-
jun 15 2026 Mercado recomenda venda escalonada da soja
A soja segue em um ambiente de preços dividido entre a pressão externa e a sustentação interna, o que exige cautela nas decisões comerciais. A recomendação central é evitar movimentos concentrados de venda em momentos de baixa mais forte na bolsa de Chicago, já que o mercado internacional acumula perdas e segue influenciado por oferta ampla, clima favorável nos Estados Unidos e demanda chinesa fraca pela soja norte-americana.
Na avaliação da TF Agroeconômica, os produtores com soja disponível devem priorizar vendas escalonadas, reduzindo o risco de fixar grandes volumes em períodos de pressão. Eventuais repiques provocados por mudanças no clima norte-americano devem ser usados para avançar na comercialização, especialmente porque Chicago mantém tendência baixista no curto prazo. O suporte próximo de 1.112 cents por bushel ainda funciona, mas mostra fragilidade. Caso seja rompido, há possibilidade de busca pela região de 1.060 cents por bushel.
Para a safra 2026/27, a orientação é considerar travas parciais entre 20% e 40% da produção esperada. A estratégia preserva proteção de preços, mas mantém parte relevante da produção aberta para capturar possíveis prêmios climáticos durante julho e agosto, período que tende a concentrar volatilidade no mercado americano.
Cooperativas e cerealistas devem intensificar a originação nos momentos de pressão em Chicago e avaliar operações de hedge para proteção de margens. O acompanhamento do clima nos Estados Unidos permanece essencial, pois as previsões atuais indicam chuvas regulares, boa umidade dos solos e desenvolvimento inicial adequado das lavouras, reduzindo o prêmio climático.
Para indústrias e exportadores, a recomendação é aproveitar quedas da CBOT para alongar coberturas. No Brasil, os preços seguem relativamente firmes, sustentados pela demanda da indústria de biodiesel, pelos prêmios de exportação e pela preferência chinesa pela soja sul-americana. Apesar do viés baixista em Chicago, o mercado físico brasileiro mantém trajetória mais defensiva e ainda opera em canal de alta moderada.
Fonte: https://www.agrolink.com.br
-
jun 15 2026 Ataque de lagartas preocupa produtores de milho
A lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) segue entre os principais desafios enfrentados pelos produtores de milho no Brasil e pode provocar perdas expressivas de produtividade quando não controlada a tempo. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a praga é considerada a mais prejudicial para a cultura do milho no país por atacar as plantas desde os estágios iniciais de desenvolvimento até a formação das espigas.
De acordo com a entidade, os danos causados pela lagarta podem reduzir a produtividade em até 60%, dependendo do momento da infestação e da intensidade do ataque. O problema se agrava porque, em muitos casos, os sinais da presença da praga só são percebidos quando os prejuízos já atingiram estruturas importantes da planta.
“Na maioria das vezes, o produtor só percebe a infestação quando os danos já chegaram às espigas. Nesses casos, o prejuízo vai muito além da produtividade. Grãos perfurados, má formação e maior entrada de fungos comprometem também a qualidade final. Em anos de clima mais quente e seco, essa realidade tende a piorar, porque as condições favorecem o desenvolvimento da praga no campo”, afirma Bruno Vilarino, gerente de produtos da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL voltada para soluções agrícolas e gestão integrada para produtores do Cerrado.
Os primeiros indícios da infestação costumam surgir nas folhas, com raspagens, pequenos furos e presença de fezes próximas ao cartucho. À medida que as lagartas se desenvolvem, elas passam a se abrigar dentro da planta, o que dificulta o controle e reduz a eficiência de aplicações realizadas fora do momento adequado.
Segundo Vilarino, a chegada da praga às espigas representa um estágio avançado do problema. “Quando a Spodoptera chega à espiga significa que o produtor já começou a perder dinheiro. Por isso, o segredo é agir cedo e entrar com o manejo na hora certa”, explica. Ele acrescenta que o monitoramento constante da lavoura e a adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP) continuam sendo estratégias importantes para reduzir a pressão da infestação. “Além do monitoramento, o manejo integrado segue como caminho eficaz para reduzir a pressão da praga. Rotação de culturas, uso de biotecnologia e aplicações no momento ideal ajudam a diminuir o impacto das infestações.”
Entre as alternativas disponíveis para o controle da lagarta-do-cartucho está o inseticida Propose, da UPL Brasil, comercializado pela ORÍGEO. O produto combina os ingredientes ativos clorfenapir e clorantraniliprole e atua por contato e ingestão sobre a praga.
O gerente da ORÍGEO ressalta que o uso da tecnologia deve fazer parte de um programa mais amplo de manejo. “Esses pilares, se bem executados, favorecem alta a produtividade com qualidade superior dos grãos”, finaliza Bruno, ao destacar a importância do monitoramento da lavoura, da aplicação no momento correto e do respeito às janelas de uso dentro das estratégias de Manejo Integrado de Pragas.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/