Mercado de trigo mantém baixa liquidez no Sul
O mercado de trigo no Sul continua marcado por baixa liquidez, compras pontuais e cautela diante do ritmo reduzido de moagem. Segundo a TF Agroeconômica, os moinhos mantêm cobertura confortável no curto prazo e evitam alongar posições, enquanto vendedores observam a possibilidade de preços mais firmes.
No Rio Grande do Sul, voltaram a ser negociados pequenos lotes de trigo comum a R$ 1.350 por tonelada, com embarque em julho e pagamento no começo de agosto. Junho está totalmente coberto e julho tem cobertura estimada em 60%, o que leva as indústrias a buscar apenas oportunidades e a concentrar atenção em agosto. Para a próxima safra, produtores demonstram preocupação com custos elevados, preços achatados, risco de El Niño e ocorrência de alto teor de DON. Cooperativas do centro e noroeste já mencionam redução de até 40% na área, que poderia ficar em pousio, mas a projeção ainda não é oficial. Em Panambi, o preço de balcão permaneceu em R$ 69 por saca.
Em Santa Catarina, houve negócios isolados de trigo pão a R$ 1.360 FOB e de trigo melhorador a R$ 1.400 FOB, valores inferiores aos do produto importado. No balcão, as cotações ficaram estáveis em Rio do Sul, Chapecó, Joaçaba e Xanxerê. Canoinhas subiu para R$ 68 por saca e São Miguel do Oeste avançou para R$ 71,50, refletindo ajustes ligados à demanda local.
No Paraná, os poucos negócios ocorreram a R$ 1.420 CIF moinho nos Campos Gerais e a R$ 1.480 no Norte. O trigo branqueador segue próximo de R$ 1.450 FOB. Para a safra nova, as referências variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para setembro. Já o trigo argentino nacionalizado subiu para US$ 300 por tonelada, sem oferta concreta na semana.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/