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25 de junho de 2026

  • Estratégia de manejo de pastagens leva Chácara da Taipa ao destaque na categoria Produtividade da Terra do Top RS Leite de Verdade

    A busca incessante por eficiência e a valorização do trabalho técnico transformaram a rotina da Família Quatrin, proprietária da Chácara da Taipa, em um case de sucesso no Rio Grande do Sul. Recentemente reconhecida com o troféu Top RS Leite de Verdade, na categoria Produtividade da Terra Sistema Não Confinado (Região Sul), a propriedade exemplifica como a gestão estratégica transforma a produção leiteira em resultados de alta performance.

    O reconhecimento é o reflexo de uma filosofia de produção que coloca o cuidado com os recursos básicos solo, pastagens e bem-estar animal no centro da operação. Para Acemar Quatrin, produtor de leite e patriarca da família, a conquista do troféu é o reconhecimento de uma rotina rigorosa e apaixonada. Segundo ele, o segredo foi a implementação de um manejo diferenciado. “A gente fez todo o piqueteamento e gera sempre um pasto de boa qualidade. A gente sempre procurou melhorar essa parte e eu acho que deu certo”, destaca o produtor.

    O sucesso na Chácara da Taipa também passa pela colaboração técnica, fundamental para elevar o patamar produtivo. Andréia Beck, Assistente Técnica de Campo da CCGL, que acompanha de perto o desenvolvimento da família, aponta o foco técnico como o diferencial. “A Família Quatrin é muito focada na produção de volumosos. O meu trabalho aqui foi unir a nutrição dos animais com a reprodução”, explica Andréia.

    O troféu simboliza a valorização do setor leiteiro gaúcho e o esforço conjunto entre produtores e consultoria técnica. Gabrieli Nunes Quatrin, produtora e integrante da nova geração da família, enfatiza que o resultado é fruto de um acompanhamento constante. “Sem dúvidas, o auxílio da Andréia, estando aqui presente, ajudando no dia a dia, seja por mensagem ou presencial, sempre nos auxiliou. É um reconhecimento também dela e do trabalho e esforço permanentes que ela tem aqui conosco”, conclui Gabrieli.

    Com foco na sustentabilidade produtiva, a Chácara da Taipa reafirma seu compromisso em produzir leite de qualidade, consolidando-se como referência regional ao transformar a dedicação diária no alimento que chega às mesas dos gaúchos.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Culturas de cobertura reforçam manejo de daninhas

    As culturas de cobertura ocupam posição estratégica nos sistemas agrícolas por contribuírem para a manutenção do solo e para o manejo integrado de plantas daninhas. Segundo o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), essas espécies também limitam condições necessárias à germinação e ao desenvolvimento de plantas indesejadas.

    Ao ocupar o espaço disponível e reduzir a incidência de luz, a cobertura vegetal dificulta o estabelecimento das plantas daninhas. Esse efeito ajuda a diminuir a produção de sementes e sua disseminação pela área, reduzindo a capacidade de renovação das infestações ao longo do tempo. Com menos espaço e luminosidade, o ambiente se torna menos favorável ao avanço dessas espécies nos sistemas produtivos.

    Outro ponto relevante é a formação de palhada. A camada deixada sobre o solo contribui para restringir a produção e a dispersão de sementes de plantas daninhas, auxiliando na redução do banco de sementes. O efeito acumulado dessa prática pode reduzir a presença dessas plantas nos ciclos seguintes.

    A contribuição das culturas de cobertura se amplia quando a prática é associada a outras medidas de manejo integrado. Essa combinação favorece a diversificação dos sistemas produtivos e reduz a pressão de seleção sobre os herbicidas, aspecto essencial para prevenir e manejar a resistência.

    Dessa forma, o uso de cobertura vegetal vai além da manutenção do solo. A prática integra uma estratégia contínua para limitar o desenvolvimento de plantas daninhas, conter a produção e a disseminação de sementes e preservar a eficiência das ferramentas de manejo. A adoção conjunta de diferentes medidas permite atuar sobre mais de uma etapa do ciclo das plantas daninhas e torna o sistema produtivo mais diversificado.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Manejo integrado avança no plantio direto

    A resistência crescente de plantas daninhas aos herbicidas e a necessidade de conservar a estrutura do solo têm levado produtores a buscar novas estratégias no sistema de plantio direto. O avanço das aplicações químicas nem sempre garante o controle esperado e, em muitos casos, amplia o custo por hectare.

    Espécies como buva, capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e caruru estão entre os principais desafios nas lavouras. O problema é agravado pela permanência do banco de sementes no solo, que pode seguir viável por anos. Em um sistema adotado em mais de 35 milhões de hectares no Brasil, o manejo dessas invasoras passou a ter peso agronômico e econômico ainda maior.

    Nesse cenário, ferramentas mecânicas de baixa mobilização vêm ganhando espaço no pré-plantio como complemento ao manejo químico. A proposta é atuar de forma superficial, auxiliando no controle inicial das plantas daninhas e na organização da palhada, sem comprometer os princípios do plantio direto.

    A tecnologia da linha Kelly, distribuída no Brasil pela São José, atua nesse momento ao promover a desestruturação inicial das invasoras e estimular a germinação do banco de sementes. Segundo Diogo Salvador, especialista de produto da São José, essa ativação favorece maior eficiência na dessecação e pode reduzir a necessidade de aplicações sequenciais.

    Ensaios conduzidos pela GeoMec em áreas comerciais do Sul do Brasil indicam que o manejo mecânico no pré-plantio pode, em condições específicas, eliminar o uso de herbicidas nessa etapa. Os estudos apontam economia de até 100% nesses insumos, incremento de até 4 sacas de soja por hectare e redução de custos entre R$ 100 e R$ 135 por hectare.

    Além do efeito agronômico, a operação contribui para ampliar a eficiência no campo, com maior capacidade de cobertura de áreas e melhor aproveitamento das janelas de plantio. A adoção já é observada em regiões do Sul e do Oeste do país, com tendência de avanço de sistemas integrados.

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Rio Grande do Sul avança com sistema de rastreabilidade para fortalecer a competitividade da pecuária

    O Rio Grande do Sul está avançando na implementação da rastreabilidade individual de bovinos para fortalecer a competitividade da pecuária gaúcha. O tema foi apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, durante painel da XXI Jornada NESPro & II Congresso de Criadores, nesta terça-feira (24/6), no BarraShoppingSul, em Porto Alegre.

    Na mesa-redonda “A rastreabilidade como indutora de oportunidades para a pecuária”, Madalena destacou que consumidores e mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais. Segundo ele, a rastreabilidade reúne esses elementos e representa um novo patamar na gestão dos rebanhos.

    A temática teve como base as diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em dezembro de 2024. O programa prevê a identificação individual dos animais em todo o país de forma gradual, com integração dos sistemas de informação e conclusão do processo até dezembro de 2032. A medida deverá reforçar a certificação sanitária e a comprovação da origem dos animais.

    Rio Grande do Sul na liderança

    O Rio Grande do Sul vem se preparando para a implantação da rastreabilidade há vários anos. Entre as ações já realizadas estão a adoção da rastreabilidade individual na cadeia leiteira desde 2017, a inclusão do tema entre os projetos estratégicos do Estado em 2023, a criação de um grupo de trabalho na Seapi em 2024 e missões técnicas para conhecer o sistema uruguaio de identificação animal. O Estado também iniciou projetos de identificação individual de bovinos em propriedades públicas.

    Atualmente, a cadeia leiteira já conta com cerca de 1,2 mil de animais identificados individualmente. Em 2025, o Estado lançou um projeto-piloto de rastreabilidade para bovinos de corte, que está sendo testado em mais de 30 propriedades rurais. “Buscamos ser o primeiro Estado da federação a concluir a implantação de um sistema de rastreabilidade individual de bovinos”, afirmou o secretário.

    Para Madalena, a rastreabilidade deve ser vista como uma oportunidade para os produtores e para o setor agropecuário gaúcho. Entre os principais benefícios estão o aumento da competitividade, a valorização da proteína animal e a ampliação do acesso a mercados mais exigentes.

    Também participaram da mesa-redonda Taulni Francisco Santos da Rosa, gerente executivo de Compra de Gado da Região Sul da Minerva Foods; Fabrício Karaim, diretor comercial da Radar Certificação; e Fernanda Costabeber, médica veterinária.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial