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27 de agosto de 2026

  • Vazio sanitário reforça cuidados antes da nova safra

    O avanço da ferrugem-asiática na última safra reforça a necessidade de atenção durante o vazio sanitário da soja. O período, além de ajudar a interromper o ciclo da doença, permite antecipar decisões importantes para o próximo plantio.

    O Consórcio Antiferrugem contabilizou 379 registros da doença na safra 2025/26, cerca de três vezes as 124 ocorrências do ciclo anterior. Durante o vazio sanitário, não é permitida a presença de plantas vivas de soja, inclusive as voluntárias, que podem manter o fungo no campo entre as safras.

    Segundo Renato de Souza Rodrigues, representante comercial da Conceito Agrícola, retardar a entrada da doença contribui para preservar a eficiência dos fungicidas, reduzir aplicações e custos e diminuir riscos à produtividade. O descumprimento do período também pode resultar em penalidades.

    A entressafra ainda pode ser usada para manejo de pragas e plantas daninhas, revisão de máquinas e análise do solo. O diagnóstico permite orientar calagem, gessagem e adubação, além de identificar limitações em camadas mais profundas.

    O período também favorece a definição de cultivares, tratamento de sementes, fertilidade e estratégias fitossanitárias, facilitando a organização de insumos, máquinas e operações antes da semeadura. “É nesse momento que conseguimos reunir os dados da propriedade e transformar essas informações em planejamento. Acreditamos que uma grande safra começa muito antes do plantio. Nossa equipe está presente no campo compartilhando conhecimento, planejamento e prestando assistência técnica para que cada hectare expresse seu máximo potencial produtivo e econômico”, conclui Rodrigues.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Bactéria mostra potencial além do controle de pragas

    Bactérias associadas à agricultura podem apresentar funções diferentes conforme a cepa e a interação estabelecida com as plantas. Segundo Fernando Souza, engenheiro agrônomo, um trabalho com Bacillus thuringiensis mostra que o potencial do microrganismo pode ir além do controle de pragas, especialmente de lagartas, ao indicar efeito de promoção de crescimento na cultura do milho.

    O estudo avaliou a cepa Bt RZ2MS9, de origem tropical, aplicada de forma isolada e em coinoculação com Azospirillum brasilense Ab-V5. A hipótese era de que o uso conjunto proporcionaria resposta mais robusta no crescimento do milho do que a aplicação isolada da RZ2MS9. O objetivo também incluiu o monitoramento da colonização da bactéria nos tecidos da planta e a avaliação da produção de compostos orgânicos voláteis.

    As análises de qPCR e microscopia de fluorescência mostraram que a Bt RZ2MS9-GFP foi capaz de colonizar tecidos internos de raízes e folhas, caracterizando comportamento endofítico. Nos parâmetros de crescimento, a inoculação isolada elevou em 13% o diâmetro das raízes e em 34% o volume radicular. A altura da parte aérea aumentou 22% com RZ2MS9 isoladamente e 20% na coinoculação com Ab-V5.

    O sistema radicular respondeu positivamente aos dois tratamentos testados. Também houve avanço na massa seca. Nas raízes, o ganho foi de 40% com a cepa isolada e de 51% com a coinoculação. Na parte aérea, os aumentos chegaram a 66% e 80%, respectivamente. Para Souza, os resultados reforçam a importância de não generalizar funções com base apenas em gêneros ou espécies, já que a resposta depende da especificidade de cada cepa.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/