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5 de agosto de 2026

  • Tratamento de sementes reduz doenças nas lavouras

    A sanidade das sementes tem ganhado espaço entre os principais fatores que determinam o desempenho das lavouras, ao lado das qualidades genética, física e fisiológica. Embora pouco conhecida fora do meio técnico, essa característica é considerada decisiva para evitar a disseminação de patógenos que podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade das culturas.

    Segundo o presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), engenheiro agrônomo e professor sênior da ESALQ-USP, José Otávio Menten, a semente é a forma mais eficiente de transporte de agentes causadores de doenças. “Não existe maneira mais eficiente de um patógeno ser transportado e depois transmitido para a planta do que pela semente. Ele pode vir pelo vento, pela água ou por vetores, mas na semente ele já está junto com seu hospedeiro.”

    O pesquisador explica que o controle dos patógenos ainda na fase da semente reduz o risco de prejuízos durante todo o ciclo da cultura. De acordo com Menten, quando a infecção ocorre logo no início do desenvolvimento da planta, os impactos tendem a ser maiores devido à multiplicação contínua do agente causador da doença.

    “Quanto mais cedo uma doença aparece, maior dano vai ter, porque vão ter mais ciclos daquele patógeno. Além disso, patógenos associados às sementes podem matar a semente ou causar tombamento ou “damping-off” que reduzem a população de plantas. Também podem debilitar as plantas através de podridão das raízes e lesões nas hastes. Por isso a sanidade deve receber a mesma atenção dedicada às qualidades genética, física e fisiológica das sementes. O tratamento de sementes é uma tecnologia extremamente importante porque permite controlar tanto patógenos associados à própria semente quanto aqueles presentes no solo, reduzindo o inóculo inicial e diminuindo a necessidade de aplicações posteriores durante a safra”, afirma.

    Apesar de os métodos tradicionais de análise continuarem amplamente utilizados, o avanço da biologia molecular, da inteligência artificial e das ferramentas de análise de dados deve ampliar a capacidade de monitoramento da sanidade das sementes. Essas tecnologias prometem tornar os diagnósticos mais rápidos, precisos e acessíveis aos produtores.

    Na avaliação de Menten, um dos principais desafios da pesquisa será integrar essas novas ferramentas para identificar com maior precisão os patógenos de maior relevância para cada cultura. “Com essas técnicas de inteligência artificial, de bancos de dados bem organizados, isso vai nos auxiliar bastante a termos maior clareza de quais são as principais limitações.”

    O especialista acredita que o cruzamento de grandes volumes de informações permitirá avaliar de forma mais consistente os riscos fitossanitários e mensurar o impacto econômico da presença de diferentes patógenos nas sementes.

    O aumento do potencial produtivo das cultivares também elevou a importância da sanidade das sementes. Com materiais genéticos mais exigentes, o manejo precisa ser mais preciso desde o estabelecimento da lavoura para preservar o potencial produtivo das plantas.

    Nesse cenário, Menten destaca que o tratamento biológico de sementes, associado aos produtos químicos, desponta como uma das principais linhas de pesquisa na agricultura. “Nós estamos numa época que eu gostaria de estar me formando agora. Agora nós estamos numa agricultura muito mais refinada. Hoje nós temos materiais e tecnologias que exigem que o profissional entenda com muito mais precisão e possa tomar decisões muito mais baseadas em ciência e tecnologia.”

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Remanufatura reduz custos: Entenda

    A busca por eficiência na operação de máquinas agrícolas tem ampliado o interesse por soluções capazes de reduzir custos sem afetar a produtividade. Entre essas alternativas está a remanufatura de componentes, processo que recupera peças originais e permite seu retorno ao campo com padrões equivalentes aos de fábrica.

    Na Massey Ferguson, por exemplo, motores e transmissões são desmontados, inspecionados e recuperados por profissionais especializados. Itens desgastados são substituídos por componentes genuínos, enquanto as demais partes passam por validação técnica. Antes da comercialização, os conjuntos são submetidos a testes de desempenho, segurança e qualidade.

    A empresa destaca que a remanufatura combina confiabilidade, disponibilidade e economia. Como os componentes já estão prontos para substituição, o tempo de máquina parada pode ser reduzido, fator importante em períodos como plantio e colheita.

    O custo também é um atrativo. As peças remanufaturadas podem ser, em média, até 30% mais baratas que as novas e mantêm o mesmo prazo de garantia de fábrica.

    O processo ainda contribui para o uso mais eficiente de recursos. O reaproveitamento reduz a demanda por matérias-primas, o consumo de água e energia e a geração de resíduos, além de prolongar a vida útil das máquinas. “Quando recuperamos um componente original, estamos aproveitando todo o conhecimento de engenharia incorporado àquela peça e oferecendo ao produtor uma solução que alia desempenho, economia e sustentabilidade. É uma forma eficiente de prolongar a vida útil das máquinas e contribuir para uma agricultura cada vez mais responsável com os recursos disponíveis”, destaca Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da Massey Ferguson..

     Fonte: https://www.agrolink.com.br/