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jun 16 2026 O segredo que pode mudar o futuro da lavoura
A saúde do solo ganha espaço como eixo central nas discussões sobre o futuro da agricultura brasileira, em um cenário de busca por mais produtividade, eficiência econômica e resiliência no campo. Segundo Jacques Dieu, especialista em Agricultura Regenerativa, o avanço desse modelo reforça a necessidade de compreender o solo como um sistema vivo, capaz de influenciar diretamente os resultados produtivos e financeiros das propriedades.
A percepção de que solos saudáveis entregam melhor desempenho vem sendo validada por iniciativas de pesquisa e projetos de grande escala. A Embrapa e ações como o Projeto Regenera Cerrado têm contribuído para consolidar uma visão já observada por muitos produtores: áreas com maior equilíbrio biológico tendem a responder melhor às demandas de produção, com potencial para reduzir custos e ampliar a eficiência dos sistemas agrícolas.
Nesse contexto, a agricultura regenerativa passa a ser apresentada não apenas como uma prática ambiental, mas como um modelo de gestão baseado em dados. A análise da biologia do solo ganha relevância ao lado da avaliação química tradicional, permitindo uma leitura mais ampla das condições do talhão e dos fatores que podem limitar ou impulsionar a produtividade.
O objetivo é construir sistemas mais resilientes, preparados para atender às demandas futuras com menor custo de produção. Para isso, a tomada de decisão deixa de depender apenas da intuição e passa a incorporar indicadores capazes de orientar investimentos, acompanhar resultados e identificar oportunidades de melhoria dentro da área cultivada.
Entre as tecnologias citadas está a BeCrop®, da Biome Makers Inc., voltada à decodificação da biologia do solo. A ferramenta permite validar investimentos em produtos biológicos, identificar o potencial produtivo ainda não explorado no talhão e apontar possíveis riscos de doenças antes que os problemas se manifestem no campo.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jun 16 2026 Produção de trigo pode cair 20% no Brasil em 2026
As incertezas climáticas e as dúvidas sobre a rentabilidade do trigo seguem limitando o interesse dos produtores em ampliar investimentos e área no Brasil. Para 2026, projeções oficiais já apontam queda significativa na produção nacional, com recuos também na área cultivada e na produtividade média.
A produção brasileira de trigo deve alcançar 6,3 milhões de toneladas em 2026, segundo dados divulgados pela Conab. O volume representa queda de 1,4% em relação à estimativa de maio de 2026 e recuo expressivo de 20% frente à safra de 2025. A retração também aparece na área destinada à cultura. De acordo com a Conab, o cultivo pode totalizar 2,12 milhões de hectares, uma redução de 1,1% na comparação com a projeção anterior e de 13,4% em relação à temporada passada.
A produtividade média estimada é de 2,974 toneladas por hectare, segundo a Conab. O desempenho representa queda de 0,4% no comparativo mensal e de 7,6% frente à safra anterior.
No mercado brasileiro, os preços do trigo em grão seguem sustentados pela menor disponibilidade no spot e pela postura mais retraída dos vendedores, de acordo com o Cepea. Parte dos agentes permanece retendo o produto, à espera de melhores oportunidades de comercialização.
Fonte :https://www.agrolink.com.br/