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jun 02 2026 Geadas causam danos pontuais em lavouras de milho
No Rio Grande do Sul, a colheita do milho avançou pouco na última semana e permanece em 96% da área cultivada, repetindo o índice registrado anteriormente. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. Restam principalmente áreas de safrinha e lavouras implantadas nos períodos mais tardios do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que se encontram em fase de maturação.
Segundo a Emater/RS-Ascar, uma parcela reduzida dessas áreas ainda está em enchimento de grãos e permanece suscetível aos efeitos das baixas temperaturas registradas em maio. A entidade destaca que as geadas provocaram danos limitados, principalmente em pendões e no ritmo de desenvolvimento das plantas, com maior impacto em áreas de baixada e em cultivos tardios conduzidos com híbridos de ciclo mais longo. Em algumas propriedades, as lavouras mais afetadas foram destinadas à produção de silagem.
A Emater/RS-Ascar informa que as lavouras em fase final de ciclo seguem apresentando potencial produtivo satisfatório. No entanto, a combinação de elevada umidade relativa do ar nas primeiras horas do dia, ocorrência frequente de cerração e temperaturas amenas favoreceu o avanço de doenças foliares, como cercosporiose e o complexo de enfezamentos.
Paralelamente à conclusão da safra, os produtores já iniciaram o planejamento do próximo ciclo produtivo. Conforme a Emater/RS-Ascar, estão em andamento ações voltadas à implantação de plantas de cobertura e adubação verde, além da avaliação dos custos de produção, especialmente relacionados aos fertilizantes.
Na região administrativa de Bagé, a colheita atingiu 90% da área cultivada. Ainda restam cerca de 6 mil hectares por colher, compostos por lavouras em diferentes estágios de maturação. A Emater/RS-Ascar relata que as geadas registradas em maio provocaram impactos pontuais em híbridos tardios que ainda estavam em enchimento de grãos, principalmente em áreas de baixada. Em São Borja, produtores já iniciaram a semeadura de plantas de cobertura para a próxima safra, utilizando misturas de espécies ou apenas nabo forrageiro, opção considerada mais acessível em termos de custo.
Na região de Ijuí, a colheita está em fase de encerramento. A produtividade média está próxima de 9.200 quilos por hectare, enquanto as lavouras de safrinha avançam para o final da maturação e devem ser colhidas nos próximos dias.
Em Pelotas, a colheita alcançou 71% dos 39 mil hectares cultivados. Outros 25% das lavouras estão em maturação e 4% seguem em enchimento de grãos. Os produtores relatam aumento nos prejuízos causados por javalis e caturritas, que vêm afetando parte das áreas cultivadas.
Na região de Santa Rosa, 97% da área já foi colhida. Ainda permanecem 2% das lavouras em maturação e 1% em enchimento de grãos. A Emater/RS-Ascar observa que as áreas remanescentes apresentam desenvolvimento satisfatório, embora as condições climáticas recentes estejam favorecendo a incidência de cercosporiose e do complexo de enfezamentos.
Em Soledade, a colheita alcançou 85% da área cultivada. Ainda há 7% das lavouras em enchimento de grãos, 5% em maturação fisiológica e 3% maduras. Conforme a Emater/RS-Ascar, o frio não causou prejuízos expressivos no Baixo Vale do Rio Pardo, mas contribuiu para prolongar o ciclo da cultura devido à redução da radiação solar e das temperaturas. Nas áreas mais elevadas da região, porém, foram registrados danos pontuais provocados por geadas, incluindo casos de requeima de pendões.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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jun 02 2026 Ferrugem e oídio marcam fim da safra gaúcha de soja
No Rio Grande do Sul, a colheita da soja está em fase de encerramento e já alcança 99% da área cultivada. Os dados constam no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, que aponta que as condições de tempo seco e a boa trafegabilidade das áreas favoreceram o avanço dos trabalhos e a conclusão da colheita na maior parte das regiões produtoras.
Segundo a entidade, restam apenas áreas de safrinha implantadas após o milho precoce e talhões semeados mais tardiamente, principalmente após o período de estiagem registrado no início do verão. Nessas lavouras, que estão finalizando o ciclo fisiológico, foram observadas perdas pontuais por debulha natural, especialmente em áreas de várzea e com limitações de drenagem.
A Emater/RS-Ascar destaca que as produtividades seguem bastante heterogêneas em razão das diferenças de época de semeadura, disponibilidade hídrica ao longo do ciclo e potencial produtivo das áreas implantadas mais tarde. Em regiões afetadas por déficits hídricos mais severos, sobretudo em solos rasos e arenosos, as perdas foram mais significativas.
Nas lavouras de segundo cultivo e safrinha, a menor disponibilidade de água, a redução do fotoperíodo e o menor porte das plantas contribuíram para a diminuição do potencial produtivo. Também foi registrado aumento na incidência de doenças foliares, como oídio e ferrugem-asiática, nas áreas que ainda permanecem em fase final de ciclo.
Com a colheita praticamente concluída, produtores já direcionam esforços para atividades de manejo pós-safra, incluindo aplicação de corretivos, recuperação de áreas com erosão e classificação de grãos destinados à armazenagem ou ao uso como semente própria.
Nas regiões administrativas de Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Passo Fundo e Soledade, a colheita já foi finalizada. Na região de Bagé, os trabalhos foram concluídos em municípios como Maçambará, Itacurubi, Barra do Quaraí e Uruguaiana. Em Manoel Viana, 99% dos 58 mil hectares cultivados já foram colhidos, enquanto em São Borja ainda restam áreas de safrinha equivalentes a cerca de 10% dos 105 mil hectares semeados.
Na Campanha, dos 378 mil hectares cultivados, 93% foram colhidos. Restam aproximadamente 26 mil hectares, compostos principalmente por áreas implantadas em janeiro e talhões replantados após as chuvas intensas registradas no fim de dezembro. Em Dom Pedrito, parte dos produtores optou por adiar a colheita durante períodos de maior nebulosidade para evitar descontos relacionados à umidade dos grãos. De acordo com o levantamento, as lavouras semeadas mais tardiamente apresentaram melhor desempenho produtivo, embora a maioria dos municípios deva encerrar a safra abaixo das projeções iniciais.
Na região de Frederico Westphalen, a colheita alcança 99% dos 434 mil hectares cultivados. As áreas remanescentes estão em maturação e devem ser colhidas nos próximos dias.
Em Ijuí, os trabalhos atingem 98% da área cultivada. A produtividade média regional é estimada em 3.024 quilos por hectare. O relatório registra redução do potencial produtivo nas áreas tardias e aumento da incidência de oídio e ferrugem-asiática.
Na região de Pelotas, 97% das lavouras foram colhidas, com produtividade média estimada em 2.800 quilos por hectare. Os baixos volumes de chuva registrados no período não comprometeram o acesso das máquinas às áreas de produção. Os 3% restantes seguem em fase de maturação.
Em Santa Maria, a colheita está praticamente encerrada, e a produtividade média regional é estimada em 2.900 quilos por hectare.
Já em Santa Rosa, 98% da área foi colhida, restando apenas 2% das lavouras em fase madura. O avanço da colheita das áreas de safrinha foi favorecido pela umidade adequada do solo, que permitiu o acesso de máquinas a áreas de baixada. Entretanto, parte dessas lavouras registrou perdas por debulha devido à permanência prolongada das plantas maduras no campo. As produtividades variam entre 900 e 4.200 quilos por hectare, refletindo diferenças de disponibilidade hídrica, época de implantação e adaptação das áreas de segundo cultivo.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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jun 02 2026 Declaração de Conformidade pode ser emitida diretamente no Produtor Online
Documento que comprova o cumprimento de obrigações sanitárias dos criadores de animais, a Declaração de Conformidade agora pode ser emitida diretamente no Produtor Online. Anteriormente, o produtor que precisasse do documento tinha que se deslocar a uma inspetoria ou escritório de defesa agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
“A declaração é usada pelos produtores como um atestado de cumprimento de obrigações sanitárias. Eles levam para empresas que solicitam, principalmente na indústria de leite. Bancos também cobram essa declaração para a liberação de crédito rural”, explica o chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias (DCIS/DDA/Seapi), Richard Alves.
Para emitir a Declaração de Conformidade, o produtor só precisa acessar o Produtor Online com seu login e senha e escolher a funcionalidade. “O sistema emite na hora, se estiver sanitariamente tudo certo com o rebanho”, conta Richard.
A emissão da Declaração de Conformidade pode ser barrada no Produtor Online, se a propriedade for foco de doença em processo de saneamento. “Nesses casos, a orientação é que o produtor vá para a inspetoria, que poderá fazer a emissão do documento, caso a vacinação ainda estiver no prazo”, complementa o chefe da DCIS.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial