a ser cultivada com trigo na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.

    Aveia-branca – A semeadura avançou nas principais regiões produtoras, favorecida pelas condições adequadas de solo e pelo predomínio de tempo seco. As primeiras lavouras implantadas apresentam estabelecimento, estande de plantas e desenvolvimento vegetativo satisfatórios, além de baixa incidência de pragas e doenças. Entretanto, observa-se maior cautela dos produtores quanto ao nível de investimento tecnológico empregado na cultura, em razão da elevação dos custos de fertilizantes e demais insumos. A cultura apresenta tendência de manutenção ou pequena elevação da área cultivada no Estado em relação à safra anterior.

    Em algumas regiões, a expectativa de ampliação da área cultivada com aveia-branca está vinculada à demanda para alimentação animal e a sistemas de integração lavoura-pecuária, os quais mantêm parte das áreas com potencial uso alternativo para a cobertura de solo em caso de condições climáticas desfavoráveis. A estimativa de área cultivada para 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra de 2025, o Estado cultivou 393.135 hectares, com produtividade média de 2.394 kg/ha e produção total de 935.664 toneladas, conforme dados do IBGE.

    Cevada – A cultura apresenta perspectiva de redução significativa de área cultivada no Estado para a Safra 2026, estimada em mais de 30% em relação ao ciclo anterior. Essa retração decorre do aumento da percepção de risco climático de atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera, mesmo com a manutenção de oferta de contratos vinculados à indústria cervejeira. A área cultivada em 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Em 2025, a área plantada foi de 32.010 hectares, com produtividade média de 3.622 kg/ha. As áreas já implantadas apresentam estabelecimento inicial e desenvolvimento vegetativo adequados.

    Culturas de Verão

    Soja – A colheita da soja se encontra em fase final no Estado, alcançando 99% da área cultivada. A predominância de tempo seco e de boa trafegabilidade favoreceram o avanço das operações e a conclusão da colheita na maior parte das regiões produtoras. Restam áreas de safrinha, implantadas após o milho precoce, e talhões tardios, implantados após o período de escassez hídrica no início do verão, que estão encerrando o ciclo fisiológico. Nessas áreas observam-se perdas pontuais por debulha natural em função do atraso da colheita das lavouras já maduras.

    A produtividade segue bastante heterogênea devido à época de semeadura, ao regime hídrico ao longo do ciclo e ao potencial das lavouras implantadas tardiamente. Em áreas submetidas a déficit hídrico mais intenso, especialmente em solos rasos ou arenosos, ocorreram perdas significativas. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectares.

    Milho – A colheita apresentou avanço pouco significativo, permanecendo, em média, em 96% da área cultivada, variando no mesmo ponto percentual registrado na semana anterior. Restam lavouras de safrinha e cultivos implantados nos períodos tardios do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que estão em maturação (4%). Algumas dessas áreas, sem expressão estatística, ainda estão em enchimento de grãos, suscetíveis aos efeitos das baixas temperaturas, registradas em maio. De maneira geral, as geadas provocaram danos limitados em pendões e desaceleração do ciclo, especialmente em áreas de baixada e em cultivos tardios com híbridos de ciclo mais longo. Algumas áreas mais afetadas foram direcionadas à ensilagem.

    Os produtores iniciaram o planejamento da próxima safra de milho, incluindo a implantação de plantas de cobertura e de adubação verde, além de realizarem a avaliação dos custos de produção, especialmente com fertilizantes. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.

    Milho silagem – A colheita está praticamente concluída no RS, alcançando 98% da área cultivada. As condições de tempo seco e frio favoreceram o corte e as operações de ensilagem, acelerando a realização dos trabalhos, mas provocando danos variáveis por geada, especialmente em cultivos mais tardios. Entretanto, os impactos sobre o volume e a qualidade da forragem foram pequenos, apesar das perdas localizadas e da redução do potencial produtivo em determinadas áreas. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica área de 345.299 hectares, e produtividade média de 37.840 kg/ha.

    Feijão 2ª safra – A colheita alcançou 57% da área cultivada no Estado. As lavouras em maturação representam 37% e em enchimento de grãos 6%. O predomínio de temperaturas baixas e a ocorrência de geadas influenciaram o desenvolvimento final da cultura, sobretudo nos cultivos tardios. Os danos observados foram mais intensos em áreas de baixada e em lavouras ainda em enchimento de grãos, embora grande parte das áreas já estivesse em estágios mais avançados, o que reduziu os impactos sobre a formação das vagens e dos grãos. O frio também contribuiu para diminuir o ritmo de desenvolvimento das plantas e acelerar a maturação fisiológica em parte das áreas atingidas. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares, e produtividade média de 1.401 kg/ha.

    Arroz – A colheita do arroz irrigado está tecnicamente concluída no Estado. Faltam apenas áreas pontuais de implantação tardia e em pequenas propriedades com limitações operacionais. De maneira geral, os resultados consolidados da safra indicam desempenho produtivo satisfatório, com produtividades finais superiores às estimativas iniciais em diversas regiões produtoras. Em contrapartida, o cenário de comercialização permanece desfavorável, marcado por cotações inferiores às observadas no ciclo anterior e abaixo da média histórica de preços. A área cultivada, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), é de 891.908 hectares, e a produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg/ha.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial