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jun 19 2026 Mercado de trigo mantém baixa liquidez no Sul
O mercado de trigo no Sul continua marcado por baixa liquidez, compras pontuais e cautela diante do ritmo reduzido de moagem. Segundo a TF Agroeconômica, os moinhos mantêm cobertura confortável no curto prazo e evitam alongar posições, enquanto vendedores observam a possibilidade de preços mais firmes.
No Rio Grande do Sul, voltaram a ser negociados pequenos lotes de trigo comum a R$ 1.350 por tonelada, com embarque em julho e pagamento no começo de agosto. Junho está totalmente coberto e julho tem cobertura estimada em 60%, o que leva as indústrias a buscar apenas oportunidades e a concentrar atenção em agosto. Para a próxima safra, produtores demonstram preocupação com custos elevados, preços achatados, risco de El Niño e ocorrência de alto teor de DON. Cooperativas do centro e noroeste já mencionam redução de até 40% na área, que poderia ficar em pousio, mas a projeção ainda não é oficial. Em Panambi, o preço de balcão permaneceu em R$ 69 por saca.
Em Santa Catarina, houve negócios isolados de trigo pão a R$ 1.360 FOB e de trigo melhorador a R$ 1.400 FOB, valores inferiores aos do produto importado. No balcão, as cotações ficaram estáveis em Rio do Sul, Chapecó, Joaçaba e Xanxerê. Canoinhas subiu para R$ 68 por saca e São Miguel do Oeste avançou para R$ 71,50, refletindo ajustes ligados à demanda local.
No Paraná, os poucos negócios ocorreram a R$ 1.420 CIF moinho nos Campos Gerais e a R$ 1.480 no Norte. O trigo branqueador segue próximo de R$ 1.450 FOB. Para a safra nova, as referências variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para setembro. Já o trigo argentino nacionalizado subiu para US$ 300 por tonelada, sem oferta concreta na semana.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jun 19 2026 Plantio do trigo prossegue e lavouras apresentam bom estabelecimento no RS
O plantio do trigo no Rio Grande do Sul prossegue de forma heterogênea, devido às condições meteorológicas nos últimos dias. Nas regiões onde ocorreram chuvas, foi possível a retomada da semeadura. Já onde as chuvas foram mais frequentes, a operação foi realizada apenas em curtas janelas de tempo firme. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18/6), nas lavouras com boa disponibilidade hídrica e temperaturas propícias, o estabelecimento e o desenvolvimento do trigo estão adequados. Já onde o tempo estável predominou, o excesso de umidade no solo, somado à alta nebulosidade e à elevada umidade do ar, limitou o progresso das máquinas de plantio.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as boas condições de umidade do solo proporcionam adequada germinação e estabelecimento inicial das plantas. De modo geral, as lavouras apresentam condição satisfatória, embora o desenvolvimento vegetativo inicial esteja abaixo do esperado, devido à baixa incidência de radiação solar, fator que reduz a evapotranspiração e limita a absorção de nutrientes pelo sistema radicular. Observa-se ainda a adoção de menor nível tecnológico nesta safra, caracterizada pela redução dos investimentos em adubação de base e cobertura como uma estratégia de diminuição de custos e mitigação de riscos. Essas áreas poderão ser utilizadas tanto para a produção de grãos quanto para cobertura do solo, conforme a evolução das condições climáticas.
Aveia-branca – A semeadura da aveia-branca está praticamente concluída na maior parte das regiões produtoras do Estado. Nas áreas implantadas precocemente, observa-se o início do perfilhamento, e os produtores realizam a adubação nitrogenada em cobertura. As condições meteorológicas seguem favorecendo a emergência, o estabelecimento e o desenvolvimento inicial das lavouras, que apresentam população de plantas satisfatória e reduzida ocorrência de pragas e doenças.
Canola – A implantação das lavouras está em conclusão e deverá se encerrar nos próximos dias. A disponibilidade de umidade no solo e a ocorrência de precipitações favoreceram a germinação das sementes, a emergência das plântulas e o estabelecimento de estandes adequados. Contudo, em algumas regiões, as temperaturas e a incidência de radiação solar mais baixas têm dificultado o desenvolvimento vegetativo inicial e o controle de plantas invasoras. Devido ao desempenho econômico obtido em ciclos anteriores e ao interesse dos produtores em diversificar as alternativas de cultivo no inverno, há perspectiva de expressiva ampliação da área cultivada, em comparação à safra passada por meio da adoção de sistemas de rotação.
Culturas de Verão
Soja – A colheita da soja está tecnicamente encerrada no Estado. Restam apenas áreas pontuais de segunda safra, sem expressão significativa na safra. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, os produtores aguardam melhores condições de umidade para realizar a colheita. Nas demais regiões, as áreas colhidas estão sendo destinadas ao cultivo de forrageiras e de plantas de cobertura. Os produtores têm se dedicado aos cultivos de inverno e ao planejamento da próxima safra de verão.
Milho – A colheita está finalizada na maior parte do Estado, chegando a 99% da área cultivada. Restam poucas lavouras de implantação tardia e áreas de safrinha, que representam menos de 5% dos 56.571 hectares cultivados na região de Bagé. Os produtores estão planejando a próxima safra. Em Maçambará, a previsão de El Niño tem estimulado os produtores de sequeiro a investir na cultura.
Milho Silagem – A colheita está tecnicamente encerrada no Estado. Algumas lavouras inicialmente destinadas à produção de grãos foram utilizadas para ensilagem, em virtude dos efeitos das condições de clima, que resultaram na redução do potencial produtivo dessas áreas.
Feijão 2ª Safra – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, onde foram plantados mais de 900 hectares, a cultura está em fase de maturação de grãos. A ocorrência de geada poderá trazer algum prejuízo às lavouras, principalmente em áreas de baixadas. Na região de Ijuí, há lavouras ainda em maturação. Os produtores aguardam melhores condições para iniciar a colheita. Percebe-se pequena redução do potencial produtivo em relação ao estimado inicialmente, devido a alguns danos ocasionados por geada no período vegetativo e reprodutivo da cultura. O ritmo de colheita segue lento, mas a expectativa é de que se encerre ainda em junho.
Olerícolas
Alho – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os produtores deram continuidade ao preparo dos canteiros e ao plantio das primeiras lavouras, embora esta prática tenha sido prejudicada por chuva e alta umidade do solo. Na região de Passo Fundo, continua o preparo do solo e a vernalização dos bulbos de alho para posterior plantio.
Mandioca – Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a cultura se encontra em colheita, apresentando, de modo geral, bom desenvolvimento. A alta umidade do solo tem provocado problemas pontuais de apodrecimento de raízes, especialmente em áreas mais adensadas e com menor drenagem, o que tem levado os produtores a anteciparem a colheita nessas áreas e a armazenar parte da produção congelada. Em função da previsão de geadas para os próximos dias, os produtores intensificaram o corte e o armazenamento das manivas em propriedades que ainda não tinham realizado a operação. A qualidade das raízes está satisfatória. Na região de Soledade, continua intensa a colheita da mandioca, favorecida pelas temperaturas amenas, que estendem a comercialização por mais tempo, além de protegerem as manivas. As agroindústrias trabalham intensamente para processamento do produto.
Pastagens e Criações
Bovinocultura de Corte – Os rebanhos apresentam condição corporal de regular a boa. Houve recuperação nutricional em regiões favorecidas pela disponibilidade de pastagens cultivadas de inverno e pelo uso de suplementação. Já nas áreas com menor oferta e qualidade de forragem, especialmente em campo nativo, ocorre perda de condição corporal. O estado sanitário está satisfatório, e são realizadas ações de manejo e vacinação de rotina. O mercado está aquecido em função da oferta restrita de animais terminados e da forte demanda por reposição, embora os elevados custos de reposição tenham reduzido o interesse por novas aquisições em algumas regiões.
Bovinocultura de Leite – Na maior parte do Estado, o desempenho da atividade está satisfatório, favorecido pela disponibilidade de forrageiras de outono-inverno e pela utilização de suplementação alimentar. Os rebanhos apresentam condição corporal e sanitária adequadas, com recuperação nutricional e aumento da produção em diversas regiões. Contudo, persistem as limitações pontuais relacionadas ao excesso de umidade e à menor oferta de forragem em algumas áreas.
Ovinocultura – As parições estão em andamento em diversas regiões, exigindo atenção dos produtores aos cuidados com cordeiros recém-nascidos e matrizes. Ainda há ocorrência de verminoses e problemas podais em áreas com elevada umidade. O mercado está aquecido, com boa liquidez e valorização dos ovinos, especialmente de cordeiros.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jun 19 2026 Inverno terá chuva acima da média no Rio Grande do Sul
O inverno no Hemisfério Sul, que inicia às 5h25 deste domingo (21/6) e termina dia 22 de setembro, às 21h05, tende a ter chuva acima da média no Rio Grande do Sul, principalmente no Leste, Centro e Norte do Estado. “Mas não será tão rigoroso com relação às temperaturas”, prevê o meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), Flávio Varone.
Conforme ele, haverá frentes frias mais frequentes nos meses de julho, agosto e setembro. “Mas as temperaturas ficarão acima da média. As massas de ar frio devem ser mais curtas, menos duradouras aqui no Estado, então, teremos poucos dias de temperaturas mais baixas”, afirma Varone.
“Essa condição de mais umidade favorece as temperaturas um pouco mais altas, o que pode prejudicar boa parte da safra de inverno. O desenvolvimento das culturas de trigo e cevada, entre outras, pode até acontecer, porém a condição de umidade e temperatura mais elevadas pode trazer algumas doenças fúngicas ao longo do ciclo”, alerta o meteorologista.
El Niño
Segundo Varone, entre agosto e setembro, o Rio Grande do Sul provavelmente já terá a ocorrência do fenômeno El Niño, o que deve ocasionar temperaturas mais elevadas. “Esse evento está sendo chamado de Super El Niño e deve acontecer ao longo do segundo semestre no Estado e, caso se confirme essa intensidade, poderá trazer prejuízos à nossa agricultura”.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial