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jun 09 2026 Área de cevada deve cair mais de 30% no RS
A área cultivada com cevada no Rio Grande do Sul deverá apresentar redução superior a 30% na safra de 2026, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. A implantação da cultura está em fase inicial, enquanto produtores avaliam os riscos climáticos previstos para o próximo ciclo.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a retração na área plantada está relacionada principalmente à maior percepção de risco associada à possível atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera. O cenário tem reduzido o interesse dos agricultores pela cultura, mesmo com a oferta de contratos de integração por parte da indústria cervejeira.
Apesar da perspectiva de diminuição da área cultivada, as lavouras já implantadas apresentam bom desenvolvimento. Conforme a entidade, as condições iniciais são consideradas satisfatórias, com adequada emergência das plantas e crescimento vegetativo dentro do esperado para o período.
A área total destinada à cevada em 2026 ainda está sendo levantada pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Estado cultivou 32.010 hectares, alcançando produtividade média de 3.622 quilos por hectare.
Na região administrativa de Erechim, principal polo produtor da cultura no Rio Grande do Sul, a previsão é de que a área cultivada fique abaixo de 6 mil hectares em 2026. O volume representa uma redução superior a 35% em comparação com a safra anterior e reforça a tendência estadual de retração diante das incertezas climáticas para o ciclo produtivo.
No mercado, a cevada destinada à indústria de malte está sendo comercializada, em média, por R$ 80,00 a saca de 60 quilos na região de Erechim, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.]
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jun 09 2026 Colheita da soja entra na reta final no RS
A colheita da soja está próxima do encerramento no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar, restam apenas pequenas áreas de segunda safra implantadas após o milho precoce e alguns talhões semeados tardiamente, ambos com baixa representatividade no total cultivado.
Segundo a Emater/RS-Ascar, as condições meteorológicas permitiram a colheita da maior parte das lavouras maduras. No entanto, a elevada umidade relativa do ar, associada à ocorrência frequente de neblina e à menor incidência de sol, retardou a perda de umidade dos grãos e limitou o avanço das operações em algumas áreas.
Nas lavouras tardias e de safrinha, a entidade observou redução do potencial produtivo em razão do aumento da incidência de doenças foliares, principalmente oídio e ferrugem. Com o encerramento da safra, os produtores intensificam as atividades de pós-colheita. A Emater/RS-Ascar destaca que os trabalhos envolvem correção da fertilidade do solo, recuperação de áreas afetadas por erosão, classificação de grãos para armazenamento e implantação de pastagens e coberturas de inverno.
A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 quilos por hectare, enquanto a área cultivada alcançou 6.624.988 hectares. A entidade informou que uma nova avaliação de produtividade está em andamento e deverá ser divulgada nos próximos boletins. Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Maria e Soledade, a colheita da soja já foi concluída.
Na região de Bagé, os trabalhos estão em fase final. Dos 1.027.050 hectares cultivados, restam aproximadamente 10 mil hectares localizados em municípios como São Borja, Itaqui, Alegrete, São Gabriel, Dom Pedrito e Lavras do Sul, compostos por áreas de safrinha e cultivos tardios já em maturação. A entidade relata que a elevada umidade atmosférica dificultou a redução da umidade dos grãos. Em Aceguá, a produtividade média alcançou 2.160 quilos por hectare, frente à estimativa inicial de 2.200 quilos. Em Bagé, a produtividade final ficou em 2.100 quilos por hectare, resultado 12% inferior ao potencial inicialmente projetado. Em Candiota, a estiagem durante a floração e o enchimento dos grãos reduziu a produtividade média para 1.800 quilos por hectare, abaixo da expectativa inicial de 2.319 quilos. Em Manoel Viana, a quebra estimada em 40% consolidou a quinta safra consecutiva com resultados inferiores ao esperado. Após a colheita, avança a implantação de pastagens de inverno e de plantas de cobertura.
Na região de Ijuí, mais de 99% da área cultivada já foi colhida. O rendimento médio registrado é de 3.060 quilos por hectare. A Emater/RS-Ascar informa que as lavouras de safrinha seguem apresentando redução de produtividade devido ao aumento da incidência de oídio e ferrugem. A umidade elevada dos grãos também tem restringido o acesso das colhedoras às áreas remanescentes e limitado operações de sistematização do solo, além da aplicação de corretivos e fertilizantes destinados às culturas subsequentes. Em áreas atingidas por erosão, produtores realizam a reposição da fertilidade com corretivos minerais e orgânicos.
Na região de Pelotas, a colheita alcançou 99% da área cultivada. Conforme a Emater/RS-Ascar, as condições de trafegabilidade foram adequadas, apesar das chuvas pontuais registradas em alguns municípios. O percentual restante encontra-se em fase de maturação e a produtividade média regional está estimada em 2.800 quilos por hectare.
Na região de Santa Rosa, a colheita está praticamente concluída tanto nas lavouras da safra principal quanto nas áreas de safrinha. Permanecem apenas áreas implantadas tardiamente, equivalentes a cerca de 1% da área cultivada. A combinação de chuvas, dias mais curtos e ocorrência frequente de nevoeiro dificultou a retirada dessas lavouras remanescentes. A Emater/RS-Ascar informa que os produtores intensificam a classificação dos grãos nas propriedades, especialmente daqueles destinados ao armazenamento para uso como sementes na próxima safra.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jun 09 2026 Plantio do trigo ganha ritmo e supera 40% no país
A semeadura do trigo avança em ritmo positivo no Brasil, favorecida pelas condições climáticas e pela umidade adequada do solo. Segundo dados divulgados pela Conab, até 1º de junho, 41,1% da área prevista para a cultura no País já havia sido semeada. As condições observadas nas principais regiões produtoras têm favorecido o andamento dos trabalhos no campo. De acordo com pesquisadores do Cepea, a boa disponibilidade de umidade no solo contribui para uma germinação mais uniforme das sementes, fator importante para o desenvolvimento inicial das plantas.Esse cenário tem permitido maior agilidade na implantação da safra, especialmente em áreas onde o clima permanece adequado para o avanço das máquinas. Segundo dados divulgados pela Conab, a semeadura nacional do trigo alcançava 41,1% da área destinada à cultura em 1º de junho. O levantamento também aponta que os trabalhos já estavam encerrados em São Paulo e em Mato Grosso do Sul.O avanço reforça o bom ritmo da temporada, embora a evolução ainda dependa das condições locais de solo e clima em cada região produtora.
Paraná tem 67% da área semeada
No Paraná, a semeadura também apresenta progresso significativo. Segundo dados da Seab/Deral, até 1º de junho, 67% da área destinada ao trigo no estado já havia sido semeada. O levantamento indica ainda que os trabalhos foram concluídos em diversas regiões paranaenses, consolidando o estado entre os mais adiantados nesta fase da safra.
Rio Grande do Sul avança de forma gradual
No Rio Grande do Sul, o plantio segue em ritmo mais moderado. Conforme a Emater/RS, a semeadura avança gradualmente, conforme as condições de umidade do solo permitem a entrada das máquinas e a implantação das lavouras. De acordo com levantamento da Conab, até 29 de maio, o plantio havia alcançado 9% da área prevista para cultivo no estado.
Com a maior parte dos trabalhos ainda em andamento no País, a manutenção da umidade adequada no solo será determinante para o avanço da semeadura e para o estabelecimento inicial das lavouras.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/